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Ministério da Justiça e Segurança Pública lança Rede Brasileira sobre Pesquisa em Redução da Oferta de Drogas

Apresentação aconteceu durante o I Fórum Nacional sobre Ensino e Pesquisa em Redução da Oferta de Drogas
Publicado em 09/07/2021 10h22
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Brasília, 08/07/2020 - Para viabilizar um intercâmbio de conhecimento e dados sobre os impactos causados pelas drogas no Brasil, foi lançada esta semana a Rede Brasileira sobre Pesquisa em Redução da Oferta de Drogas, durante evento on-line, realizado pela Secretaria Nacional de Políticas  sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o projeto-piloto do Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE), e reuniu gestores públicos, profissionais de segurança pública e acadêmicos.

A Rede contribuirá para a construção de políticas estratégicas para a redução da oferta de drogas, por meio de um trabalho amplo, capaz de promover a troca de conhecimentos e técnicas forenses e evidências científicas.

O secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora, explicou como o trabalho da Senad tem auxiliado nesse avanço. “A secretaria tem trabalhado de forma a alienar o patrimônio apreendido do crime para fomentar as políticas públicas, na área de segurança pública, visando o combate ao tráfico de drogas. Esses recursos são investidos, em sua maioria, em projetos de modernização das polícias, capacitação e pesquisa, voltados para aperfeiçoar as atividades no combate ao narcotráfico”, destacou.

O valor arrecadado nos leilões realizados pela Senad é destinado ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia projetos que fortalecem a segurança pública para o combate aos entorpecentes.

Durante o encontro, também foram apresentados projetos que integrarão o sistema de alerta rápido sobre drogas brasileiro, que deverá ser implementado no Brasil em breve, e que proporcionará a rápida identificação de novas substâncias psicoativas, o monitoramento da expansão do tráfico e do uso dessas novas drogas, além da comunicação entre os países e entre as autoridades policiais e sanitárias sobre a existência, a difusão e os riscos das substâncias recém detectadas.

O diretor de Políticas Públicas e Articulação Institucional da Senad, Gustavo Camilo Baptista, explica que o fenômeno das drogas tem muitas mutações, desde o desenvolvimento químico dos entorpecentes até os fluxos de mercado mundial. Dessa forma, novas substâncias psicoativas são criadas a todo momento com o intuito de driblar a legislação. “Apesar dos desafios, temos trabalhado para capacitar os profissionais para o reconhecimento dessas novas substâncias, além do investimento em pesquisas para o melhor direcionamento das políticas sobre drogas”, afirmou Baptista.

O Fórum também contou com a participação de representantes do Ministério da Cidadania, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime - UNODC Viena (Áustria), da Polícia Federal, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Universidade de Campinas e da Universidade de São Paulo.