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Plataforma Recooperar atinge marco de 5 mil áreas de recuperação ambiental acompanhadas pelo Ibama
Equipes do Ibama e do ICMBio vistoriam área em recuperação ambiental no Parque Nacional de Brasília - Foto: Divulgação/Ibama
Brasília/DF (17/06/26) – A Plataforma Recooperar atingiu a marca de 5 mil áreas cadastradas e acompanhadas pelo Ibama em todo o país, o equivalente a 496 mil hectares em processo de recuperação ambiental.
Os registros inseridos na ferramenta resultam de obrigações definidas em processos de fiscalização ambiental e de compensações decorrentes de supressões de vegetação autorizadas no licenciamento ambiental federal, entre outros mecanismos previstos em lei.
O Ibama monitora a recuperação ambiental há muitos anos, por meio da análise de documentos técnicos, vistorias de campo e análise por sensoriamento remoto. Com a implementação da Recooperar, essas informações passaram a ser consolidadas em uma base nacional estruturada, ampliando a capacidade de organização, gestão, rastreabilidade e transparência dos dados relacionados às áreas em recuperação ambiental acompanhadas pela instituição.
Esse avanço reflete o esforço do instituto em promover a restituição de ambientes degradados ou alterados pelo homem, seja pela regeneração natural em áreas embargadas, seja pela execução de projetos de restauração ativa em diferentes regiões do país. O bioma que registra mais hectares cadastrados é a Amazônia, com mais de 310 mil ha acompanhados desde 2019. Em número de áreas, a Mata Atlântica lidera, com cerca de 2.293 em acompanhamento, aproximadamente 45% do total.
A recuperação ou recomposição da vegetação nativa tem sido uma importante ferramenta para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, reduzir as perdas de biodiversidade e combater os efeitos dos processos de desertificação observados nas regiões semiáridas do país. Assim, como parte das estratégias previstas no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) 2025-2028, a Recooperar tem contribuído para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil junto às convenções-quadro da Organização das Nações Unidas (ONU).
A previsão é que, até 2027, a Recooperar passe a incorporar também áreas a serem recuperadas em terras indígenas e unidades de conservação federais, bem como resultados do projeto MonitoRAD. Conduzido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama, o MonitoRAD promove anualmente o monitoramento geoespacial de mais de 1 milhão de hectares de áreas embargadas e plantios compensatórios.
“A integração dessas iniciativas tende a consolidar ainda mais o papel do Ibama como instituição que promove a recuperação ambiental no país”, disse o coordenador-geral de Projetos de Recuperação Ambiental do Ibama, Renê Oliveira.
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