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Alagoas passa a fazer parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Laboratório de perícia criminal do Estado poderá compartilhar informações com o Banco Nacional de Perfis Genéticos
Publicado em 09/10/2020 16h46 Atualizado em 09/10/2020 16h54
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Brasília, 09/10/2020 - A partir de hoje (9), o estado de Alagoas (AL) poderá solucionar crimes e casos de desaparecimento por meio da comparação de perfis genéticos. O estado passou a fazer parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio do Instituto de Criminalística de Perícia Oficial, dispondo de tecnologia para compartilhamento de informações com laboratórios de perícia de outros estados e com o Banco Nacional de Perfis Genéticos.

O Banco Nacional de Perfis Genéticos é uma importante ferramenta para a elucidação de crimes. Ele recebe, semanalmente, perfis genéticos de todos os laboratórios integrados e compara casos criminais que estão sendo investigados pelas forças de segurança pública nos estados e no âmbito da Polícia Federal. Atualmente, a Rede Nacional de Perfis Genéticos conta com 20 laboratórios estaduais, um laboratório do Distrito Federal e um laboratório da Polícia Federal.

Para o perito criminal federal e coordenador do comitê gestor da RIBPG/MJSP, Ronaldo Carneiro, o estado de Alagoas irá reforçar ainda mais a RIBPG que tem como objetivo a integração total de todos os laboratórios de genética forense do País. “Nosso objetivo é deixar essa rede cada vez mais completa com todas as unidades da federação e a Polícia Federal permitindo a elucidação de crimes de maneira técnica e eficiente com o compartilhamento de perfis genéticos,” afirma.

A chefe de Perícias de Laboratório do Instituto de criminalística de Alagoas, Rosana Coutinho, ressalta que a inserção do estado no Banco de Perfis Genéticos “é um marco e será um divisor de águas no que diz respeito à elucidação de crimes”, diz. “Antes esperávamos que a polícia tivesse um suspeito para confrontar e que ele quisesse doar material genético para que tivéssemos uma resposta, agora, com o Banco de Perfis Genéticos, será feita uma checagem com o Brasil e poderemos chegar mais rapidamente ao criminoso”, destaca.

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