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Ação inédita de combate a crimes de violência contra crianças e adolescentes prende mais de mil pessoas no país

Operação Acalento, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e realizada pelas Polícias Civis de todo o país, atendeu mais de 18 mil vítimas
Publicado em 16/07/2021 17h19 Atualizado em 16/07/2021 18h35
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Brasília, 16/07/2021 – Em uma ação inédita e seguindo as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), as Polícias Civis realizaram, com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Operação Acalento. A ação ocorre desde o dia 04 de junho e o “Dia D’ aconteceu nesta sexta-feira (16). Os resultados foram divulgados em coletiva de imprensa.

A operação foi idealizada por determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, logo no início da gestão, e tem como objetivo combater crimes de violência contra crianças e adolescentes. A integração das forças de segurança pública para combater esse tipo de crime tem sido foco das ações do Ministério, por meio da Secretaria de Operações Integradas.

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“O MJSP vai atuar de forma firme e sem trégua para esses criminosos. As nossas crianças são o futuro do nosso país. As polícias civis fizeram um trabalho fenomenal, abraçaram a causa. É muito importante a mensagem do estado brasileiro a esse tipo de crime. Nós não devemos nos omitir. A segurança pública é dever de todos”, ressaltou o secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Alfredo Carrijo.

Até as 18h desta sexta-feira (16) foram cumpridos 505 mandados de prisão e 365 de busca domiciliar, com a participação de mais de 9 mil agentes da Polícia Civil. Mais de mil pessoas foram presas e 339 menores apreendidos. Houve o atendimento de mais de 18 mil vítimas e a solicitação de cerca de 1.700 medidas protetivas.

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O coordenador-geral de Planejamento Operacional do MJSP, Fernando Sousa, explicou que os crimes mais registrados foram de estupro de vulnerável, tortura e maus-tratos.

“Estupro de vulnerável não é só a conjunção carnal, e sim qualquer ato libidinoso contra menores de 14 anos. Os maus-tratos são elencados e apenados de acordo com a gravidade e a tortura é causada por sofrimento físico à pessoa durante um certo período”, explicou.

Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostram que, de janeiro a abril deste ano, os canais de denúncia da Pasta receberam mais de 32 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Casos de violência como o que levou à morte o menino Henry Borel, de 4 anos, no Rio de Janeiro, após sofrer lesões externas provocadas por ações violentas, em março.

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A delegada da polícia civil e integrante da coordenação-geral de Planejamento Operacional do MJSP, Fernanda Antonucci, alertou para a importância de uma rede de proteção de todos os envolvidos.

“O nosso apelo é para que os pais se atentem e cuidem dos seus filhos, verifiquem onde eles estão, com quem eles estão conversando. Muitos dos casos que a gente verificou são pessoas que não fazem parte da família, mas convivem e coabitam no mesmo espaço. Então às vezes não dá para confiar”.

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes

1º semestre de 2020 – 53.530 denúncias
2º semestre de 2020 – 41.722 denúncias
De janeiro a abril de 2021 – 32.065 denúncias
Fonte: Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH)

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