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Tartaruga marinha resgatada no RJ é solta após reabilitação
Encontrada em cativeiro irregular, tartaruga marinha pôde voltar à natureza - Foto: Vitória Ferreira/PMP-BS/RJ
Rio de Janeiro/RJ (31/03/2026) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conjunto com o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), promoveu a soltura de uma tartaruga marinha na manhã desta terça-feira (31), em uma praia da Costa Verde do Estado do Rio de Janeiro. O animal passou por processo de reabilitação, após ter sido resgatado em janeiro, em situação de cativeiro irregular, em uma residência de veraneio no município de Angra dos Reis (RJ).
A ocorrência teve início quando um grupo de inquilinos identificou a presença da tartaruga em uma suposta piscina natural no interior do imóvel, alugado por temporada. Inicialmente, eles acreditavam que o animal entrava e saía do local livremente, mas, ao perceberem que ele permanecia preso, acionaram as autoridades ambientais locais.
Uma equipe do PMP instalada na região foi até o local e constatou que a piscina era, na verdade, um antigo tanque de criação de peixes, já desativado, porém conectado à variação da maré. No interior do reservatório, além da tartaruga, havia grande quantidade de organismos marinhos, como águas-vivas e anêmonas-do-mar, animais invertebrados que vivem fixados em rochas ou recifes.
A tartaruga foi retirada com segurança e encaminhada ao Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) de Itacuruçá, em Mangaratiba (RJ), onde passou por avaliação médica veterinária. O laudo técnico apontou sinais de deficiência nutricional compatíveis com animais mantidos em cativeiro sem manejo adequado.
Dessa forma, ficou caracterizada a manutenção irregular de fauna silvestre em cativeiro. A estrutura na qual o animal estava não permitia a livre circulação de espécies de médio porte, indicando que a tartaruga foi inserida no local por ação humana. Relatos de moradores da vizinhança apontam que o animal devia estar no tanque ao menos desde o ano passado.
Após o período de reabilitação, que durou pouco mais de dois meses, o animal apresentou condições de retorno ao ambiente natural. A soltura, realizada em conjunto pelo Ibama e pelo PMP, marca a etapa final do processo de reabilitação.
O Ibama reforça que a captura, a manutenção ou o uso de animais silvestres sem autorização constitui infração ambiental, sujeita a penalidades administrativas e criminais. Destaca-se ainda a importância da colaboração da sociedade por meio de denúncias, fundamentais para coibir práticas ilegais e proteger a biodiversidade brasileira.
Sobre o Projeto de Monitoramento de Praias
O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) é uma exigência estabelecida pelo Ibama para o licenciamento ambiental de atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural executadas pela Petrobras na Bacia de Santos. O projeto, que abrange o litoral entre Laguna (SC) e Saquarema (RJ), auxilia na avaliação da interferência das atividades do setor sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos por meio do monitoramento sistemático do litoral.
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