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SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Data Venia desarticula grupo investigado por golpe do falso advogado com prejuízo superior a R$ 1 milhão no Pará
Foto: Banco de imagens
Belém, 24/7/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Diretoria de Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), apoiou a Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA) na Operação Data Venia, deflagrada na quinta-feira (23), para desarticular grupo investigado pela prática do golpe do falso advogado. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) também prestou apoio operacional. Somente no Pará, o prejuízo apurado ultrapassa R$ 1 milhão.
Ao todo, serão cumpridos 54 mandados de prisão preventiva e 60 de busca e apreensão domiciliar em diversos municípios cearenses: Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Morada Nova, Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Farias Brito. Até o momento desta publicação, 37 pessoas foram presas.

- MJSP e PCCE prestaram apoio operacional à operação deflagarada pela PCPA. Foto: PCPA
Modo de atuação e alcance interestadual
A investigação foi conduzida pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará. Durante as diligências, foi identificada uma estrutura criminosa organizada que atuava por meio de engenharia social. Os investigados entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, apresentavam-se como advogados ou integrantes de escritórios de advocacia e utilizavam dados públicos de processos judiciais, além de linguagem técnica, para conferir credibilidade à fraude.
As vítimas eram induzidas a acreditar que tinham valores a receber em processos judiciais e, em seguida, eram cobradas supostas custas, impostos ou taxas cartorárias para liberar os recursos.
A investigação também identificou procedimentos policiais relacionados aos mesmos investigados nos estados de Mato Grosso (MT), Amazonas (AM) e Amapá (AP), indicando a atuação do grupo em diferentes unidades da Federação.
“A desarticulação do grupo criminoso visa estancar os prejuízos de centenas de vítimas que tiveram suas economias lesadas sob falsas promessas de liberações judiciais. As investigações prosseguem para analisar os dispositivos apreendidos, identificar outros envolvidos e mapear o destino dos recursos ilícitos", destaca a diretora estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará, delegada Vanessa Lee.
Histórico criminal
Durante as diligências, foi identificado que parte dos investigados possui reincidência criminal e registros de prisões por crimes como tráfico de drogas e roubo. Esse contexto justificou a adoção das medidas cautelares.
Os investigados poderão responder, conforme o caso, por estelionato eletrônico (art. 171, § 2º-A, do Código Penal), associação criminosa (art. 288 do Código Penal) ou organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), além de lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998). Somadas, as penas máximas podem ultrapassar 22 anos de reclusão, em caso de concurso material.
Orientações à população
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) orienta a população a desconfiar de cobranças ou solicitações de PIX ou transferência bancária para liberar valores supostamente vinculados a processos judiciais. Para reduzir o risco de fraudes, recomenda:
• Nunca realizar transferências para contas de terceiros ou chaves PIX desconhecidas;
• Confirmar qualquer solicitação diretamente com o advogado ou escritório de advocacia, por meio de canais oficiais já conhecidos;
• Em caso de suspeita de fraude, registrar imediatamente boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pelos canais digitais da Polícia Civil. Preserve capturas de tela, comprovantes e os números de telefone utilizados pelos golpistas.