Notícias

Ministério da Justiça e Segurança Pública destina R$ 5,2 milhões para pesquisas sobre mortes violentas envolvendo o uso de drogas

Estudo será feito com base em informações colhidas autópsias nos Institutos Médicos Legais nos estados do Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Pará e do Paraná
Publicado em 25/03/2021 15h48 Atualizado em 25/03/2021 15h55
Ministério da Justiça e Segurança Pública destina R$ 5,2 milhões para pesquisas sobre mortes violentas envolvendo o uso de drogas.png

Brasília, 25/03/2021 -  O Ministério da Justiça e Segurança Pública firmou convênio com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para a realização de pesquisa sobre a detecção do uso de álcool e drogas ilícitas entre as vítimas de mortes violentas. Por meio da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad/MJSP), será destinado R$ 5,2 milhões para financiar estudos feitos a partir de autópsias realizadas nos Institutos Médicos Legais (IMLs), através de materiais biológicos coletados nas cidades de Curitiba e São José dos Pinhais (PR) ,Vitória e Cariacica (ES), Goiânia (GO), Recife e Paulista (PE), Belém e Ananindeua (PA). 

A pesquisa tem o objetivo de aprimorar o monitoramento de mortes relacionadas ao consumo de álcool e drogas no país e será uma importante ferramenta para programas nacionais de prevenção e controle de óbitos, tal como o projeto Drogômetro, que prevê a implementação de tecnologias para detecção do uso de drogas por parte de condutores de veículos. A ação será financiada pelo Fundo Nacional Antidrogas (Funad/MJSP), que é abastecido com o recurso arrecadado com a venda do patrimônio apreendido do tráfico de entorpecentes.

Para o diretor de Políticas Públicas e Articulação Institucional da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, Gustavo Camilo Baptista, a parceria será importante para subsidiar políticas públicas sobre drogas baseadas em evidências. "Em pesquisa anterior da própria USP, soubemos que 25% das vítimas fatais de acidente de trânsito na cidade de São Paulo tinham feito uso imediato de drogas antes da ocorrência no período estudado, e apenas 18% uso de álcool. Ao se entender estas correlações, podemos fazer desenhos mais adequados de programas e projetos que consigam diminuir estes indicadores ", afirma.

O estudo será coordenado pela professora Vilma Leyton, do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da FMUSP, e pelo professor Heráclito Barbosa de Carvalho, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP. Além do fortalecimento das polícias, a Senad tem investido os recursos do Fundo Nacional de Antidrogas (Funad) em pesquisas em parcerias com universidades públicas para produzir evidências científicas para embasar e otimizar políticas públicas, uma importante ferramenta para elaboração de programas nacionais de prevenção de mortes, impactos do uso de entorpecentes e outros crimes relacionados ao consumo de drogas no país

Justiça e Segurança