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CIDADANIA
Estudantes e docentes da George Washington University participam de reunião no Palácio da Justiça
Foto: Rafael Carvalho/Senad/MJSP
A visita integrou as atividades do curso Fronteiras do Clima: Lições da Amazônia para a Segurança Ambiental Global, oferecido pela universidade. A programação no Brasil incluiu reuniões, em Brasília (DF), com órgãos que atuam na região amazônica, além de uma viagem à Amazônia para conhecer projetos relacionados à proteção ambiental.
Durante o encontro, equipes da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) apresentaram o programa Território Seguro, Amazônia Soberana, voltado à Amazônia Legal e às regiões de fronteira.
A apresentação abordou o diagnóstico sobre a convergência entre o tráfico de drogas e os crimes ambientais, a atuação de organizações criminosas e os desafios de articulação entre órgãos públicos para a execução de políticas integradas. Também foram discutidas as especificidades dos territórios indígenas e das comunidades tradicionais.
Atuação nos territórios
O programa Território Seguro, Amazônia Soberana está estruturado em ações de diagnóstico e inteligência, prevenção e acesso a direitos, atuação dos órgãos de segurança pública e oferta de alternativas lícitas de geração de trabalho e renda.
A proposta considera que a presença de organizações criminosas em determinados territórios está associada à sobreposição entre tráfico de drogas, desmatamento, garimpo ilegal, ocupação irregular de terras e outras atividades ilícitas. As ações também incluem a produção de dados e o acompanhamento de indicadores relacionados à segurança pública, à vulnerabilidade territorial e ao acesso a serviços.
Durante a reunião, também foram apresentados projetos de desenvolvimento alternativo voltados à ampliação de oportunidades econômicas lícitas, bem como a atuação dos órgãos de segurança em áreas com presença de redes criminosas.
Pronasci Juventude
Os participantes também conheceram o Pronasci Juventude, voltado a jovens de 15 a 24 anos que vivem em territórios com registros de violência, desigualdade e recrutamento por organizações criminosas.
As atividades incluem acesso a direitos, formação profissional, ações de arte, esporte e cultura, acompanhamento por equipes multidisciplinares e estratégias de inclusão produtiva. O projeto também prevê a formação de profissionais que atuam com esse público e o apoio a organizações comunitárias.
Ao longo da reunião, foram debatidos temas relacionados à segurança humana, crimes ambientais, redes ilícitas, disputas territoriais, governança climática e coordenação entre instituições.