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QUALIFICAÇÃO
Capacitação orienta agentes aeroportuários e de controle migratório sobre tráfico de pessoas em Guarulhos
Capacitação integrou a mobilização pelo Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Foto: OIM.
Guarulhos, 28/7/2026 – Agentes aeroportuários e de controle migratório que atuam no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) participaram, nesta terça-feira (28), de uma capacitação sobre prevenção, identificação e atendimento de possíveis casos de tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. A atividade é realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Polícia Federal.
A atividade ocorre na semana em que é celebrado o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em 30 de julho, data voltada à conscientização sobre o crime e à divulgação de formas de prevenção e proteção.
A formação foi desenvolvida para a realidade do aeroporto local e é voltada a agentes que atuam diretamente no controle migratório. A programação reúne conceitos, análise de casos e orientações sobre os procedimentos a serem adotados diante de situações suspeitas, além dos fluxos de atendimento e encaminhamento das possíveis vítimas.
Segundo a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes da Senajus, Marina Bernardes, responsável pela condução da capacitação, a identificação adequada exige atenção aos sinais de vulnerabilidade e conhecimento dos procedimentos de proteção.
“Em um aeroporto com fluxo internacional intenso, é fundamental que os profissionais conheçam os sinais de alerta e os procedimentos adequados diante de uma possível situação de tráfico de pessoas. A capacitação busca traduzir protocolos e diretrizes nacionais em instrumentos aplicáveis à rotina do controle migratório”, explica.
A ação faz parte da implementação do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024–2028), instituído pelo Decreto nº 12.121, de 30 de julho de 2024. O Plano busca fortalecer as capacidades institucionais para a prevenção, a identificação, a proteção e a resposta ao crime e está organizado em cinco eixos: estruturação da política pública; coordenação e parcerias; prevenção; proteção e assistência às vítimas; e repressão e responsabilização.
Da identificação ao encaminhamento
Entre os conteúdos tratados estão o panorama nacional e internacional do tráfico de pessoas e do contrabando de migrantes, tendências recentes, perfis de vulnerabilidade e sinais que podem auxiliar na identificação de situações suspeitas durante o controle migratório.
A programação também aborda os procedimentos previstos no Protocolo Operacional Padrão de Atendimento às Vítimas Brasileiras de Tráfico Internacional de Pessoas (POP/TIP) e os fluxos de encaminhamento. Outro ponto é a atuação da rede de atendimento, incluindo o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM) e a Defensoria Pública da União (DPU).
Sinais de alerta nos aeroportos
Durante a atividade, serão apresentados banners e materiais informativos destinados aos principais aeroportos internacionais do País, com orientações sobre sinais que podem indicar situações de tráfico de pessoas.
Os materiais integram a ação de conscientização "Vai viajar? Fique atento(a)!" e alertam, entre outros pontos, para promessas de trabalho fácil e bem remunerado, viagens com todas as despesas pagas, propostas recebidas por redes sociais ou aplicativos de mensagens e ausência de informações claras sobre o empregador ou a atividade que será exercida no exterior.
Também são destacados cuidados como verificar previamente informações sobre a empresa contratante e o país de destino, manter os documentos pessoais sob a própria posse, informar pessoas de confiança sobre a viagem e conferir se o visto é compatível com a atividade a ser desempenhada.
Mobilização
O tráfico de pessoas pode ocorrer dentro do território nacional ou envolver deslocamentos entre países e está associado a diferentes formas de exploração. Devido à complexidade desse crime, seu enfrentamento envolve a atuação articulada de instituições públicas e da rede de proteção e atendimento.