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SEGURANÇA PÚBLICA
MJSP e Rio colocam nas ruas operação contra o roubo de cargas nos principais corredores logísticos do estado
Estratégia combina inteligência, investigação criminal, policiamento ostensivo e fiscalização rodoviária. Foto: Divulgação
Rio de Janeiro, 6/10/2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Governo do Rio de Janeiro iniciaram, nesta terça-feira (6), a Operação Corredores Logísticos, ação integrada de enfrentamento ao roubo de cargas, roubo de veículos, receptação e outros crimes associados a organizações criminosas nos corredores logísticos estratégicos do estado.
A operação marca a entrada na fase operacional do Acordo de Cooperação Técnica nº 5/2026, firmado entre o MJSP e o governo local, com a execução do planejamento realizado conjuntamente, nas últimas semanas, por órgãos federais e estaduais. O ciclo operacional terá caráter contínuo e será submetido a avaliações periódicas, o que permitirá reorientar as ações de acordo com a evolução dos indicadores e da dinâmica criminal.
De acordo com o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Anchieta Nery, União e Estado estão colocando suas capacidades para trabalhar de forma integrada, com inteligência, planejamento e presença operacional. “A integração não termina com o início da operação. Os resultados serão acompanhados permanentemente para orientar os próximos passos”, disse.
Diagnóstico
Os dados utilizados no planejamento mostram uma trajetória recente de redução do roubo de cargas no Rio de Janeiro. Entre março e agosto de 2026, os registros mensais caíram de 397 para 130 ocorrências, uma redução de 67,3%. Em agosto, o indicador alcançou o menor resultado para o mês desde 2000.
Apesar da redução geral, o diagnóstico identificou pontos que ainda exigem atenção. Entre janeiro e agosto deste ano, a Avenida Brasil registrou crescimento de 23,3% nos roubos de carga e de 8,9% nos roubos de veículos, em comparação com o mesmo período de 2025. Na BR-040, o roubo de veículos apresentou crescimento de 28,2%.

- Forças de segurança atuam de forma coordenada nos corredores logísticos do RJ. Foto: Divulgação
Atuação integrada
A estratégia combina inteligência, investigação criminal, policiamento ostensivo e fiscalização rodoviária, com a concentração de esforços em áreas selecionadas a partir de diagnóstico técnico e análise criminal.
O planejamento prevê atuação coordenada da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional de Segurança Pública, associada às capacidades de inteligência, investigação, monitoramento e análise dos demais órgãos participantes.
As forças de segurança contaram com um efetivo de 327 profissionais, sendo 168 da PRF, 114 da PMERJ e 45 da Força Nacional. Ao todo, foram utilizadas 121 viaturas.
A atuação busca ir além da resposta imediata aos roubos. Entre os objetivos estão identificar estruturas e integrantes de organizações criminosas, fortalecer investigações, cumprir medidas judiciais, recuperar cargas e veículos, além de combater a receptação e atingir os fluxos patrimoniais e financeiros relacionados às atividades ilícitas.
A operação também busca ampliar a presença coordenada das forças de segurança nos corredores estratégicos para fortalecer a capacidade de prevenção, fiscalização e resposta do Estado.
Inteligência
As ações são orientadas pela integração entre inteligência e atuação operacional. Nesse contexto, também entra em funcionamento, nesta terça-feira (6), a Célula Integrada de Inteligência. A estrutura reúne capacidades de órgãos estaduais e federais para consolidar informações, produzir conhecimento, acompanhar mudanças no cenário criminal e subsidiar permanentemente o planejamento e a execução das ações.
Participam a Senasp, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil, a Polícia Militar, além do Gabinete de Segurança Institucional do Rio de Janeiro, dos sistemas penitenciários federal e estadual, da Receita Federal, entre outros órgãos.
O objetivo da célula é integrar informação, investigação e presença policial para permitir que as ações sejam continuamente ajustadas a partir da evolução da criminalidade e dos resultados alcançados.

- Atuação contínua conta com a participação de órgãos federais e estaduais. Foto: Divulgação
Tecnologia e dados
A operação também prevê a integração de sistemas e ferramentas de segurança pública, como o Córtex, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o Subsistema de Inteligência de Segurança Pública (Sisp), o Infoseg e o ISPGeo, além de outras tecnologias disponíveis.
O planejamento será acompanhado por indicadores de esforço, produtividade, resultado e impacto, o que inclui o patrulhamento, as abordagens, as fiscalizações, as prisões, bem como o cumprimento de mandados, a recuperação de cargas e veículos e a evolução dos indicadores criminais.