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SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Juris Fictio desarticula grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado contra idosos
Ação contou com suporte do CIBERLAB, vinculado à Diopi. Foto: Senasp/MJSP
Brasília, 13/8/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apoiou uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) para desarticular organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra idosos por meio do golpe do falso advogado. Deflagrada nesta quinta-feira (13), a Operação Juris Fictio cumpriu 48 medidas cautelares nos municípios de Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba, Caucaia e Guaiúba, no Ceará.
A operação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (DPICOI) de Santa Maria (RS), com suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do MJSP. Também houve apoio operacional da Polícia Civil do Ceará (PCCE) para o cumprimento das ordens judiciais no estado.
Entre as medidas estão 16 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão domiciliar. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e valores vinculados aos investigados.
Investigação
As investigações começaram após uma idosa de 68 anos, moradora de Santa Maria, denunciar ter sido vítima do golpe. Segundo a apuração, um integrante do grupo teria entrado em contato com a vítima e se apresentado falsamente como representante de um conhecido escritório de advocacia de Brasília (DF).
Os criminosos informaram que a idosa teria direito a receber R$ 1,2 milhão. Para supostamente liberar o valor, passaram a exigir custas processuais e “taxas liberatórias”. Induzida ao erro, a vítima realizou sucessivas transferências por Pix e sofreu um prejuízo de R$ 150 mil.
A análise de dados bancários e o trabalho de rastreamento digital permitiram identificar a estrutura responsável pela movimentação financeira do grupo, localizada no Ceará. A cooperação entre as polícias estaduais e o suporte especializado do Ciberlab contribuíram para a identificação dos investigados e para a localização dos alvos das medidas judiciais.
Orientações
O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Polícia Civil orientam a população, especialmente idosos e familiares, a acompanhar processos judiciais somente por canais oficiais dos tribunais ou diretamente com advogados de confiança.
Também é recomendado desconfiar de cobranças urgentes feitas por Pix para suposta liberação de alvarás, indenizações ou valores judiciais. Em caso de suspeita, a orientação é não realizar transferências e procurar a delegacia de polícia mais próxima.