Perguntas Frequentes
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1. O que é a Estratégia NutriSUS?
A Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (NutriSUS) tem como objetivo potencializar o pleno desenvolvimento na infância, prevenindo deficiências nutricionais, como a anemia, por meio da suplementação de 15 vitaminas e minerais. Essa suplementação é fornecida na forma de sachês de 1 g, com micronutrientes em pó, que devem ser adicionados a uma das refeições diárias das crianças. Entre as ações de prevenção dos agravos relacionados à alimentação e à nutrição que fazem parte da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), a Estratégia NutriSUS é um dos Programas Nacionais de Suplementação de Micronutrientes (PNSM). Os demais são o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF) e o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA).
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2. Qual é a composição do sachê do NutriSUS?
O sachê do NutriSUS, contendo 1 g, é composto por 15 micronutrientes em pó (vitaminas e minerais) com as seguintes quantidade
Vitamina A RE - 400 μg Vitamina D - 5 μg Vitamina E - 5 mg Vitamina C - 30 mg Vitamina B1 - 0,5 mg Vitamina B2 - 0,5 mg Vitamina B6 - 0,5 mg Vitamina B12 - 0,9 μg Niacina - 6 mg Ácido fólico - 150 μg Ferro - 10 mg Zinco - 4,1 mg Cobre - 0,56 mg Selênio - 17 μg Iodo - 90 μg -
3. Quem deve participar da estratégia NutriSUS?
A estratégia é voltada, prioritariamente, a crianças de 6 a 23 meses de idade, acompanhadas na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, são priorizados os estados da Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa prioridade considera os resultados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2019), que identificaram maior ocorrência de anemia entre crianças de 6 a 23 meses nessa região: 30,3%, em comparação com 18,9% no Brasil. Esses dados reforçam a necessidade de ações de prevenção e controle das deficiências de micronutrientes nessa população. Também fazem parte do público prioritário da estratégia crianças indígenas de 6 a 59 meses assistidas pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) de 21 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), sendo 19 Dsei da Região Norte, Dsei Xavante e Dsei Minas Gerais e Espírito Santo.
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4. A criança deve participar de mais de um programa de suplementação de micronutrientes?
A criança que recebe o sachê de micronutrientes em pó do NutriSUS na UBS não deve receber outros suplementos contendo ferro, incluindo os suplementos do Programa Nacional de Suplementação de Ferro. A criança que recebe o sachê de micronutrientes em pó do NutriSUS na UBS não necessita receber a megadose de vitamina A do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Dessa forma, a criança que participar da Estratégia NutriSUS não deve participar ao mesmo tempo de outros programas de suplementação de micronutrientes, evitando a sobreposição de nutrientes e o uso simultâneo de diferentes estratégias de suplementação. Ao finalizar os 3 ciclos de suplementação da Estratégia NutriSUS, a criança não necessita participar de outros programas de suplementação. Demais crianças, com idade acima de 23 meses e 29 dias, que não foram suplementadas com o NutriSUS, devem participar do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A até completar 5 anos (59 meses).
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5. Como o sachê de micronutrientes deve ser administrado?
É indicado o uso de apenas um sachê por dia. O sachê deve ser aberto, e o pó, adicionado diretamente à comida pronta da criança, por exemplo, ao açaí com farinha, ao arroz com feijão ou à banana pacovan amassada. A mistura deve ser feita imediatamente antes de a criança iniciar a refeição e deve ser consumida em até uma hora após a abertura do sachê.
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6. Qual é a melhor forma de adicionar o sachê do NutriSUS aos alimentos?
O sachê não precisa ser misturado a toda a comida, mas adicionado às primeiras porções que a criança for consumir. Essa estratégia garante que a criança receba a totalidade do suplemento, mesmo que não finalize a refeição.
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7. Quais são as orientações sobre a dosagem do sachê?
Cada criança deve receber apenas um sachê por dia até completar os 60 sachês distribuídos no ciclo.
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8. O que fazer se esquecer de adicionar o sachê à refeição da criança?
Caso seja esquecido o uso do sachê em algum dia, não duplicar a dose, ou seja, não se deve usar dois sachês em um mesmo dia/refeição. O objetivo é oferecer um sachê por dia até completar o ciclo, sem alteração na quantidade diária do suplemento.
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9. O que não deve ser feito com o sachê?
- Não deve ser misturado em líquidos, como água ou sucos, pois não se dilui adequadamente e pode alterar o sabor.
