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BALANÇO
Assessoria de Assuntos Internacionais consolida o MCom na agenda global de telecomunicações e inclusão digital em 2025
Responsável por assessorar diretamente o ministro das Comunicações e outras autoridades da Pasta em negociações e processos internacionais de interesse do governo brasileiro, a Assessoria de Assuntos Internacionais (Assint) encerra 2025 com avanços expressivos. Ao longo do ano, a área fortaleceu a presença do Ministério das Comunicações na agenda global de telecomunicações, serviços postais, economia digital e inclusão digital.
Além de preparar subsídios para pronunciamentos, conferências, artigos e documentos estratégicos do ministro e dos secretários, a Assint atuou de forma decisiva na articulação com organismos multilaterais, países parceiros e entidades vinculadas. À frente da assessoria, Jeferson Nacif faz um balanço dos principais resultados de 2025 e aponta as perspectivas para o próximo ano.
Como você avalia o desempenho da Assessoria de Assuntos Internacionais ao longo de 2025?
O desempenho foi altamente positivo. A Assessoria contribuiu para consolidar o Ministério das Comunicações como um ator relevante na agenda internacional de telecomunicações, economia digital, serviços postais e inclusão digital. A atuação foi marcada por protagonismo político-diplomático, forte capacidade de coordenação interinstitucional e alinhamento estratégico entre as prioridades domésticas do MCom e os principais debates globais.
Quais foram os principais destaques no relacionamento do Ministério das Comunicações com parceiros e organismos internacionais?
Destaco a liderança brasileira no Grupo de Trabalho de Cooperação em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) do BRICS, a participação ativa no G20 desde 2024, incluindo o apoio à condução do Grupo de Trabalho de Economia Digital, a intensificação da cooperação bilateral e a presença consistente em organismos multilaterais como a União Internacional de Telecomunicações (UIT), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Comissão Interamericana de Telecomunicações (CITEL), a União Postal Universal (UPU) e a União Postal das Américas, Espanha e Portugal (UPAEP).
Quais metas e objetivos previstos para 2025 foram alcançados?
Entre os principais resultados está a coordenação bem-sucedida da presidência brasileira do Grupo de Trabalho de TICs do BRICS, com a realização de quatro reuniões técnicas, um Fórum Digital e a Reunião Ministerial no Palácio do Itamaraty. Também avançamos na celebração de Memorandos de Entendimento estratégicos com países como Japão, China, Marrocos, Uruguai, Arábia Saudita e Índia, envolvendo temas como inclusão digital, desenvolvimento do setor postal, tecnologias de última geração e cooperação em fóruns multilaterais.
Outro destaque foi o fortalecimento da agenda postal internacional, com a preparação da candidatura do Brasil aos Conselhos de Administração e de Operações Postais da UPU e a organização da reunião da UPAEP preparatória para a Conferência da UPU.
Quais foram as principais entregas da assessoria em 2025?
As entregas se concentraram na elaboração de subsídios técnicos e políticos para pronunciamentos ministeriais em fóruns multilaterais como BRICS, G20, UIT, UPU e COP30, além da coordenação e execução de missões internacionais de alto nível, com destaque para agendas na China, França e eventos como o MWC Shanghai.
A negociação, análise e registro de Memorandos de Entendimento internacionais fortaleceram a cooperação em telecomunicações, radiodifusão, serviços postais e tecnologias emergentes. A Assessoria também teve papel central no planejamento e na articulação da agenda internacional do MCom para a COP30, com protagonismo em temas como conectividade sustentável, Green Digital Action, Norte Conectado e Computadores para Inclusão.
De que forma a assessoria contribuiu para fortalecer a articulação internacional do MCom?
A Assint teve papel central ao coordenar posições nacionais em fóruns multilaterais, promover o alinhamento entre as áreas técnicas do Ministério, entidades vinculadas — como Anatel, Telebras e Correios, e parceiros internacionais, além de atuar como ponto focal junto ao Ministério das Relações Exteriores.
Exemplos dessa atuação incluem a liderança brasileira no BRICS ICT Working Group, a coordenação de posições regionais na CITEL e na UPAEP e a articulação da agenda brasileira na UIT, especialmente na preparação e participação do país na Conferência Mundial de Desenvolvimento das Telecomunicações, realizada em Baku, no Azerbaijão. Também se destaca a integração da pauta internacional às políticas domésticas, conectando sustentabilidade digital, conectividade na Amazônia e compromissos climáticos apresentados na COP30.
Quais são as principais metas e prioridades definidas para 2026 em termos de atuação internacional?
Para 2026, as prioridades incluem a consolidação do legado brasileiro no BRICS e o aprofundamento da cooperação Sul-Sul em TICs; o acompanhamento da implementação das decisões da UPU e da UIT, incluindo a participação do Brasil em seus conselhos; e a ampliação da agenda de sustentabilidade digital, com foco em Green Digital Action, data centers verdes, inteligência artificial e conectividade resiliente.
Também estão previstas a intensificação das parcerias na América do Sul, especialmente com países do Programa Amazônia Conectada, além do fortalecimento da cooperação com países do Oriente Médio e da Ásia e com organismos multilaterais e bancos de desenvolvimento. Essas diretrizes reforçam o compromisso do Ministério das Comunicações com uma atuação internacional estratégica, alinhada às prioridades nacionais e aos desafios globais da transformação digital.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: imprensa@mcom.gov.br | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628