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Capes anuncia aporte de recursos para combate ao Aedes aegypti
O Seminário Marco Zero reúne a partir desta quarta-feira, 30, em Brasília, os coordenadores dos projetos contemplados na
Chamada MCTIC/FNDCT-CNPq/ MEC-CAPES/ MS-Decit / Nº 14/2016 - Prevenção e Combate ao vírus Zika
. Foram selecionados
69 projetos
de pesquisas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus Zika e doenças correlacionadas, na chamada pública interministerial no valor de R$ 65 milhões.
Os projetos estão divididos em nove linhas temáticas, sendo “Epidemiologia e Vigilância em Saúde” a mais contemplada, com 22 seleções. O objetivo do Governo Federal é usar os resultados das pesquisas para o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) declarada em função da alteração do padrão de ocorrência de microcefalia no Brasil, decorrente da infecção pelo vírus Zika.
O diretor de Programas e Bolsas no País da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Geraldo Nunes Sobrinho, destacou a agilidade no processo de repasse de recursos, que, segundo ele, acompanha uma reestruturação financeira da agência. “Efetivamente, os recursos já estarão com os pesquisadores na próxima semana. O processo já faz parte de uma reengenharia orçamentária e financeira da Capes, uma série de compromissos que a comunidade acadêmica nos demandava e a principal consequência é que terminaremos o ano com uma recuperação de recursos e investimentos em custeio, equipamentos e bolsas de estudo”, afirmou.
Geraldo Nunes destacou o simbolismo do nome do Seminário. “Esse Marco Zero é uma celebração das ações de diferentes agentes do Estado envolvidos em algo que a sociedade entende como algo essencial – o combate ao Zika Vírus e ao Aedes. Nesse momento dramático, em que somos atingidos por uma tragédia, uma epidemia tão grande e significativa, podemos ver a importância que tem a Ciência a Tecnologia e a Inovação nas vidas coletivas. O marco zero deve ter esse significado, para marcar os futuros avanços das ações conjuntas dessas agências e ministérios”, concluiu.
O diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marcelo Marcos Morales, destacou a importância do dia que celebra mais uma etapa do Plano Nacional de Enfrentamento - Dengue Chikungunya Zika .
“Agências de três ministérios concentraram esforços para lançar em única chamada o montante de R$ 65 milhões. Nesse mesmo espírito de cooperação conduziremos o monitoramento dos resultados para que a população brasileira possa ser beneficiada a partir dos esforços de pesquisadores comprometidos em solucionar os importantes gargalos e os problemas nacionais. O enfrentamento do Zika é apenas um desses problemas e os cientistas brasileiros estão prontos para esses desafios”, definiu.
Ao final da manhã, a equipe técnica da Capes e do CNPq estiveram presentes para tirar dúvidas dos coordenadores.
Chamada Pública
A chamada pública recebeu 530 projetos de pesquisa para as nove linhas temáticas. As propostas passaram por cinco etapas de análises por especialistas e consultores da Capes, CNPq e do Departamento de Ciência e Tecnologia e da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. O prazo para execução dos projetos é de, no máximo, 48 meses.
A chamada pública faz parte das ações do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes aegypti e à Microcefalia, lançado pelo Governo Federal em dezembro de 2015. Do total, R$ 20 milhões fazem parte do orçamento do Ministério da Saúde, R$ 15 milhões do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e R$ 30 milhões do Ministério da Educação (MEC), por meio da Capes.
Número de projetos aprovados por linhas temáticas
– Desenvolvimento de novas tecnologias diagnósticas: 6
– Desenvolvimento e avaliação de repelentes: 1
– Desenvolvimento e avaliação de estratégias para controle de vetores em seus vários estágios de desenvolvimento: 7
– Desenvolvimento de imunobiológicos: 3
– Desenvolvimento de tecnologias sociais e inovação em educação ambiental e sanitária: 2
– Inovação em gestão de serviços de saúde, de saneamento e de políticas públicas: 2
– Imunologia e virologia: 17
– Epidemiologia e vigilância em saúde: 22
– Fisiopatologia e clínica: 9
Saiba mais sobre a campanha de combate ao Aedes do Governo Federal.
(Pedro Arcanjo)