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FLUXO MIGRATÓRIO
Encontro da OEA debate cooperação regional e combate ao tráfico de pessoas nas Américas
Encontro discutiu boas práticas no combate ao tráfico de seres humanos. Foto: Divulgação/OEA
Washington, 19/5/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, nos dias 14 e 15 de maio, da 8ª Reunião de Autoridades Nacionais em Matéria de Tráfico de Pessoas, promovida pela Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos (EUA).
Realizado a cada dois anos, o encontro reúne autoridades dos países das Américas para debater estratégias de prevenção, repressão e proteção às vítimas do tráfico de pessoas, além de fortalecer a cooperação internacional e a troca de experiências entre os Estados-membros.
A programação abordou temas como os desafios da identificação de vítimas em contextos de mobilidade humana, o uso de ambientes digitais e das redes sociais para aliciamento e exploração, a proteção de crianças e adolescentes e o fortalecimento da produção e integração de dados sobre tráfico de pessoas.
A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do MJSP, Marina Bernardes, representou o ministério no painel Novos desafios na medição do tráfico de pessoas: dados globais, ambientes digitais e experiência das vítimas. Durante a apresentação, foram apresentadas iniciativas brasileiras voltadas ao fortalecimento dos sistemas de informação e da produção de dados sobre o tema.
“Fortalecer os sistemas de informação sobre tráfico de pessoas significa mais do que produzir estatísticas. É uma oportunidade de construir políticas públicas baseadas em evidências, aprimorar a coordenação interinstitucional e garantir respostas mais efetivas e centradas nas vítimas”, destacou.
Entre as iniciativas apresentadas pelo Brasil, destacam-se o Painel de Dados sobre Tráfico de Pessoas e o Sistema de Informações de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (SISETP), instrumentos voltados ao fortalecimento da gestão de informações, da articulação em rede e da elaboração de políticas públicas baseadas em evidências.
As discussões também reforçaram a importância da cooperação regional para enfrentar a atuação transnacional das redes criminosas e responder aos novos desafios impostos pelos ambientes digitais.