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SEGURANÇA PÚBLICA
Senasp apóia Polícia Civil de Goiás em operação contra golpe do falso gerente
Investigações identificaram contas bancárias utilizadas para receber valores da fraude, além de infraestrutura telefônica usada no esquema criminoso. Foto: Divulgação
Brasília, 5/11/2026 – A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta quinta-feira (5), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), a Operação Pecúnia Olet. A ação policial interestadual teve apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A operação tem como objetivo o cumprimento de nove mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, que foram expedidos no âmbito de inquérito que apura a prática de estelionato eletrônico e associação criminosa.
As investigações tiveram início após uma vítima sofrer prejuízo de aproximadamente R$412 mil, em decorrência do chamado “golpe do falso gerente bancário”. Nessa modalidade criminosa, os suspeitos se passam por funcionários de instituições financeiras e utilizam técnicas de engenharia social para induzir as vítimas a realizar transferências bancárias mediante falsas justificativas.
O trabalho investigativo permitiu identificar contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores provenientes da fraude, além de elementos relacionados à infraestrutura telefônica empregada pelos investigados na execução do esquema criminoso.
A pena máxima prevista para o crime de estelionato eletrônico é de oito anos de reclusão (art. 171, § 2º-A, do Código Penal) e a de associação criminosa é de três anos de prisão (art. 288 do Código Penal), mas a punição pode ser ainda maior caso outros delitos venham a ser identificados no decorrer das investigações.
Segundo a delegada Lara Soares, responsável pela investigação, a integração entre as instituições é fundamental para o enfrentamento das organizações criminosas especializadas em estelionato financeiro. “A operação representa mais um importante avanço no combate às fraudes eletrônicas, especialmente aos golpes praticados mediante engenharia social. A atuação integrada das Polícias Civis, com o apoio do Ciberlab, do MJSP, fortalece as investigações, permite identificar os responsáveis e contribui para a desarticulação de grupos criminosos que causam elevados prejuízos financeiros às vítimas”, destacou.
Além do MJSP, participam da Operação Pecúnia Olet a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento de Polícia Metropolitana; a Polícia Civil de Minas Gerais, por intermédio do 1º Departamento de Polícia de Belo Horizonte e da 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Venda Nova; e a Polícia Civil de São Paulo, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Santos.
A operação busca aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer a participação individual dos investigados e reunir novos elementos probatórios para a completa elucidação dos fatos.
Atuação integrada no combate às fraudes eletrônicas
O apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Ciberlab, integra a estratégia nacional de fortalecimento da cooperação entre as Polícias Civis e os órgãos de segurança pública no enfrentamento à criminalidade cibernética, especialmente às fraudes bancárias praticadas mediante engenharia social e utilização de recursos tecnológicos.
A atuação integrada contribui para ampliar a capacidade de investigação, identificar estruturas criminosas que atuam em diferentes estados e fortalecer a responsabilização dos envolvidos em delitos praticados no ambiente digital.