- Não deve ser colocado em alimentos duros ou secos, como pães ou pipoca, pois o pó não se dilui e tende a não grudar no alimento.
- Não deve ser aquecido, pois o calor pode destruir os nutrientes.
- Não é recomendado usar mais de um sachê por dia.
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10. Qual é a frequência de distribuição dos sachês?
Os sachês são distribuídos em três ciclos de suplementação. A cada ciclo, a família recebe 60 sachês, administrados ao longo de dois meses (30/mês), seguidos de pausa de quatro meses — um intervalo total de cerca de seis meses entre ciclos. A distribuição é feita pelas equipes da APS, preferencialmente nas consultas de puericultura. Para crianças que iniciam aos 6 meses, isso coincide com as consultas dos 6, 12 e 18 meses. Para crianças que iniciam em outro momento (até 23 meses e 29 dias), o intervalo de seis meses entre ciclos conta a partir da idade de início, não fica preso a essas idades fixas.
Importante:
- Os três ciclos devem ser completados independentemente da idade de início (inclusive quando a criança iniciar aos 23 meses e 29 dias), mesmo que ultrapasse a faixa etária da estratégia ao longo do processo.
- Concluídos os três ciclos, não é necessário incluir a criança em outro programa nacional de suplementação de micronutrientes.
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11. Onde estarão disponíveis os sachês do NutriSUS?
Os sachês dos NutriSUS estarão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e deverão ser entregues pelos profissionais das equipes de APS.
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12. Em que locais e em que momentos do dia o sachê de micronutrientes deve ser administrado?
Os sachês podem ser administrados pelos(as) responsáveis/cuidadores(as) em qualquer local onde a criança faça suas refeições, como em casa ou em outros ambientes. Não há necessidade de alterar a rotina de horário/local de refeição da família ou da criança.
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13. Em qual refeição e em que tipo de alimentos deve ser ofertado o sachê do NutriSUS?
Em qualquer uma das refeições do dia, colocando em uma parte da comida a ser ofertada primeiro. É recomendado aliar o suplemento a uma alimentação adequada e saudável baseada em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, entre outras preparações de rotina da família. Evitar colocar o sachê de micronutrientes em alimentos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, mingaus prontos e demais produtos com elevada quantidade de açúcares, gorduras, sódio e conservantes. Ressaltando que o suplemento não deve ser misturado em líquidos, alimentos duros e não deve ser aquecido.
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14. Quais são os benefícios dessa suplementação?
A suplementação com o sachê de micronutrientes é eficaz para prevenir a anemia e outras deficiências nutricionais. Ela tem boa aceitação entre as crianças e provoca menos efeitos colaterais do que a suplementação com ferro isolado. Além disso, não há alteração no sabor, na cor e na textura dos alimentos em que os micronutrientes forem adicionados.
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15. Como a fortificação é feita em territórios indígenas?
Em territórios indígenas, a distribuição dos sachês e a implementação da Estratégia NutriSUS são realizadas pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a partir dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que gerenciam a atenção primária nas comunidades indígenas aldeadas. O processo é adaptado para as necessidades e a estrutura locais.
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16. Que cuidados os pais ou responsáveis devem ter ao administrar o sachê?
- Garantir que a criança receba apenas um sachê por dia.
- Não duplicar a dose em caso de esquecimento.
- A administração pode ser feita por qualquer responsável ou cuidador(a) da criança.
- A administração é via oral, nunca por via intramuscular ou endovenosa.
- Caso a criança tenha reações adversas (como náusea e vômito, diarreia ou dor abdominal), é necessário procurar um profissional de saúde.
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17. O que acontece se a criança já foi diagnosticada com anemia ou outras deficiências nutricionais previamente?
Se a criança tiver diagnóstico de anemia ou outra deficiência nutricional, o uso do sachê de micronutrientes deve ser interrompido e o tratamento adequado para a condição nutricional da criança deverá ser iniciado, com acompanhamento de nutricionista, médica(o) e/ou enfermeira(o) na Unidade Básica de Saúde (UBS).
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18. Como a estratégia NutriSUS é implementada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)?
