Quando o Carnaval chegar: Ética e responsabilidade em todos os espaços

Fevereiro traz o Carnaval: um período de celebração cultural, convivência e intensa interação social. Justamente por isso, é também um momento oportuno para reforçar que alegria e respeito caminham juntos, e que, no serviço público, a ética deve orientar condutas em qualquer tempo e contexto, dentro e fora do ambiente de trabalho.
Nesse cenário, reafirmamos um ponto inegociável: o enfrentamento ao assédio moral e sexual, à discriminação e à violência contra a mulher é permanente. Não se trata de um tema “da ocasião”, mas de um compromisso contínuo com a dignidade humana, com a integridade institucional e com a construção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e livre de qualquer forma de discriminação, intimidação, constrangimento ou violência.
O Código de Conduta da Alta Administração Pública Federal orienta que o agente público mantenha padrões elevados de comportamento ético, preservando a confiança da sociedade e a dignidade das relações profissionais. Isso implica tolerância zero com atitudes e comportamentos que desrespeitem pessoas, reforcem estereótipos, silenciem vozes ou naturalizem violências, especialmente aquelas que atingem mulheres de forma desproporcional, inclusive por meio de assédio moral e sexual e de práticas discriminatórias.
Exercemos papel essencial nesse compromisso: orientar, promover a prevenção, estimular uma cultura de respeito e responsabilidade, e atuar para que situações incompatíveis com os princípios éticos sejam tratadas com seriedade, acolhimento e encaminhamentos adequados. Fortalecer nossas atuações é fortalecer a confiança, a segurança institucional e o cuidado com as pessoas.
Neste mês, convidamos todas e todos à reflexão:
• Minhas palavras e atitudes promovem respeito e segurança, especialmente para as mulheres?
• Estou atento(a) a condutas que possam configurar assédio moral ou sexual, discriminação ou violência?
• Como posso contribuir para um ambiente em que ninguém precise “se adaptar” ao desrespeito para pertencer?
A Comissão de Ética do Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma seu compromisso permanente com a ética, a integridade e o respeito nas relações institucionais, com especial atenção ao enfrentamento contínuo do assédio moral e sexual, da discriminação e da violência contra a mulher, reconhecendo que cada ato e cada interação impactam diretamente a confiança da sociedade e a solidez das instituições públicas.