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Pró-reitora de pesquisa defende análise sobre egressos da pós-graduação
Na mesa-redonda A Avaliação e o Impacto Social da Pós-graduação, realizada na quinta-feira, 24, em Manaus (AM), a pró-reitora de pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Maria José Soares Mendes Giannini, falou sobre a importância dos egressos da pós-graduação. “Independente da Capes, as instituições devem tratar a questão dos egressos da pós-graduação. Nós tratamos muito mal os egressos. Temos que ser mais ativos, não abandoná-los”, enfatizou. Giannini apresentou dados de análise realizada pelo Grupo de Trabalho (GT) Avaliação de Impactos de Programas, criado em novembro do ano passado por meio da Portaria nº 137 . Ela participou como representante do Fórum de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação (Foprop). O debate ocorreu na programação do XXXII Encontro Nacional de Pró-reitores de pesquisa e pós-graduação (Enprop).
Conhecido como GT 10, o grupo se debruçou sobre os impactos sociais da pós-graduação. A pró-reitora fez alguns apontamentos, entre eles, o de que ainda não existe consenso acerca da definição de impacto e que a análise de impacto requer diferentes tipos de dados e fontes de informação. Ela relacionou algumas questões debatidas no GT relacionadas aos programas de pós-graduação (PPGs), como a contribuição para a formação de recursos humanos e sua inserção no mercado de trabalho e/ou em atividades de aprimoramento e se houve ampliação de grupos sub-representados, como, por exemplo, de gênero, etnias, pessoas com deficiência e assimetrias geográficas.
Especificamente sobre o impacto relacionado aos egressos, Maria Giannini apontou a possibilidade de mapear a inserção de egressos em organismos internacionais; mapear a empregabilidade, em órgãos públicos federais, estaduais, municipais; em universidades públicas e privadas; em empresas, entidades e organizações sociais; e a inserção nos sistemas educacionais, de ciência, tecnologia e inovação, entre outros.
A pró-reitora pontuou que a avaliação da Capes já se propõe a medir os produtos resultantes da dinâmica interna dos programas – produção científica, produção técnica, desenvolvimento tecnológico e inserção social ativa – e que deverá desenvolver estratégias para medir esses mesmos produtos para os egressos, ou seja, fora dos programas.
O grupo, segundo ela, entendeu que esta seria a primeira etapa de uma avaliação de impacto dos PPGs, que pode se basear em métricas já utilizadas, que permitam a identificação e acompanhamento dos egressos. Em um segundo momento, será necessário desenvolver novas métricas e metodologias de avaliação.
Como desafios, o grupo relacionou a necessidade de desenvolvimento de indicadores potentes e operacionalizáveis; temporalidade entre uma ação e seu impacto; e indicadores que deverão ser analisados em termos de relevância, validade, confiabilidade, comparabilidade, fonte de dados, período de tempo, acesso, viabilidade, formato de dados e usabilidade.
Giannini ressaltou que é importante reconhecer que os impactos produzidos pelos programas são complexos, variados e se realizam em um horizonte temporal de média e longa duração, o que é difícil de mensurar.
Representando a Diretoria de Avaliação, Sérgio Avellar, fez um breve histórico da evolução do processo de avaliação da Capes. Ele abordou o tema sobre o impacto social a partir de questões, tais como identificar qual o tipo de impacto se deve analisar: científico, econômico, simbólico, político, saúde, social, entre outros. E ainda como identificar, no âmbito da avaliação, especificamente mecanismos de transferências pelos quais a ciência se traduz em impacto, o método de análise e quais indicadores utilizar. O coordenador lembrou que, entre os cinco eixos da avaliação da pós-graduação realizada pela Capes, o quesito 5 trata da inserção social do programa, mas este item possui diferentes abordagens e formas de interpretações e que, por isso, há muito o que avançar nessa discussão.
Sala Capes
Como em edições anteriores, o XXXII Enprop contou com a participação de servidores de todas as diretorias da Capes, que fizeram atendimento presencial aos pró-reitores.
( Fabiana Santos )