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POLÍTICAS SOBRE DROGAS
Senad acompanha projetos desenvolvidos em parceria com a Polícia Federal
Agenda teve como objetivo acompanhar as estruturas, investimentos e resultados de iniciativas desenvolvidas em cooperação entre a Senad e a Polícia Federal. Foto: Divulgação
Um dos destaques da visita foi o Programa Brasil MAIS – Meio Ambiente Integrado e Seguro, que utiliza imagens de satélite e inteligência geoespacial para o monitoramento do território brasileiro e o apoio a ações de segurança pública, inteligência e enfrentamento a crimes ambientais e organizações criminosas.
Durante a apresentação, a equipe conheceu a área de monitoramento do programa apoiada com recursos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Entre as atividades desenvolvidas está o acompanhamento de 624 terras indígenas, com a identificação e a classificação de alertas nas diferentes regiões monitoradas. Os recursos provenientes da gestão de ativos da Senad contribuem para a manutenção da estrutura tecnológica utilizada.
Para Marta Machado, a cooperação com a Polícia Federal demonstra como os recursos podem ser convertidos em ferramentas de produção de dados, conhecimento e qualificação das políticas públicas.
“Essa parceria traduz uma prioridade: fazer política sobre drogas baseada em evidências. O trabalho desenvolvido pelo Instituto é de excelência e contribui diretamente para orientar nossas políticas públicas", disse a secretária.
Perícia e produção de evidências
A cooperação entre a Senad e a Polícia Federal também envolve outras iniciativas, como o Programa Nacional de Integração de Dados Periciais sobre Drogas (PNIDD) e o Programa Ouro Alvo.
No âmbito do PNIDD, a parceria busca fortalecer a capacidade das perícias oficiais para produzir, integrar e compartilhar dados sobre drogas. As informações produzidas pelos laboratórios forenses também contribuem para a atuação do Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), coordenado pela Senad e vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), ampliando a capacidade de identificação e monitoramento de novas substâncias e outros fenômenos emergentes relacionados às drogas.
“O PNIDD é extremamente importante para fortalecer essa base de informações. A integração entre os dados produzidos pelas perícias e outras fontes é fundamental para que o SAR avance, e isso depende da atuação conjunta da Senad, da Polícia Federal e das instituições de perícia”, acrescentou Marta Machado.
Durante a agenda, também foram apresentados à comitiva equipamentos adquiridos com recursos destinados pela Secretaria por meio da gestão de ativos. Os investimentos contribuem para ampliar a infraestrutura disponível aos profissionais da perícia e fortalecer a capacidade de análise e produção de evidências utilizadas para o enfrentamento ao tráfico de drogas e a outros crimes relacionados.