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SEGURANÇA PÚBLICA
MJSP realiza agenda no Rio de Janeiro com entrega de equipamentos e apresentação de ações contra o crime organizado
Rio de Janeiro, 15/10/2026 - O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), realizou, nesta quinta-feira (15), na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), agenda institucional voltada ao fortalecimento da segurança pública e da segurança prisional e ao enfrentamento do crime organizado no estado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, abordou a integração entre tecnologia, inteligência e atuação conjunta das forças de segurança no estado, além das medidas adotadas pelo Governo Federal para combater as comunicações ilícitas no sistema prisional.
“Fortalecemos a segurança pública do Rio de Janeiro com tecnologia, inteligência e integração entre as forças de segurança. Entregamos quatro equipamentos antidrones para ampliar a proteção das unidades especiais das polícias Civil e Militar do estado, contribuindo para evitar a escalada dos confrontos entre grupos armados e as forças policiais e para proteger a população desse tipo de armamento”, afirmou.
O ministro também falou sobre as medidas adotadas a partir do Decreto nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro, que instituiu o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais.
“Também avançamos no combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios. Com o Decreto nº 13.136, fortalecemos as medidas para impedir o uso ilegal de celulares nos presídios de todo o País. Essas ações demonstram que estamos avançando com investimentos em tecnologia e uma atuação cada vez mais integrada para enfraquecer o crime organizado e fortalecer a segurança pública em todo o Brasil”, disse.
A programação incluiu a entrega de quatro equipamentos antidrones para as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, a apresentação dos resultados da Operação Corredores Logísticos e de ações voltadas à segurança penitenciária, além de estratégias e inovações tecnológicas empregadas no enfrentamento ao crime organizado.
O assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Daniel Hirata, responsável pelo suporte técnico e analítico para o combate ao crime organizado, enfatizou a cooperação entre o Governo Federal e o Estado do Rio de Janeiro, que envolveu formação profissional, operações e doação de equipamentos.
“Estamos no Rio de Janeiro para mais uma etapa dessa importante cooperação que estamos desenvolvendo com o estado, que envolve formação profissional, operações e também a doação de equipamentos. Entregamos quatro equipamentos antidrones para as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. Isso vai contribuir para evitar a escalada dos confrontos entre grupos armados e as forças policiais e também para proteger a população desse tipo de armamento”.
Hirata apresentou ainda os resultados de acordos de cooperação técnica firmados com o estado, com foco na proteção dos corredores logísticos e na segurança do sistema prisional.
Operação Corredores Logísticos
Iniciada em 6 de outubro pelo MJSP e pelo Governo do Rio de Janeiro, a Operação Corredores Logísticos reuniu forças federais e estaduais no enfrentamento ao roubo de cargas, roubo de veículos, receptação e outros crimes associados a organizações criminosas.
A ação integra o Acordo de Cooperação Técnica nº 5/2026 e contou com a PMERJ, a PCERJ, a PRF e a Força Nacional. Foram empregados 327 profissionais e 121 viaturas, em uma atuação que combinou inteligência, investigação, policiamento ostensivo e fiscalização rodoviária.
Entre março e agosto de 2026, os registros mensais de roubo de cargas no estado passaram de 397 para 130 ocorrências, uma redução de 67,3%. O planejamento da operação identificou pontos que demandam atenção, como a Avenida Brasil, que teve aumento de 23,3% nos roubos de cargas e de 8,9% nos roubos de veículos entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025.
Bloqueio de comunicações ilícitas nos presídios
A agenda também destacou o Decreto nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro, que instituiu o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais e estabeleceu procedimentos para o bloqueio administrativo de celulares utilizados irregularmente dentro dos presídios.
A medida permite solicitar o bloqueio de aparelhos identificados pelo IMEI, mesmo quando não houver apreensão física, e prevê também o bloqueio de sinais de radiocomunicação nos perímetros de segurança penitenciária.
O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, informou que a Senappen já realizou doações de equipamentos para o Rio de Janeiro e outros estados e mencionou a realização da primeira operação após a publicação do decreto que permite o bloqueio administrativo de celulares.
“Nós já fizemos várias doações de equipamentos para o estado do Rio de Janeiro e para todos os estados do País, que vão elevar o padrão de segurança dos presídios. Também fizemos a primeira operação após a publicação do decreto que permite o bloqueio administrativo de celulares. Essa é uma medida muito importante porque temos equipamentos que permitem o rastreamento e a identificação de celulares e de outros equipamentos utilizados para comunicações ilícitas”, afirmou.
Segundo Garcia, em uma operação realizada entre a noite de quarta-feira (14) e a madrugada desta quinta-feira (15), foram identificados 143 equipamentos em uma única unidade prisional, muitos deles celulares. Os aparelhos foram bloqueados na manhã desta quinta-feira.
“Somente na madrugada de ontem, em um único presídio, identificamos 143 equipamentos, muitos deles celulares, que foram imediatamente bloqueados na manhã de hoje, interrompendo a comunicação de indivíduos com o mundo fora dos presídios. Essa medida é fundamental para a segurança do cidadão. Estamos executando essas operações intensamente aqui no Rio de Janeiro e vamos fazer isso em todos os estados”, disse.
Integração de inteligência
O Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), em funcionamento na Senappen, reúne equipes de inteligência da Polícia Penal Federal e das polícias penais dos estados e do Distrito Federal para compartilhar informações e apoiar ações contra o crime organizado.
O Decreto nº 13.136/2026 prevê que, em até 180 dias, o MJSP disponibilize uma plataforma digital integrada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen), administrado pela Senappen. A ferramenta receberá informes técnicos dos estados e direcionará as solicitações de bloqueio aos fluxos competentes.
A agenda integrou as ações do MJSP para ampliar a cooperação entre órgãos federais e estaduais, incorporar tecnologias às estratégias de prevenção e aprimorar as respostas ao crime organizado e aos desafios da segurança penitenciária.