Nas UBS, os(as) profissionais de saúde devem entregar os sachês preferencialmente durante as consultas de rotina para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças (puericultura) na faixa etária prioritária indicada. O(A) profissional de saúde deve orientar os(as) responsáveis sobre o uso do produto e fazer o registro da entrega no sistema de informação da Atenção Primária à Saúde (e-SUS APS ou sistema próprio): Procedimento administrativo – Dispensação de suplemento de nutrientes em pó - Nutrisus - (Código Sigtap: 01.01.04.009-1), verificando se a criança vai iniciar o primeiro ciclo ou se dará continuidade. Também é indispensável registrar adequadamente as informações na Caderneta da Criança para garantir o acompanhamento e a continuidade da suplementação.
Acesse as cadernetas da Criança:
Atenção: o NutriSUS NÃO é mais oferecido em creches. Apenas nas UBS da atenção primária à saúde do SUS.
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19. Que profissionais de saúde poderão fornecer os sachês de NutriSUS?
Profissionais de saúde devidamente qualificados, incluindo médicos(as), nutricionistas, enfermeiros(as) e farmacêuticos(as), além de outros(as) profissionais treinados(as) nas unidades de saúde, podem garantir a distribuição e a orientação sobre o uso do suplemento.
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20. Como o profissional de saúde pode orientar as famílias sobre a alimentação da criança durante o acompanhamento do NutriSUS?
O profissional deve utilizar o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos como referência para orientar as famílias sobre alimentação adequada e saudável, considerando a idade da criança, a progressão das consistências e texturas, a variedade dos alimentos e o desenvolvimento das habilidades relacionadas à alimentação.
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21. O que o profissional de saúde deve fazer ao identificar sinais de insegurança alimentar durante o acompanhamento do NutriSUS?
Recomenda-se aplicar a Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (Tria) para identificar famílias em risco de insegurança alimentar. Com base no resultado, a equipe deve realizar o acompanhamento e, conforme as necessidades identificadas, articular o cuidado com a rede do território, incluindo serviços e ações do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
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22. É necessário apresentar prescrição para obter os sachês de NutriSUS?
Não é necessária prescrição para o recebimento dos sachês. Eles devem ser distribuídos às crianças na faixa etária do programa, preferencialmente nas consultas de rotina para acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (puericultura), garantindo acesso ao suplemento como ação preventiva e como parte do cuidado integral à saúde da criança.
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23. Os sachês têm efeitos colaterais?
A fortificação com o sachê de micronutrientes tem boa aceitação em função dos reduzidos efeitos colaterais. O produto é bem tolerado e são raros os casos de diarreia, problemas estomacais, vômitos ou fezes ressecadas com o uso dos sachês.
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24. O que fazer em caso de reação adversa ao uso do sachê?
Embora as reações adversas sejam raras, caso a criança apresente qualquer sintoma, como diarreia, dor abdominal ou outros problemas, os(as) responsáveis devem buscar orientação na Unidade Básica de Saúde (UBS). É importante ter atenção à rotina da criança para perceber se os sintomas podem realmente estar relacionados ao uso do NutriSUS.
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25. Como os sachês são distribuídos?
Os sachês são comprados e distribuídos pelo Ministério da Saúde, que os encaminha aos estados - responsáveis por repassar os sachês aos municípios -, e aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Assim, os sachês do NutriSUS são disponibilizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), garantindo a entrega direta pelas equipes de saúde da atenção primária às famílias em seus territórios.
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26. Como os sachês devem ser armazenados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)?
Nas UBS, os suplementos devem ser armazenados em temperatura ambiente (de 15ºC a 25ºC), local seco e protegido da luz direta, garantindo a integridade do suplemento. Destaca-se que o produto demonstrou estabilidade em temperatura até 45ºC. Devem ser organizados em prateleiras, mantendo distância do chão e das paredes. Além disso, é essencial monitorar regularmente a temperatura e a umidade do ambiente por meio de planilhas de registro, e deve ser seguido o princípio do “primeiro a vencer, primeiro a sair” (PVPS), garantindo a correta distribuição e evitando desperdícios. A equipe de saúde deve garantir que os produtos sejam distribuídos em tempo oportuno, dentro do prazo de validade adequado.
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27. Como os sachês devem ser armazenados em casa?
Em casa, a família também deve estar atenta ao local de armazenamento dos sachês, garantindo que fiquem em locais arejados, com temperatura ambiente, longe de locais úmidos ou de temperaturas elevadas, como cozinha e banheiro. Além disso, é importante manter os sachês longe do alcance das crianças e dos animais e verificar regularmente a data de validade para garantir o uso adequado.
