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Brasil nos trilhos do desenvolvimento: ANTT viabiliza primeira autorização ferroviária que sai do papel e impulsiona nova fase da logística nacional
Fotos: Rebecca Omena / Comunicação ANTT
O Brasil deu um passo concreto rumo a uma logística mais eficiente, sustentável e integrada. Nesta sexta-feira (6/2), em Inocência (MS), o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, participou do lançamento da pedra fundamental de um novo trecho ferroviário, a primeira autorização ferroviária concedida pela ANTT que efetivamente entra em fase de obras. Um marco histórico para o setor e para o país. O superintendente de Transporte Ferroviário da Agência, Alessandro Baumgartner, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, participaram da agenda.
Com 47 quilômetros de extensão, o ramal ferroviário no modelo short line vai conectar a futura fábrica da Arauco, que será a maior indústria de celulose do mundo, à malha ferroviária nacional. A expectativa é promover mais eficiência logística, menos caminhões nas rodovias, redução de custos, mais segurança e mais competitividade para o Brasil no mercado internacional. A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2027.
A produção anual estimada de 3,5 milhões de toneladas de celulose seguirá por ferrovia até a Malha Norte da Rumo e, de lá, ao Porto de Santos (SP), com destino aos Estados Unidos, Europa e Ásia. Na prática, isso significa desenvolvimento regional, geração de empregos, fortalecimento da indústria nacional e impacto positivo direto na vida das pessoas.
Para o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, o momento representa muito mais do que uma obra de infraestrutura. “Essa é a primeira autorização ferroviária que saiu do papel e está virando realidade. É uma política pública construída com alinhamento estratégico, regulação, gestão e fiscalização, que entrega desenvolvimento, eficiência logística e progresso. É o Brasil nos trilhos, feito de pessoas e para pessoas, da porteira para dentro e da porteira para fora”, destacou.
O secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, reforçou o esforço conjunto que tornou o projeto viável. “Foi um trabalho construído junto com o setor privado para vencer etapas, obter licenças e autorizações e permitir que a ferrovia pudesse, finalmente, ser construída", disse.
Investimento, indústria e empregos: locomotivas que movem o país
Essa nova fase da ferrovia brasileira também ganha força no Sudeste. Na próxima segunda-feira (9/2), em Sete Lagoas (MG), será realizado o evento de entrega de oito novas locomotivas adquiridas pela VLI junto à Progress Rail, empresa do grupo Caterpillar. O investimento total chega a R$ 700 milhões, somando aquisição e contratos de manutenção.
As locomotivas, projetadas especialmente para as ferrovias brasileiras, vão operar na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atendendo setores essenciais como o agronegócio e a siderurgia. Mais capacidade de carga, mais segurança operacional, mais conforto para os operadores e menor impacto ambiental, benefícios que chegam à ponta da cadeia produtiva e, sobretudo, à sociedade.
A VLI, que já investiu R$ 17 bilhões entre 2014 e 2024, gera cerca de 8 mil empregos, movimenta milhões de toneladas de cargas por ferrovias e portos e recolhe mais de R$ 600 milhões em impostos por ano. Em Minas Gerais, os números também impressionam: 5 mil empregos, cinco terminais integradores e mais de R$ 2 bilhões investidos nos últimos cinco anos.
Regulação que vira resultado concreto
A presença da ANTT nesses dois marcos, o início da construção da ferrovia no Centro-Oeste e o fortalecimento da frota ferroviária no Sudeste, traduz, de forma simples e direta, o papel da Agência: regular, fiscalizar e viabilizar soluções que impactam a vida real das pessoas, promovendo o desenvolvimento socioeconômico do país.
Esse trabalho garante segurança jurídica, equilíbrio regulatório e foco no interesse público, permitindo que a ANTT ajude o Brasil a avançar com responsabilidade, previsibilidade e visão de futuro. Infraestrutura não é apenas trilho, locomotiva ou obra. É desenvolvimento que chega, emprego que se cria, produto que circula e qualidade de vida que melhora.
"Porque, no fim das contas, infraestrutura é feita por pessoas, para pessoas e é assim que o Brasil segue avançando, literalmente, nos trilhos do desenvolvimento", concluiu o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.
Coordenação-Geral de Comunicação - ANTT
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