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Ministério da Justiça e Segurança Pública realiza maior leilão da história, com bens avaliados em R$ 80 milhões

Patrimônio que será vendido é de criminoso do Mato Grosso. Entre os bens há fazenda, salas comerciais e terrenos
Publicado em 14/07/2021 17h42
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Brasília, 14/07/2021 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública leiloa dez lotes de bens imóveis, avaliados em mais de R$ 80 milhões, no Mato Grosso. Esse é o maior leilão da história do Ministério, articulado por meio do trabalho da Secretaria Nacional de Política Sobre Drogas (Senad) e autorizado pela 7ª Vara Federal do Mato Grosso.

“O governo do presidente Jair Bolsonaro promoveu uma revolução na gestão de ativos no país. Por isso, vemos resultados recordes na descapitalização das organizações criminosas e reversão dos bens do crime em políticas públicas efetivas”, afirma o ministro Anderson Torres.

Entre os itens que serão vendidos há salas comerciais, terrenos e imóveis urbanos, denominados “Estância Colibri” e a Estância 21, avaliada em mais de R$10 milhões. Os bens estão relacionados a crimes de lavagem de dinheiro, apreendidos de João Arcanjo Ribeiro. Os lances podem ser dados até o dia 22 de julho e acontecem de forma on-line, clicando aqui. Para viabilizar as vendas, tornando-as mais atrativas, os lances iniciam abaixo do valor avaliado, equivalente a 75% do preço de mercado, e o pagamento pode ser parcelado, conforme anúncio descrito no site.

Segundo o secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora, trata-se do maior leilão da história da Senad. “No ano em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública completa 199 anos, celebramos também os avanços na gestão de ativos apreendidos de criminosos'', destaca.
Só no estado do Mato Grosso já foram arrecadados mais de R$ 42 milhões com venda de mais de 2.635 bens, em 20 leilões, desde 2020. Desse total, mais de R$ 37 milhões se referem a 2.404 itens leiloados do patrimônio apreendido de João Arcanjo Ribeiro.

Cerca de 400 bens estão em processo de venda e devem ser inseridos nos próximos leilões. O recurso arrecadado é destinado aos cofres públicos. Quando é oriundo de crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, abastece o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia projetos que reforçam a segurança pública e o combate às drogas no país.