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SEGURANÇA PÚBLICA
“Golpe do falso CEO”: Ciberlab apoia Polícia Civil do RN contra quadrilha
Ação ocorreu no Rio Grande do Norte e na Paraíba, com cumprimento de três mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. Foto: Divulgação
Brasília, 6/11/2026 – A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) deflagrou, nesta sexta-feira (6), a segunda fase da Operação Cavalo de Tróia. A iniciativa tem o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de fraudes eletrônicas na modalidade conhecida como “golpe do falso CEO”, uma vez que os criminosos utilizavam indevidamente a identidade de executivos para induzir funcionários de empresas a realizar transferências financeiras fraudulentas. O prejuízo chegou a aproximadamente R$ 940 mil em uma empresa localizada em Natal (RN).
Nesta segunda fase, foram expedidos 3 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Florânia e São Vicente, no Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Paraíba. As medidas judiciais buscam identificar e responsabilizar os integrantes da organização criminosa, além de apreender dispositivos eletrônicos e reunir elementos probatórios relacionados às atividades ilícitas.
Dinâmica da fraude
As investigações apontam que os criminosos utilizavam uma modalidade de fraude conhecida internacionalmente como Business E-mail Compromise (BEC) ou CEO Fraud.
No caso investigado, um dos suspeitos utilizou um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams, identificando-se falsamente como o diretor-presidente de uma empresa, para entrar em contato com uma funcionária e convencê-la a realizar quatro transferências bancárias via Pix, totalizando aproximadamente R$ 940 mil.
A fraude foi identificada em 8 de maio de 2026, quando o criminoso tentou obter novos pagamentos. Após verificação interna, constatou-se que o perfil utilizado não pertencia ao verdadeiro executivo da empresa.
Avanço das investigações
A primeira fase da Operação Cavalo de Tróia foi realizada no município de Currais Novos (RN), ocasião em que foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos, identificada como titular de uma conta bancária utilizada para receber os valores desviados.
A partir da análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas mediante autorização judicial, os investigadores identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre seus integrantes, responsáveis pela execução das fraudes e pela movimentação dos recursos financeiros obtidos ilicitamente.
Nesta nova etapa, as diligências também buscam rastrear o destino dos valores desviados, identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração da estrutura financeira e operacional do grupo criminoso.
O delegado da PCRN, Dalmar de Oliveira, destacou a importância da atuação integrada das forças de segurança pública no enfrentamento às fraudes eletrônicas. “Essa operação demonstra que os criminosos estão utilizando ferramentas tecnológicas e técnicas cada vez mais sofisticadas de engenharia social para enganar funcionários de empresas e provocar prejuízos financeiros expressivos”, afirmou. “O apoio do Ciberlab fortalece a integração entre as forças policiais e contribui para a desarticulação dessas organizações criminosas”, ressaltou.
Apoio do MJSP
O Ciberlab prestou suporte à operação policial, no âmbito de suas atribuições de apoio técnico-operacional e de fortalecimento da atuação integrada das forças de segurança pública no enfrentamento à criminalidade cibernética.
A participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça a importância da cooperação entre as Polícias Civis e os órgãos federais de apoio operacional, especialmente no combate a organizações criminosas que utilizam tecnologias digitais e mecanismos de engenharia social para a prática de fraudes financeiras.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos.