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SEGURANÇA PÚBLICA
Operação Cartão Vermelho contra a pirataria na Copa do Mundo 2026 é realizada em nove países
Foto: Banco de imagem
Brasília, 20/7/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou da Operação Cartão Vermelho, realizada simultaneamente em nove países durante a Copa do Mundo da FIFA 2026. A ação foi coordenada pelo Departamento de Justiça (U.S. Department of Justice – DOJ) e pela Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) dos Estados Unidos (EUA) para combater a pirataria digital e física.
No Brasil, a atuação com foco no ambiente digital resultou no bloqueio de 309 domínios e 109 IPs utilizados na transmissão ilegal de sinais de TV e streaming.
Forças policiais e órgãos de Justiça da Argentina, do Brasil, da Colômbia, dos Estados Unidos, da República Dominicana, do Equador, do Paraguai, do Chile e do Peru atuaram de forma integrada na operação. No Brasil, a ação foi coordenada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), com apoio da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
No Telegram, foram desarticulados 348 canais e grupos dedicados à pirataria, interrompendo o fluxo ilícito para mais de 1,5 milhão de usuários. Por ordem judicial, também foi determinada a desindexação de 309 domínios nos principais mecanismos de busca da internet.

- Infográfico
Riscos ao consumidor
A operação teve como objetivo desarticular redes criminosas que lucram ilegalmente com a venda de produtos físicos piratas, como camisetas de seleções, álbuns de figurinhas e artigos esportivos falsificados, e com a retransmissão digital não autorizada dos jogos do Mundial.
A ação integrada teve como foco a proteção da economia criativa, da propriedade industrial e do direito dos consumidores ao consumo seguro. Os serviços ilegais de IPTV e plataformas de streaming não autorizadas representam um dos principais motores da pirataria digital na América Latina, permitindo o acesso em larga escala a conteúdos protegidos por meio de infraestruturas complexas e transnacionais.
Nos demais países, houve apreensão de materiais esportivos falsificados, como uniformes e artigos promocionais da Copa do Mundo de 2026.
Apoio interinstitucional
A operação contou com o apoio da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e de órgãos federais, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine), que atuaram no bloqueio de sites e domínios utilizados para transmitir ilegalmente os jogos e violar direitos autorais no Brasil.
Durante a Copa do Mundo de 2026, além do Brasil, a operação foi realizada simultaneamente por órgãos de aplicação da lei e de proteção à propriedade intelectual de outros países.
Participaram a Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI) e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (U.S. Department of Justice – DOJ); a Judicial Investigation Agency e a Cybercrime Unit of the Federal Prosecutor's Office, da Argentina; a Fiscalía General de la Nación – Unidad de Ciberdelincuencia, da Colômbia; o Departamento de Investigaciones de Crímenes y Delitos de Alta Tecnología (DICAT), da Policía Nacional, e o Ministerio Público de la República Dominicana; a Policía Nacional del Perú; a Ciberpol e o Servicio Nacional de Derechos Intelectuales (Senadi), do Equador; a Unidad Especializada en Delitos Informáticos del Ministerio Público de Paraguay e o Centro Nacional de Computación de la Universidad Nacional de Asunción, do Paraguai; e o Ministerio Público de Chile – Fiscalía Supraterritorial.