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SEGURANÇA PÚBLICA
Centro Integrado Mulher Segura recebe autoridades para apresentação das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres
Inaugurado em março de 2026, o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) reúne ações de inteligência, monitoramento e análise de dados voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Foto: Isaac Amorim/Ascom MJSP
Brasília, 29/7/2026 - O Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) recebeu, nesta quarta-feira (29), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, a primeira-dama Janja Lula da Silva e representantes de ministérios para uma agenda voltada à apresentação de ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. Estiveram presentes a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; da Educação, Leonardo Barchini; a deputada federal Gleisi Hoffmann; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
Durante a visita, foram apresentados o monitoramento da Operação Mulher Segura, os indicadores nacionais de feminicídio, referentes ao período de janeiro a junho de 2026, e as ações integradas de enfrentamento à violência contra as mulheres. Os dados da Operação Integrada Mulher Segura contemplam as duas fases da ação realizadas em 2026. Na primeira (19 de fevereiro a 5 de março), ocorreram 6.328 prisões. Dessas, 4.548 (71,9%) foram em flagrante e 1.780 (28,1%) decorreram de mandados de prisão.
Ainda na primeira fase, foram realizados 38.801 atendimentos a vítimas e 30.388 acompanhamentos de medidas protetivas. Ao todo, 40.097 policiais atuaram nas ações em 2.615 municípios. Também foram realizadas 6.785 campanhas de conscientização. O investimento em diárias foi de R$ 2,6 milhões.
A segunda fase (1º de junho a 27 de julho) registrou 15.428 prisões. Dessas, 12.718 (82,4%) foram em flagrante e 2.710 (17,6%) decorreram do cumprimento de mandados de prisão. A operação prestou atendimento a 578.580 vítimas e acompanhou 29.112 medidas protetivas. No total, 58.596 policiais foram mobilizados para ações em 4.379 municípios. Ao todo, foram realizadas 7.726 campanhas de conscientização nessa fase. O investimento em diárias chegou a R$ 6,7 milhões.

- Autoridades visitaram o CMIS, em Brasília (DF).Foto: Isaac Amorim/Ascom MJSP
Indicadores de feminicídio
Ainda durante a visita, foram apresentados os indicadores nacionais de feminicídio, publicados no dia 22 de julho. Os dados constam do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo MJSP e pelo Ministério das Mulheres, com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).
De acordo com o monitoramento, o Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026 — redução de 2,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 760 casos. No comparativo mensal, junho apresentou 108 registros, o menor número de casos do primeiro semestre de 2026. No acumulado do período, foram 19 casos a menos em relação ao primeiro semestre de 2025.
O monitoramento apresentou, ainda, redução no número de feminicídios entre janeiro e março e entre abril e junho de 2026. No comparativo entre os dois intervalos, foram registrados 59 casos a menos entre abril e junho.
Wellington Lima observou a importância da coordenação entre diferentes órgãos e instâncias nas ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.
“A coordenação entre diferentes níveis demonstra, com clareza, o grau de assimilação dessa iniciativa e o comprometimento. Trata-se de uma política transversal. Há a diretriz de dialogar com todos os poderes e de estimular estados e municípios a participarem”, afirmou.
O ministro do MJSP também abordou o papel do CIMS nesse contexto. “A integração dos dados significa enfrentar uma questão fundamental, que é a subnotificação. Temos um conjunto de problemas identificados e estamos adotando as medidas necessárias. As prisões e as medidas protetivas adotadas no mesmo dia, por exemplo, possibilitaram essa redução de 2,5% nos casos de feminicídio”.
Janja Lula da Silva ressaltou a necessidade de ampliar as formas de acesso à informação e de enfrentamento à violência contra as mulheres. “Nós sabemos que os órgãos de segurança são as principais portas de entrada para os casos de violência. Mas há outras, como a saúde, os centros de referência e as próprias escolas. A ideia é que consigamos, ao longo do tempo, agregar, cada vez mais, os dados para proteger nossas mulheres”, disse.
A primeira-dama falou ainda a respeito da importância de ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. “A queda no número de feminicídios indica que estamos no rumo da proteção e da vida das mulheres do Brasil. Além disso, é essencial, neste momento, colocar o combate à violência no centro da discussão. Também é fundamental que os homens falem sobre o assunto”.

- Janja Lula da Silva analisou as ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Foto: Isaac Amorim/Ascom MJSP
Márcia Lopes enfatizou que o CIMS demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ocorrer de forma isolada. “É uma responsabilidade compartilhada entre União, estados, Distrito Federal e municípios, que precisam atuar de maneira coordenada para reduzir as desigualdades regionais no acesso à proteção.”
Na avaliação de Chico Lucas, a diminuição nos casos de feminicídio reforça a relevância da atuação integrada. “A redução de 2,5% nos casos de feminicídio reforça que o caminho é a integração e o trabalho conjunto para que as ações dos diferentes poderes, em parceria com a sociedade, contribuam para alcançar esse objetivo.”
Centro Integrado Mulher Segura
Inaugurado em março de 2026, o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) reúne ações de inteligência, monitoramento e análise de dados voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. As informações sobre casos de violência de gênero são produzidas, monitoradas e analisadas com o objetivo de subsidiar ações de prevenção e repressão em todo o território nacional.