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28. Como pode ser feito o transporte dos sachês de NutriSUS pela Assistência Farmacêutica do município?
O transporte dos sachês do NutriSUS até as UBS é responsabilidade da Assistência Farmacêutica municipal e deve preservar a integridade e a qualidade dos suplementos. Recomenda-se o uso de veículos adequados e o acondicionamento em caixas ou embalagens que os protejam de umidade, luz direta, temperaturas extremas, danos e contaminação. No transporte fluvial, podem ser utilizadas embalagens térmicas bem vedadas. Sempre que possível, recomenda-se monitorar a temperatura e a umidade relativa do ar junto às embalagens, utilizando termo-higrômetro, instrumento que mede simultaneamente esses dois parâmetros.
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29. Como deve ser realizado o transporte dos sachês pelo(a) cuidador(a)/família?
No caso de transporte após a entrega dos sachês, tanto para levá-los ao domicílio quanto em deslocamentos durante a rotina de cuidados da criança, a família ou cuidador(a) deve mantê-los em sua embalagem original, protegidos da umidade, da luz direta e do calor excessivo. Recomenda-se evitar a exposição ao sol, a permanência em veículos ou em outros locais com temperaturas elevadas.
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30. Como deve ser feito o descarte das embalagens utilizadas?
As embalagens podem ser descartadas no lixo comum, assim como outras embalagens de alimentos. No entanto, é recomendável verificar se há programas locais de coleta seletiva ou reciclagem que possam dar uma destinação mais sustentável aos materiais.
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31. Em que situações a criança não deve tomar os sachês do NutriSUS?
O suplemento não é recomendado para:
- Crianças com talassemia, hemocromatose ou doença falciforme, devido ao risco de acúmulo de ferro. Estas devem ser acompanhadas individualmente pela equipe de saúde, com avaliação de suas necessidades e definição da conduta adequada na UBS.
- Crianças já diagnosticadas com anemia ou outra deficiência nutricional. Essas deverão iniciar o tratamento adequado ao seu agravo, com acompanhamento em sua UBS, com posterior reavaliação pela equipe de saúde para inserção na estratégia.
- Crianças em terapia nutricional, em uso de sonda ou gastrostomia, pois geralmente são alimentadas por fórmulas líquidas, nas quais não se recomenda a mistura do sachê.
Nesses casos, a criança deve ser acompanhada individualmente para iniciar o tratamento adequado ao seu agravo e necessidades nutricionais, com acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS).
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32. Por que o meu filho(a) precisa tomar os sachês do NutriSUS?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso dessa estratégia para aumentar o teor de micronutrientes da alimentação da criança, prevenindo a anemia e outras deficiências de vitaminas e minerais. Mesmo com uma alimentação adequada e saudável, nessa fase a criança está crescendo e se desenvolvendo muito rápido. Há também as crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional. Por isso, pode precisar de suporte nutricional para garantir que receba todos os nutrientes de que o corpo precisa.
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33. O que fazer se a criança cuspir a porção da comida que estava com o conteúdo do sachê?
Se a criança cuspir a porção da comida que continha a suplementação, não é necessário ofertar o sachê novamente no mesmo dia. Tente misturar o sachê com alimentos que a criança goste e ofereça de novo no dia seguinte. Às vezes, é só uma questão de costume. Se a criança continuar recusando, converse com a equipe de saúde responsável pelo acompanhamento para receber orientação individualizada do que pode ser feito para melhorar a aceitação.
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34. Como proceder caso o responsável opte por não levar o sachê e prefira manter a suplementação de ferro e vitamina A?
É importante reconhecer que o NutriSUS é uma estratégia de suplementação preventiva, ou seja, foi desenvolvida para complementar a alimentação com micronutrientes essenciais e prevenir a anemia e outras deficiências nutricionais. O diálogo e a orientação adequada podem ajudar na aceitação da estratégia por parte do(a) responsável pela criança. Se ele(a) se recusar a utilizar os sachês de NutriSUS, a criança não deve ser desligada dos demais programas de suplementação de micronutrientes, e a equipe de saúde deve acolher a decisão do(a) responsável, esclarecer os benefícios do NutriSUS e avaliar individualmente a situação da criança, ponderando eventuais riscos de comprometimento de sua saúde para definir a conduta mais adequada, evitando a sobreposição desnecessária de micronutrientes.
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1. O que é a Estratégia NutriSUS?