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SamuVet, unidade móvel para atender animais silvestres, visita sede do Ibama
SamuVet chega à sede do Ibama em comemoração aos 37 anos da autarquia - Foto: Paula Rafiza/Ascom/Ibama
Brasília/DF (26/02/2026) - Uma das unidades móveis de atendimento a animais silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), conhecida como SamuVet, poderá ser vista pelo público que frequenta a sede da autarquia, em Brasília, no contexto da cerimônia de aniversário de 37 anos da instituição, nesta sexta-feira (27), entre 11h e 16h. O equipamento chegou ao local trazendo marcas de que, apesar do pouco tempo de uso, já esteve em campo enfrentando diversas emergências.
A SamuVet ocupa um lugar singular no sistema de proteção animal brasileiro. Há registros históricos de unidades móveis de atendimento a animais desde pelo menos o século XIX, com as ambulâncias para cavalos usadas na cidade de Nova Iorque pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais. No Brasil, em tempos mais recentes, surgiram unidades móveis em prol da saúde animal oferecidas por serviços privados ou por iniciativas do poder público de alguns municípios. No entanto, diferentemente da SamuVet do Ibama, a maior parte delas se destina ao transporte ou ao resgate de animais domésticos, como cães e gatos, geralmente em razão de ferimentos de origem urbana, como em casos de atropelamento.

- Unidade conta com equipamentos diversos para atender a variedade da fauna silvestre brasileira – Foto: Paula Rafiza/Ascom/Ibama
Em termos de política pública, as unidades móveis de atendimento à fauna silvestre, criadas pelo Ibama, ocupam um espaço único: em primeiro lugar, são voltadas ao atendimento de animais da biodiversidade encontrada nos ecossistemas, como araras, micos e tamanduás. Conforme a legislação, a fauna silvestre é de competência da União, e o Ibama participa de diversas ações para sua conservação, manejo, resgate e reabilitação. Em segundo lugar, a SamuVet do Ibama foi pensada para atuar no cuidado de animais encontrados feridos durante operações e grandes emergências, como os incêndios florestais. A estrutura do veículo foi desenhada para atravessar intempéries, alcançar áreas de difícil acesso e permanecer semanas em campo, resgatando animais sob forte estresse, realizando primeiros socorros, atendimento de emergência e até pequenos procedimentos cirúrgicos.
Integração das ações
A SamuVet é um exemplo de integração das ações no âmbito do Instituto: sua origem está relacionada a uma ação de fiscalização que gerou multa a um infrator ambiental. No processo, por meio do Programa de Conversão de Multas, em acordo com o que prevê a lei, o autuado optou por transformar o valor a ser pago à União em prestação de serviços ambientais. Uma vez disponibilizada, a unidade móvel passou a ser utilizada para garantir atendimento rápido e eficaz em situações de urgência, promovendo a saúde e o bem-estar animal. Espécimes que receberam primeiros socorros na unidade, mas que ainda se encontram debilitados, podem ser transportados pela SamuVet até um dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, para que sejam recuperados e devolvidos à natureza. Nesse ciclo, que se inicia na apuração da infração ambiental e que se completa com o retorno de animais reabilitados e saudáveis ao ambiente natural, diversas cadeias de atuação do Ibama são acionadas.
Ampliando as formas de atuação
O uso da SamuVet integra o conjunto de ações do Ibama voltadas à mitigação de riscos, como aqueles causados por incêndios florestais. Além do atendimento emergencial à fauna, uma novidade deste ano é o plano de utilizar a unidade em ações preventivas. “Nas queimas prescritas, teremos a SamuVet estacionada nos parques estaduais, oferecendo apoio aos atendimentos necessários à fauna”, explicou Paula Helena Santa Rita, coordenadora operacional do Gretap. Na queima prescrita, por meio do uso do próprio fogo, de forma planejada, controlada e monitorada, diminui-se o material vegetal seco (combustível) em áreas de lavrado e de floresta. A técnica é aplicada para reduzir o número de focos, a intensidade, o risco e o tamanho de incêndios florestais durante a estação seca.
Há ainda a previsão de uso da SamuVet em ações de Saúde Única nas regiões pantaneiras, apoiando o controle da circulação de doenças entre espécies domésticas e silvestres.
A intenção é que as duas primeiras unidades móveis entregues pelo Ibama sejam o início de um programa nacional, explica Gracicleide Braga, coordenadora-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Fauna do Ibama. “Prefeituras e instituições da sociedade civil devidamente capacitadas poderão aderir ao programa, tendo acesso à tecnologia desenvolvida pelo Ibama para ofertar à sociedade uma SamuVet adaptada à sua realidade local, seja ela mais urbana ou ribeirinha”, conclui.
Assessoria de Comunicação Social do Ibama
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