Sobre o mexilhão-dourado
- Sobre o mexilhão-dourado
- O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho
- Eventos
- Arquivos
- Artigos e publicações científicas
- Projetos
- Links úteis
- Legislação
- Mais informações
- Contato
Sobre o mexilhão-dourado
O mexilhão-dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
Durante a fase larval, o mexilhão-dourado é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior) até que termina se alojando em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.
Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna brasileira, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.
Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
- Destruição da vegetação aquática;
- Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
- Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
- Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
- Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções frequentes para limpeza e encarecendo a produção;
- Prejuízos à navegação, com o comprometimento de boias, trapiches, motores e de estruturas das embarcações.
O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho
A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.
Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.
A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.
Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar esse mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.
- Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto. Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano.
- Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.
Usuários de embarcações de qualquer tamanho
- Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
- Retire a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
- Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.
- Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
- Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
- Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.
Eventos
I Simpósio Brasileiro de Espécies Exóticas Invasoras
Apresentações
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Título |
Palestrante | Instituição |
| Sílvia R. Ziller | Instituto Hórus/TNC | |
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A ciência das invasões biológicas - O papel do Homem e sua história |
Márcia Chame | Fiocruz |
| Lídio Coradin | DCBio/SBF/MMA | |
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Guy Preston | Gisp/África do Sul |
| Charlie Low | NZFRI | |
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Christina Whiteman | Ufra |
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Efeitos da Fragmentação florestal Sobre o risco de epidemias causadas por espécies invasoras |
Rafael Monteiro Veríssimo | Fiocruz |
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Avaliação de risco Uma ferramenta para o gerenciamento da água de lastro |
Andréa Junqueira | IB/UFRJ |
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Introdução e impacto do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei, no Brasil |
Flávio Fernandes | IEAPM |
| Maria Célia Villac | Unitau | |
| Odete Rocha | UFSCAR | |
| Gilson Consenza | Mapa | |
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Pat Bily | TNC/Havaí/EUA |
| - | Nceba Ngcobo | The Working for water Programma South Africa |
| Regina Vilarinho | Cenargen/Embrapa | |
| Gutemberg Barone A. Nojosa | Mapa | |
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Ligia Maria Cantarino | Anvisa/MS |
| Charlie Low | NZFRI | |
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Global invasive Species initiative & university of California, Davis |
John M. Randall | TNC/EUA |
| Guy Preston | Gisp/África do Su | |
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Cláudio Bock | Cepta/Ibama |
| Yara Novelli | IO/USP | |
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Espécies exóticas invasoras, legislação ambiental brasileira e o contexto internacional |
André Jean Deberdt | Ibama |
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Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras em nível global |
Sílvia R. Ziller | Instituto Hórus/TNC |
| Sérgio Zalba | Univ. Del Sur/Argentina | |
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Sistema de informação sobre espécies exóticas invasoras na América do Sul |
Odilson Luis Ribeiro | Mapa |
Arquivos
| Data | Item |
Informações do item |
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2020 |
PDF - 27,1 MB |
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2019 |
PDF - 4 MB |
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| 2013 | PDF - 132 MB | |
| 2013 | PDF - 287 KB | |
| 2004 | PDF - 2,03 MB | |
| 2007 | PDF - 2,24 MB | |
| 2007 | PDF - 7,44 MB | |
| 2004 | PDF - 5,71 MB | |
| 2004 | PDF - 40,1 MB |
Artigos e publicações científicas
- MANSUR, Maria Cristina Dreher et al. Primeiros dados quali-quantitativos do mexilhão-dourado, Limnoperna fortunei (Dunker), no Delta do Jacuí, no Lago Guaíba e na Laguna dos Patos, Rio Grande do Sul, Brasil e alguns aspectos de sua invasão no novo ambiente. Rev. Bras. Zool. [online]. 2003, vol.20, n.1, pp. 75-84. ISSN 0101-8175.
- Delta do Jacuí, 2008
Projetos
- Água de Lastro
http://www.mma.gov.br/estruturas/conabio/_arquivos/apresentao_gua_de_lastro.pdf
http://www.institutohorus.org.br/download/midia/agualastro_mma.htm - Baía de Antonina/Complexo Estuarino de Paranaguá/PR
http://www.ademadan.org.br/home/?pg=4_1
http://www.sbzoologia.org.br/evento.php?idevento=99 - Eventos
http://xa.yimg.com/kq/groups/17568192/569350619/name/Resumos+-+1o.+Workshop+Invertebrados+L%C3%ADmnicos+Invasores+-+2010.pdf
http://www.agenciacosteira.org.br/
Links úteis
- CDB - Convenção sobre diversidade biológica
- MMA – Conabio - Câmara Técnica Permanente sobre Espécies Exóticas Invasoras (CTPEEI)
- MMA – Espécies exóticas
- Instituto Hórus de desenvolvimento e conservação ambiental - Apresenta ‘Características da invasão’ pelo Mexilhão-dourado, entre outras informações
- Referências bibliográficas
- Base de dados de espécies exóticas invasoras do Brasil
- Eletrobras Furnas disponibiliza informações e links relacionados à espécie
- Materiais educativos:
Legislação
| Portaria Ibama nº 3.639/2018 |
Aprova o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) no Brasil - Plano Mexilhão-dourado |
9. Mais informações
Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto Hórus: http://www.institutohorus.org.br/
10. Contato
Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo)
E-mail: cobio.sede@ibama.gov.br