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Ministério da Justiça e Segurança Pública institui comissão no exterior para reduzir custos na aquisição de equipamentos e materiais
Brasília, 28/05/2021 - Mais economicidade, integração e troca de experiência junto aos órgãos internacionais. Foi publicada, nesta sexta-feira (28), a portaria que institui a Missão Logística do Ministério da Justiça e Segurança Pública nos Estados Unidos. Com a duração inicial de um ano, podendo ser prorrogada, o objetivo é adquirir equipamentos e materiais de segurança pública que hoje não são produzidos no Brasil. A previsão é uma economia anual de R$ 50 milhões, o que representa média de 25% em relação às aquisições feitas hoje pela Pasta.
A comissão, que contará com dois representantes da Polícia Federal, dois da Polícia Rodoviária Federal e dois servidores do Ministério, ficará instaurada na capital americana, Washington. Uma das principais vantagens é a oferta maior de produtos e tecnologias, além da economia que se tem ao comprar equipamentos direto com as fabricantes, sem intermediários e insegurança jurídica.
Além disso, a Missão irá contribuir também para a integração e intercâmbio com Estados estrangeiros e organismos internacionais para que as aquisições sejam realizadas nas melhores condições técnicas e financeiras do mercado.
Economia pode chegar a R$ 200 milhões
Neste primeiro ano, a equipe irá avaliar, a partir de estudos e pesquisas, a criação de uma comissão permanente de compras internacionais para atender também todas às instituições do Sistema Único de Segurança (SUSP). Ao final, a comissão irá entregar um mapeamento do mercado internacional de fornecedores, assim como um catálogo de materiais e serviços, inclusive cursos voltados à capacitação de profissionais de segurança pública.
Com base em dados das forças armadas do Brasil, que já atuam nesta modalidade de comissão no exterior há mais de 70 anos, a expectativa é que produtos de segurança pública possam ser adquiridos com uma economia média de até 50,14% em relação aos preços praticados no Brasil. Dessa forma, o potencial de economia anual, considerando apenas as instituições federais, poderia chegar até R$ 200 milhões com a implantação do projeto.