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Bolsista atua na maior associação de Sistemas de Informação mundial
O bolsista do programa de Doutorado Pleno no Exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Victor Barros, recentemente ajudou a aprovar o Chapter brasileiro da maior associação de sistemas de informação mundial, a Association for Information Systems (AIS).
Para os participantes desse campo científico, esta é uma grande oportunidade do país participar mais ativamente na comunidade mundial de Sistemas de Informação. “Além disso, acredito veementemente que a comunidade brasileira vai contribuir imensamente com o crescimento da área, não só a nível nacional, como também a nível internacional”, conta Victor.
A AIS é uma associação que reúne a comunidade de sistemas de informação do mundo todo e tem como propósito servir a sociedade no avanço do conhecimento e da excelência na área. “A AIS tem membros em mais de 90 países e, alguns destes, como o Brasil, possuem uma grande comunidade ativa na área de Sistemas de Informação. Assim, grandes líderes da área destes países são convidados pela AIS para criar um Capítulo (Chapter) para que possam ser o elo de ligação entre a AIS e a comunidade da área de Sistemas de Informação destes países, facilitando o trabalho em rede desta e fortalecendo cada vez mais a comunicação, a disseminação e a transferência de conhecimento entre todos os membros desta comunidade”, explica o bolsista brasileiro.
Hoje a AIS conta com mais de 30 Chapters espalhados pelo mundo , sendo o mais recente deles o capítulo brasileiro . “Assim, a convite do professor Edson Riccio, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) que, há vários anos, vem desenvolvendo e contribuindo de forma singular para a área de Sistemas de Informação, fui convidado a estar lado a lado com ele nesta gratificante tarefa de criarmos este elo de ligação entre a comunidade brasileira de Sistemas de Informação e a AIS com o AIS Brazil Chapter ”.
Fortalecimento da internacionalização
De acordo com Victor, um dos objetivos principais deste Chapter é fortalecer a inserção do país junto a esta comunidade mundial de Sistemas de Informação. “Com isto, poderemos proporcionar uma partilha de conhecimento nesta área de primordial relevância no mundo, contribuindo significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico, não só desta comunidade, mas também do nosso país”, comenta.
A organização pretende ainda propiciar maior mobilidade de pesquisadores do país e promover a participação de organismos internacionais em eventos e projetos. “Poder envolver o Brasil de forma mais efetiva nesta comunidade global traz um reconhecimento e fortalece ainda mais a nossa comunidade brasileira de Sistemas de Informação. Acredito que esta é uma oportunidade singular de incluirmos efetivamente o Brasil nesta rede mundial, o que vai contribuir imenso para o crescimento da área, não só a nível nacional, como também a nível internacional”.
O novo capítulo brasileiro da AIS está relacionado com a experiência de Victor como bolsista da Capes em Portugal. “Foi graças a esta experiência que, em 2014, visto a importância da AIS para o grupo de docentes e estudantes do Departamento de Sistemas de Informação da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e para a comunidade de Sistemas de Informação de Portugal como um todo, despertei o interesse em participar deste movimento junto a professores renomados na área de Sistemas de Informação no Brasil para se mobilizarem em prol desta iniciativa de tornar o Brasil ainda mais visível internacionalmente, como também mais ativo nas ações, iniciativas e discussões da área pelo mundo”, relembra o estudante.
Experiência no exterior
Sobre a experiência de estudar no exterior, o bolsista acredita que a diferença cultural promove muitos ganhos de aprendizado. ”O fato de estarmos imersos em um ambiente diferente, em uma nova cultura, faz com que vivenciemos uma realidade diferente no nosso dia a dia, seja no contexto profissional, seja no pessoal. Esta particularidade faz com que tenhamos um crescimento exponencial enquanto indivíduos, com uma visão mais abrangente de mundo, alcançando uma maior capacidade de observação e de estabelecer padrões de comparação, melhor discernimento e com um senso crítico mais apurado”, define.
Para Victor, a oportunidade de vivenciar realidades culturais, políticas e educacionais distintas da brasileira, com uma estrutura, uma rotina e uma forma de pensar e de discutir educação e ciência é um dos mais importantes benefícios ao realizar uma pesquisa fora do país. “Eu acredito que esta oportunidade nos propicia enxergar as possibilidades sob uma nova perspectiva, sob uma nova visão e só esta vivência que nós pesquisadores temos no exterior é que nos torna cada vez mais atentos e preparados para discutir os problemas existentes e propor novas soluções para a educação e a ciência brasileira.”
O olhar estrangeiro fez, inclusive, o bolsista rever aspectos positivos do nosso país. “É importante também ressaltar que o fato de conhecermos um pouco mais novas culturas, novas formas de pensar, trabalhar e agir mostra muito o que de bom fazemos – que não podemos deixar de valorizar e nos orgulhar – como também o que podemos melhorar não só como pesquisadores, mas também como cidadãos. Esta visão global adquirida é, sem sombra de dúvidas a maior das competências que se poderia adquirir”.
Retorno ao Brasil
Victor Barros voltará ao Brasil após completar o doutorado e pretende aplicar o conhecimento adquirido na transformação da realidade do país. “Esta experiência ampliou minha vontade de mudança e de poder contribuir para o desenvolvimento e melhora do meu país e da sociedade de maneira geral. É fato que ao voltarmos para o Brasil iremos converter todo o conhecimento adquirido no exterior no nosso país. Isto já é um ganho exponencial para o nosso País”, afirma.
Entretanto, o bolsista acredita que este retorno não deveria acontecer somente no final da pesquisa no exterior. “No instante em que nos instalamos e iniciamos a nossa jornada científica e de pesquisa no exterior, temos que nos esforçar ao máximo para criar relações a todo instante. Seja uma cooperação internacional, um projeto, um acordo institucional; seja o intercambio de professores e pesquisadores, tanto do Brasil para o exterior, quanto o inverso; ou até mesmo na participação de conferências e eventos mundiais, na indicação de professores brasileiros renomados para bancas internacionais, e demais colaborações técnico-científica; e tantas outras possibilidades. Se conseguirmos isto, o ganho para o país transcenderá todas as expectativas”, ressalta.
O doutorando deseja que a experiência possa servir como exemplo para futuros pesquisadores. “Espero incentivar colegas a viver uma experiência semelhante. Se eu puder despertar esta vontade aos futuros pesquisadores e puder criar algo que beneficie toda a sociedade para nos tornarmos cada vez melhores, enquanto pesquisadores, professores, cidadãos e, o mais importante, como seres humanos, eu terei a melhor sensação que podemos um dia ter: conseguir fazer a diferença”, conclui Victor.
Saiba mais sobre o Programa de Doutorado Pleno no Exterior . Conheça a AIS .
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( Pedro Arcanjo )