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SEGURANÇA PÚBLICA
Órgãos públicos e instituições parceiras alinham estratégias de combate às fraudes digitais e de asfixia financeira das organizações criminosas
Representantes de órgãos federais e estaduais; do sistema financeiro; de agências reguladoras; do setor privado e de instituições parceiras reúnem-se no âmbito do Escritório Nacional Antifacção em São Paulo. Foto: Isaac Amorim/MJSP.
São Paulo, 16/7/2026 - Foi realizada, nesta quinta-feira (16), em São Paulo (SP), uma reunião técnica de alinhamento institucional para tratar do combate às fraudes digitais e da asfixia financeira das organizações criminosas. O encontro ocorreu no âmbito do Escritório Nacional Antifacção (ENA) e reuniu representantes de órgãos federais e estaduais, do sistema financeiro, de agências reguladoras e do setor privado.
Durante o encontro, foram tratados temas relacionados ao compartilhamento de informações, ao aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção e ao bloqueio de ativos. Também foi destacada a importância da cooperação entre os órgãos de segurança pública, os setores de inteligência financeira, o sistema financeiro, o setor de telecomunicações e as empresas de tecnologia.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou a importância da participação de todos os atores envolvidos na cadeia de combate às facções criminosas. "A convicção do Ministério da Justiça e Segurança Pública, baseada em todas as evidências que reunimos, é de que a integração entre os órgãos é o elemento de maior efetividade no enfrentamento ao crime”, afirmou.
“Podemos desenvolver diferentes modelos de atuação, ampliar o uso da inteligência financeira e aperfeiçoar os mecanismos de investigação, mas há um fator que estará presente em qualquer proposta séria: a atuação conjunta entre as instituições”, acrescentou o ministro.
Participaram também o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita; e o assessor especial do ministro, Daniel Hirata.
Também estiveram à mesa o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves; o substituto do subprocurador-geral de Justiça Criminal, Ivan Francisco Pereira Agostinho; o coordenador regional do Coaf, Paulo Almeida; o representante da Febraban, Felipe Xavier Tambentini; o representante da Fecomércio-SP, Andriei Gutierrez; o head de Compliance & MLRO da Binance em São Paulo, Victor Henrique Martins Gomes; o diretor de Riscos & FinCrime Prevention do Mercado Bitcoin em São Paulo, Bruno Antoniolli; a diretora-presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (Abcripto), Julia Rosin; a coordenadora de investigações da Tether Limited, Deborah di Lullo; o representante do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Regional – Sudeste, Roberto Luiz Gonzaga dos Anjos; representante da Junta Comercial do Estado de São Paulo; o representante da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Renato Barbosa; o delegado de Polícia Divisionário da Dipol/PCSP, Francisco Petrarco Lelo Neto; e o procurador da República do Gaeco Nacional, Isac Barcelos Pereira de Souza.
Coordenação das ações
O encontro desta quinta-feira (16) integra uma série de reuniões promovidas no âmbito do Escritório Nacional Antifacção (ENA). Na sexta-feira (17), também na capital paulista, representantes de órgãos federais, estaduais e de instituições parceiras discutirão a segurança nos meios logísticos de entrada e saída do Brasil.
O foco da agenda será a proteção de portos e aeroportos, a integração entre os órgãos de fiscalização, inteligência e segurança pública e a prevenção da atuação de organizações criminosas nesses corredores logísticos.
Na quarta-feira (15), no Rio de Janeiro (RJ), foi realizado um encontro voltado ao combate à infiltração do crime organizado na cadeia nacional de combustíveis.
Escritórios Nacionais Antifacção
O ENA funciona como um centro permanente de apoio à articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais, com o objetivo de integrar a inteligência, as operações e as políticas públicas voltadas ao combate qualificado ao crime organizado. Atualmente, há unidades do ENA em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A iniciativa promove a integração das forças de segurança por meio do intercâmbio de informações de inteligência, com a finalidade de asfixiar financeiramente as facções, combater o tráfico de drogas e armas e fortalecer outras ações de enfrentamento ao crime organizado.