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CAPACITAÇÃO
Força Nacional realiza primeira edição do Curso de Necropapiloscopia Avançada
Brasília, 3/8/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realiza, por meio da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública (DFNSP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a primeira edição do Curso de Necropapiloscopia Avançada. A iniciativa é voltada ao aperfeiçoamento de profissionais da Polícia Técnico-Científica que atuam no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). As aulas começaram nesta segunda-feira (3) e seguem até sexta-feira (7).
A iniciativa conta com a parceria da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), cujos especialistas integram o corpo docente. O curso tem como objetivo capacitar os profissionais para atuarem de forma padronizada e humanizada na coleta, no tratamento e na identificação de impressões digitais post mortem, especialmente em desastres em massa e em casos envolvendo corpos em avançado estado de decomposição ou carbonização.
Programação
Ao todo, o curso reúne 20 participantes, entre profissionais mobilizados na Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, na Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) e na Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (DSusp), além de integrantes dos órgãos de Polícia Científica dos estados, do Distrito Federal e da Polícia Federal. Participam representantes da Bahia, do Distrito Federal, de Goiás, de Mato Grosso do Sul, do Pará, do Rio de Janeiro, de Rondônia e do Rio Grande do Norte.
Durante o curso, os participantes aprofundam conhecimentos sobre coleta, processamento e análise de impressões digitais post mortem, com foco no aperfeiçoamento das identificações humanas. O conteúdo também aborda a padronização de procedimentos necropapiloscópicos com base em boas práticas nacionais e internacionais, contribuindo para ampliar a confiabilidade dos exames periciais.
Outro eixo da formação é a preparação das equipes para atuação em cenários de desastres, em conformidade com as diretrizes do protocolo Disaster Victim Identification (DVI), da Interpol. A qualificação busca ampliar a capacidade de resposta das instituições periciais em ocorrências de grande complexidade, fortalecendo a integração entre os órgãos do Susp.
A iniciativa também contribui para reduzir o número de corpos não identificados, tornando mais ágeis os processos de reconhecimento e liberação às famílias. Além dos aspectos técnicos, o curso reforça a importância de uma atuação ética, humanizada e orientada pelos direitos humanos, com respeito à dignidade das vítimas e de seus familiares.