Fluxograma
Fluxograma de atendimento e referenciamento da rede de Núcleos e Postos
O atendimento às pessoas em situação de tráfico nos Núcleos e Postos da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas se caracteriza por procedimentos diversos. A despeito da multiplicidade de contextos e realidades sociais encontradas nos estados brasileiros, foi realizado um esforço para criar rotinas de trabalho que possam ser implementadas pelas equipes de profissionais da rede de Núcleo e Postos. O Fluxograma organizou os procedimentos adotados com base em situações e perfis das pessoas atendidas. Dessa forma, foram definidos os procedimentos comuns que permitem aos Núcleos e Postos percorrer os mesmos caminhos em termos de atendimento. Porém, isso não significou ignorar as especificidades dos casos nem tampouco a diversidade de recursos disponíveis. Pelo contrário, o exercício da harmonização serve para pactuar os passos que um grupo deve seguir, sem perder de vista as demandas específicas de cada situação.
Assim, um fluxo de procedimentos para o atendimento humanizado torna-se uma ação imprescindível para a prática profissional das equipes, constituída por etapas do seu processo de trabalho.
O fluxo do processo de trabalho de atendimento dos Núcleos e Postos foi construído com base nos procedimentos definidos nas etapas que compõem o atendimento. O conceito de atendimento adotado foi o de “atendimento humanizado”.
Para facilitar a compreensão e aplicação das orientações propostas para o atendimento – que se inicia na chegada da pessoa ao Núcleo ou Posto e termina na sua saída – o mesmo foi subdivido em fases, a saber: recepcionamento, acolhida, entrevista técnica, referenciamento/encaminhamento e monitoramento. É importante ressaltar que as orientações e diretrizes do recepcionamento, acolhida, entrevista técnica e monitoramento estão dispostas no Guia de Atendimento. Esse fato evidencia a articulação e complementaridade do Guia com o Fluxograma.
As referidas fases podem ou não ser realizadas, e ainda a ordenação proposta pode ser alterada, em decorrência do caso recebido. A despeito das etapas e procedimentos apresentados no Fluxograma, as equipes técnicas devem, necessariamente, realizar uma avaliação prévia para definir a melhor medida a ser adotada.
Os procedimentos foram estabelecidos segundo os perfis criados, que são do tipo referencial, porque estão relacionados a situações ocorridas no atendimento de perfis de pessoas, que podem variar e ainda ser ajustados às diretrizes de atuação de cada Núcleo e Posto. Assim, podem ser adotados por Núcleos e Postos indistintamente, com necessárias adaptações indicadas pelo caso.
Cabe enfatizar que os fluxos construídos têm objetivo de apresentar um atendimento a ser realizado com a chegada da pessoa no Núcleo ou Posto. O ponto de partida para sua elaboração é o iminente atendimento a ser feito. As equipes também realizam atendimentos não-presenciais por telefone ou por outra forma virtual e que, da mesma forma, nesses tipos de atendimento o conceito de “atendimento humanizado” se aplica. Entretanto as fases e perfis aqui adotados podem sofrer alterações necessárias e derivadas da situação apresentada em cada caso. Com isso, as equipes devem ter em mente que o conjunto de orientações proposto no fluxograma pode não contemplar as especificidades dos casos à distância, fato que não invalida a importância de tais atendimentos, nem tampouco desqualifica o esforço de organização do fluxograma para os atendimentos presenciais.
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