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POLÍTICAS SOBRE DROGAS
Reunião técnica debate avanços e continuidade de estratégias de prevenção ao uso de drogas
Participam da reunião articuladores, supervisores e formadores federais envolvidos nos processos de formação, implementação e monitoramento das metodologias Elos – Construindo Coletivos, #Tamojunto e Famílias Fortes, que fazem parte do Programa Cria – Prevenção e Cidadania. A reunião conta ainda com representantes do MJSP e de instituições parceiras.
A programação foi aberta com a apresentação dos resultados alcançados e das perspectivas para a continuidade das estratégias de prevenção ao uso de drogas no Brasil. Durante o encontro, os participantes discutem a sustentabilidade das metodologias, a proteção de crianças, adolescentes e jovens e as experiências de prevenção e cidadania desenvolvidas em territórios indígenas.
A diretora de Prevenção e Reinserção Social da Senad, Nara Araújo, ressaltou que o trabalho preventivo exige parâmetros claros e intervenções orientadas por evidências.
“É preciso definir os limites desse trabalho e como ele deve ser implementado para que possamos alcançar resultados positivos e qualificar os investimentos realizados na prevenção”, afirmou.
Alcance nos territórios
As ações são desenvolvidas por meio de parceria entre a Senad e a Fiocruz Brasília. A parceria busca fortalecer a capacidade dos territórios para desenvolver ações sustentáveis, articuladas às políticas de educação, saúde, assistência social e políticas sobre drogas.
De acordo com o balanço apresentado durante a abertura, as metodologias chegaram a 64 municípios das cinco regiões do País. Ao todo, 3.513 profissionais foram formados e mais de 30 mil crianças, adolescentes e familiares foram alcançados pelas ações.
O trabalho também incluiu a revisão dos materiais, com atualização da linguagem, do conteúdo, das imagens e da identidade visual para adequá-los à realidade brasileira. Além disso, foi estruturado um modelo de implementação destinado a apoiar a transferência das metodologias aos territórios com qualidade e acompanhamento técnico.
Para a coordenadora executiva do Termo de Execução Descentralizada (TED) pela Fiocruz, Graziela Barreiros, as ações preventivas devem ampliar os fatores de proteção disponíveis para crianças e famílias.
“É muito importante contribuir para que crianças e famílias se sintam mais protegidas, tenham espaços para pedir ajuda e desenvolvam habilidades para enfrentar situações de desigualdade e violência”, destacou.
Legado e sustentabilidade
Nesta segunda-feira, as atividades estão concentradas nos resultados, no legado e na sustentabilidade das ações. A programação contempla painel sobre o papel do Programa Cria – Prevenção e Cidadania na estruturação das iniciativas voltadas a crianças e adolescentes, apresentação dos resultados de alcance e monitoramento e grupos de discussão sobre a continuidade das metodologias nos territórios.
A programação também apresentará iniciativas da Senad que incorporam a prevenção como parte de uma atuação integrada. Entre elas estão o Programa Território Seguro, Amazônia Soberana (TSAS), que articula prevenção, proteção e cidadania em territórios indígenas; as ações voltadas à proteção de crianças, adolescentes e jovens; a página temática do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid); e iniciativas desenvolvidas no âmbito do Pronasci Juventude e do Cais Juventude.
As iniciativas demonstram como as estratégias preventivas podem ser associadas à produção de informações, à redução de vulnerabilidades e ao fortalecimento de redes e políticas públicas nos territórios.
No dia 25, os debates abordarão a prevenção ampliada na política sobre drogas e a proteção da infância, da adolescência e da juventude. Já no dia 26, a programação será dedicada às experiências e perspectivas do Programa Território Seguro nos territórios indígenas, à apresentação dos produtos desenvolvidos e à definição dos próximos passos para a sustentabilidade das ações.
A coordenadora-geral do TED pela Fiocruz Brasília, Letícia Maranhão, enfatizou a importância de sistematizar os aprendizados e preservar o conhecimento produzido com recursos públicos.
“O compromisso com o recurso público também está no cuidado com o legado. As equipes mudam, mas os registros permanecem e demonstram o zelo com o trabalho realizado”.
Como desdobramento da reunião, em 27 e 28 de agosto será realizada uma programação complementar de formação em prevenção e cidadania. A agenda aprofundará temas relacionados à atuação preventiva em contextos de vulnerabilidade social e institucional, com discussões sobre territórios indígenas, gênero, raça, interseccionalidade e sistemas de prevenção baseados em evidências.