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SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Dark Wallet desmonta esquema de fraudes eletrônicas com movimentação superior a R$ 188 milhões
Registro de parte dos agentes que atuaram na operação. Foto: Divulgação/MJSP
Goiânia, 24/7/2026 – Uma organização criminosa investigada por aplicar golpes por meio de falsas plataformas de investimento movimentou mais de R$ 188 milhões, segundo apuração da Operação Dark Wallet. A ação foi realizada pelas Polícias Civis de Goiás e Pernambuco, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil de Goiás (PCGO), a operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas de sequestro de bens e valores e de quebra de sigilos bancários e telemáticos, expedidas pela Justiça Estadual.
As investigações começaram após uma vítima relatar prejuízo superior a R$ 640 mil ao investir em uma suposta plataforma internacional que prometia alta rentabilidade. Segundo a apuração, os investigados simulavam ganhos em painéis virtuais e autorizavam pequenos saques iniciais para conquistar a confiança das vítimas e induzi-las a realizar novos aportes.
Os valores eram direcionados a empresas de fachada que funcionavam como contas de passagem para a rápida pulverização dos recursos. O rastreamento dos fluxos bancários e telemáticos identificou movimentação superior a R$ 188 milhões, distribuída em dezenas de milhares de transações envolvendo empresas de fachada, pessoas interpostas e sucessivas transferências.
Crimes
Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas máximas previstas podem ultrapassar 26 anos de reclusão.
Segundo o delegado Caio Menezes, responsável pela operação, as próximas etapas da investigação incluem a análise do material apreendido, o rastreamento e o bloqueio de bens supostamente obtidos de forma ilícita, além da identificação de outros integrantes e de possíveis vítimas do esquema.
"A internet e o uso de empresas de fachada não servirão de escudo para a impunidade ou para a ocultação de capitais ilícitos. As próximas etapas da investigação focarão na análise do material apreendido, no rastreamento e bloqueio do patrimônio obtido ilegalmente para o ressarcimento dos prejuízos, bem como na identificação de outros integrantes e vítimas do esquema", explica.
Dark Wallet
O nome da operação faz referência ao uso de estruturas financeiras ocultas, empresas de fachada e contas de passagem utilizadas para dissimular a origem dos recursos desviados das vítimas.