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ACESSO À JUSTIÇA
Projeto Jovens Defensores Populares abre novas turmas no Rio de Janeiro
Iniciativa do Governo Federal amplia o acesso à Justiça e fortalece a atuação comunitária de jovens das periferias
Publicado em
13/01/2026 18h18
Projeto Jovens Defensores Populares abre novas turmas no Rio de Janeiro. Crédito: divulgação.
Brasília, 13/01/2026 – O Projeto Jovens Defensores Populares abre, no próximo sábado (17), novas turmas da etapa inicial no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa consolida uma política pública voltada à ampliação do acesso à Justiça e ao fortalecimento do protagonismo juvenil em territórios periféricos.
Nesta fase, 100 novos jovens passam a integrar o programa no estado, com turmas nos territórios da Maré, Vila Vintém, Rocinha e Jardim Catarina, em São Gonçalo.
As novas turmas se somam às já existentes na Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense. Esses grupos concluem o percurso formativo em fevereiro, beneficiando 90 jovens defensores populares. Ao todo, o projeto está presente em seis Unidades da Federação e contabiliza 979 participantes na primeira etapa.
O projeto
O Jovens Defensores Populares é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju/MJSP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Agenda Jovem Fiocruz (AJF) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ).
Os territórios atendidos foram definidos como prioritários pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Os recursos utilizados são provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
Voltado à formação de agentes de transformação social, o programa busca ampliar o acesso à Justiça nas periferias, fortalecer o engajamento cívico e político das juventudes e estimular soluções locais para desafios sociais. A ação também contribui para ampliar a presença do Estado em territórios historicamente vulnerabilizados.
Para a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, a iniciativa reconhece o papel estratégico das juventudes periféricas. “Ao fortalecer o acesso à Justiça e a participação cidadã, investimos em lideranças que conhecem seus territórios, entendem seus direitos e sabem mobilizar soluções concretas para suas comunidades”, afirma.
O coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, destaca que o programa considera as vulnerabilidades enfrentadas pelos jovens. “A juventude tem grande capacidade de transformação, mas também convive com violações de direitos no cotidiano. O projeto amplia o repertório de jovens engajados na busca por mudanças, sem ignorar essas vulnerabilidades”, ressalta.
Quem participa
Os participantes têm entre 18 e 29 anos e foram selecionados por meio de busca ativa e articulação com cursinhos populares, organizações da sociedade civil e coletivos de base. A maioria é formada por jovens negros e negras, de baixa renda e com forte atuação comunitária.
Ao longo de 2025, a primeira etapa contou com turmas na Bahia (BA), no Distrito Federal (DF), no Pará (PA), em Pernambuco (PE), no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). Os resultados indicam impacto positivo na formação cidadã: 96,4% dos participantes afirmaram conhecer melhor seus direitos após o curso, e 86,25% avaliaram como úteis as ferramentas oferecidas ao longo do percurso.
Até dezembro de 2025, o projeto realizou 623 encontros formativos, com 30 turmas, 499 educadores e 71 profissionais atuando nas seis equipes locais de coordenação, nos estados e no Distrito Federal.
Com metodologia baseada na educação popular, na perspectiva antirracista e no arte-ativismo, o programa amplia o repertório dos jovens para interpretar e intervir em suas realidades. O percurso formativo inclui pesquisa de campo, diagnósticos participativos e estratégias de intervenção territorial, como incidência política, comunicação comunitária, educação popular e ações culturais.