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AVALIAÇÃO E FOMENTO

Programas estratégicos: 1.255 novas bolsas de pós-doutorado

Concessão de benefícios observou demandas da sociedade e pretende diminuir assimetrias na pós-graduação do País
Publicado em 03/11/2020 18h41

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) concedeu 1.255 novas bolsas de pós-doutorado com a implementação de programas estratégicos induzidos em 2020. A forma como isso se deu reflete duas diretrizes seguidas pela atual gestão da Fundação: aproximação da academia com demandas da sociedade e olhar para a redução de assimetrias no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

O dado foi apresentado nesta terça-feira, 3 de novembro, em reunião da regional Sul do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), realizada por videoconferência. “Uma característica em comum a todos os programas estratégicos induzidos é a presença do pós-doutorado, importante para o desenvolvimento da pesquisa, e não apenas de mestrado e doutorado”, ressaltou Benedito Aguiar, presidente da CAPES.

A maior parte das bolsas, 706, foi destinada ao Programa de Combate a Epidemias, por meio do qual a CAPES destina recursos para o enfrentamento à COVID-19 e outras doenças. Logo em seguida vêm os Programas de Desenvolvimento da Pós-Graduação da Amazônia Legal (268) e Parcerias Estratégicas nos Estados (234), nos quais o fomento da Fundação vai de acordo com áreas estratégicas e em programas emergentes nas regiões. Completam a lista o Programa Família e Políticas Públicas no Brasil (24), que incentiva estudos sobre a situação das famílias no país, e o Programa de Cooperação Acadêmica (Procad) em Segurança Pública e Ciências Forenses (23).

Essa concessão de bolsas é feita  no momento em que a CAPES prepara um novo modelo de avaliação, denominado multidimensional. Serão analisados formação de pessoal, pesquisa, inovação e transferência de conhecimento, impacto na sociedade e internacionalização. Os programas estratégicos induzidos surgem como uma nova demanda de financiamento.

Flávio Camargo, diretor de Avaliação da CAPES, observou que 2020 foi um ano atípico, pela pandemia, e 2021 terá o encerramento da avaliação quadrienal iniciada em 2017 e de desenvolvimento do modelo multidimensional. “Será um ano para fecharmos um ciclo e nos preparamos para um novo. A ideia é construir um modelo pensando em complexidade, diversidade, foco e vocação dos programas de pós-graduação”, explicou. Também participou do encontro Zena Martins, diretora de Programas e Bolsas da CAPES.

Carlos Henrique Carvalho, presidente do Foprop, destacou a importância de encontros separados por região. “Creio que a presença da CAPES seja fundamental para projetar e discutir com cada regional o que será implementado nos próximos meses e que irá refletir nos próximos anos no nosso Sistema Nacional de Pós-Graduação”, disse. No fim de outubro, houve reunião com representantes do Nordeste.

O encontro segue até quarta-feira, 4, com debates voltados para as perspectivas de fomento e avaliação. Idealizado em 1985, o Foprop reúne pró-reitores de universidades federais, estaduais, comunitárias e privadas e se configura em um fórum das instituições de ensino superior voltado à pesquisa e à pós-graduação.

Legenda das imagens:
Imagem 1: Benedito Aguiar, presidente da CAPES, destacou diretrizes seguidas pela Fundação(Foto: Divulgação)
Imagem 2: Flávio Camargo, diretor de Avaliação da CAPES, apresentou dados do Sistema Nacional de Pós-Graduação (Foto: Divulgação)
Imagem 3: Zena Martins, diretora de Programas e Bolsas da CAPES, também participou de videoconferência sobre avaliação e fomento da pós-graduação nesta terça-feira, 3 de novembro (Foto: Divulgação)

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
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