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SEGURANÇA PÚBLICA
Polícia Federal forma 683 novos integrantes
Os cursos de formação profissional tiveram início em 18 de maio e somaram mais de 650 horas de aulas teóricas e práticas. Foto: Tom Costa/MJSP
Brasília, 28/8/2026 – A Polícia Federal (PF) formou, nesta sexta-feira (28), 683 novos integrantes. A cerimônia contou com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues; e do secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza.
A nova turma é composta por 195 delegados de Polícia Federal, 113 peritos criminais federais, 333 escrivães e 42 papiloscopistas. Os cursos de formação profissional tiveram início em 18 de maio e somaram mais de 650 horas de aulas teóricas e práticas, com conteúdo voltado às diferentes áreas de atuação da instituição.
Durante a cerimônia, o ministro Wellington César Lima e Silva abordou a relação da Polícia Federal com a sociedade brasileira e o caráter permanente da instituição como órgão de Estado.
“A Polícia Federal alcançou algo fundamental: a confiança da sociedade brasileira. Essa confiança foi construída ao longo de décadas, pelo trabalho de gerações de policiais federais, e demonstra que o Estado brasileiro pode atuar com eficiência. A PF de hoje foi construída por muitos que já cumpriram sua missão e se aposentaram. É assim que funciona uma instituição de Estado: honrando aqueles que vieram antes e pensando naqueles que virão depois”, disse.

- O ministro durante discurso na formatura da PF. Foto: Tom Costa/MJSP
Carreira
Durante o discurso, o ministro mencionou medidas relacionadas à carreira e às condições de trabalho dos profissionais da Polícia Federal. Entre os pontos citados, estão a criação do auxílio-saúde e outras medidas voltadas aos servidores da instituição.
Wellington Lima também mencionou o encaminhamento de uma proposta orçamentária para a Polícia Federal, com previsão de investimentos em modernização e nas condições de atuação dos profissionais.
“Estamos mirando na modernização da Polícia Federal e em oferecer aos seus profissionais equipamentos e estrutura compatíveis com a complexidade do trabalho realizado, seja no combate ao crime, seja na proteção das fronteiras e na defesa da sociedade brasileira”, disse.
Valores republicanos
Em seu discurso, Geraldo Alckmin relacionou a chegada dos novos profissionais aos valores republicanos e à atuação do Estado brasileiro no enfrentamento a diferentes modalidades criminosas.
“O trabalho de vocês aproxima o Brasil dos mais nobres ideais republicanos: justiça, democracia e soberania. A força só tem valor quando está a serviço e cuida do povo. Vocês carregam a força de que o nosso país precisa”, disse.

- O vice-presidente também participou da cerimônia de formatura da PF. Foto: Tom Costa/MJSP
O vice-presidente também apresentou dados sobre a atuação da Polícia Federal no enfrentamento às organizações criminosas e aos crimes financeiros. Segundo ele, em 2025, as apreensões e os bloqueios de recursos ligados a atividades criminosas ultrapassaram R$ 12 bilhões.
Presença internacional
O secretário-geral da Interpol, primeiro brasileiro e sul-americano a ocupar o cargo, destacou o respeito à integridade da PF em nível mundial. “Durante o curso de formação, nós aprendemos o que é ter autoridade pública, isso é uma responsabilidade, não é privilégio. A PF é profundamente respeitada internacionalmente e isso se deve ao trabalho de cada um”.
Ao se dirigir aos 683 novos policiais federais, o diretor-geral da Polícia Federal disse que os formandos chegam à instituição preparados para uma missão que exige responsabilidade, equilíbrio e atuação coletiva.
“Vocês chegam preparados não apenas para exercer uma profissão, mas para cumprir uma missão. A atividade policial exige equilíbrio, discernimento, coragem e espírito de equipe. Na Polícia Federal, ninguém trabalha sozinho. Somos uma instituição moderna, que se tornou referência e que enfrenta a criminalidade com coragem, preparo e compromisso com a sociedade brasileira”, concluiu.