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SEGURANÇA AMBIENTAL
Brasil registra menores taxas de desmatamento da série histórica na Amazônia e no Cerrado
Dados sobre desmatamento na Amazônia e no Cerrado foram divulgados, nesta sexta-feira (16), no Palácio do Planalto. Foto: Ailton Freitas/Ascom MJSP
Brasília, 16/10/2026 – Foram divulgados nesta sexta-feira (16) os dados de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada na Amazônia Legal foi de 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, menor valor desde o início da série histórica, em 1988. A redução foi de 41,8% em relação ao período anterior e chegou a 71,2% no acumulado de quatro anos. O período também marca a retomada de uma sequência de quedas no desmatamento da região. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Polícia Federal (PF), integra os esforços interministeriais e investiu R$ 318 milhões do Fundo Amazônia em ações de proteção ambiental.
No Cerrado, a área de vegetação nativa suprimida foi de 5.516,69 km², o menor valor da série histórica do bioma, iniciada em 2001. A redução foi de 23,8% em relação ao período anterior e de 48,4% no acumulado de quatro anos.
Na Amazônia, a diminuição do desmatamento está associada a medidas de monitoramento, fiscalização e repressão aos crimes ambientais. A PF atua no enfrentamento de ilícitos que contribuem para a degradação dos biomas, por meio de investigações, operações policiais e iniciativas de cooperação entre instituições de segurança pública.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância da integração institucional e do uso de tecnologias para a proteção ambiental. “Os números refletem a importância da ciência, do pacto federativo e da participação das instituições no enfrentamento aos crimes ambientais. O diálogo permanente da Polícia Federal com as forças estaduais, federais e municipais, aliado ao uso de tecnologia e à fiscalização, contribui para ampliar a capacidade de resposta do Estado e proteger a Amazônia e os demais biomas brasileiros”, disse.

- Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou do evento destacando atuação da Polícia Federal na proteção da Amazônia. Foto: Ailton Freitas/Ascom MJSP
Ações da PF em números na Amazônia
Entre 2023 e 2026, a PF instaurou 7.967 inquéritos relacionados a crimes contra o meio ambiente e realizou 695 operações no período. No combate aos incêndios criminosos, foram instaurados 261 inquéritos. As ações buscam identificar responsáveis, reunir provas e desarticular atividades ilegais que ameaçam a floresta e outros ecossistemas brasileiros.
O trabalho inclui investimentos e iniciativas voltados à ampliação da capacidade de investigação. Entre eles estão os recursos do Fundo Amazônia, no valor de R$ 318 milhões, e o Projeto Ouro Alvo, que conta com R$ 49,7 milhões para o combate ao garimpo ilegal. A iniciativa contribui para o enfrentamento de atividades que provocam impactos ambientais, especialmente em áreas sensíveis da Amazônia.
Outra iniciativa é o Centro de Cooperação Policial Internacional na Amazônia (CCPI Amazônia), inaugurado para fortalecer a articulação entre instituições policiais.
Iniciativa interministerial
Para o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, os resultados são fruto do investimento conjunto em ciência e participação social. “É possível avançar de forma consistente na proteção dos nossos biomas. Esse trabalho tem como pilares a ciência, a participação social e o pacto federativo, com universidades, comunidades, estados e municípios contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas ambientais”, enfatizou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, avaliou que o resultado coloca o Brasil em um patamar prioritário no comércio exterior. “Quando falamos em exportações, a questão da sustentabilidade é fundamental. Eu afirmo que esses resultados são um passaporte para os produtos brasileiros alcançarem cada vez mais novos mercados”, avaliou ele, ao acrescentar que o Brasil superou os Estados Unidos (EUA) em números de exportação, sendo considerado o maior exportador de alimentos do mundo.
Durante o evento, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que coordena as ações de desmatamento na Amazônia, afirmou que o trabalho conjunto foi fundamental.
“A redução do desmatamento é resultado de um esforço coletivo, que reúne investimentos, coordenação entre ministérios, participação da sociedade e parcerias com estados e municípios. A continuidade desse trabalho demonstra a articulação entre diferentes setores para alcançar resultados consistentes na proteção da Amazônia e dos demais biomas brasileiros.”
Novos investimentos em tecnologia
As ações de proteção da Amazônia, do Cerrado e dos demais biomas incluem uma nova etapa de aprimoramento dos sistemas do Inpe. A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, anunciou investimento na área tecnológica do Instituto.
“O Brasil é referência internacional no monitoramento do desmatamento, e a qualidade dessas informações é fundamental para orientar políticas públicas e dar credibilidade às iniciativas de proteção ambiental. O investimento de R$ 147 milhões na modernização dos sistemas do Inpe permitirá avançar na detecção de desmatamentos e incêndios, integrando ferramentas e ampliando a capacidade de monitoramento do País”, completou.