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Onça-pintada em reabilitação vai para santuário da espécie em Goiás
Onça-pintada em reabilitação no Cetas Brasília, do Ibama - Foto: Paula Rafiza - Ibama
Brasília/DF (13/03/26) – Após 14 meses em reabilitação, uma onça-pintada resgatada em Roraima foi transferida, nessa quinta-feira (12), do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília (DF) para um mantenedouro de felinos, popularmente conhecido como “santuário”, em Goiás. O objetivo é dar continuidade à reabilitação iniciada na Rede Cetas, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em um espaço maior e com mais recursos específicos para a espécie.
A onça-pintada foi resgatada por policiais ambientais em uma chácara no município de Caroebe, na região sul de Roraima, em janeiro de 2025. Na época, ela tinha pouco mais de um mês de vida e foi encontrada desidratada e ferida, com lesões, escoriações e fungos pelo corpo. No Cetas de Boa Vista (RR), o animal passou por exames, incluindo coleta de sangue, radiografias e análise de parasitas, e tratamentos. Já recuperada, ela foi transferida em abril para o Cetas Brasília, que possui recintos estruturados para grandes felinos e equipe especializada.
Atualmente, o animal encontra-se em excelentes condições de saúde, com peso e força adequados para a sua idade. De acordo com o chefe do Cetas de Brasília, Júlio César Montanha, está sendo aplicado um protocolo inédito de reabilitação para essa espécie. “É a primeira vez que a gente aplica esse programa em um filhote de onça-pintada”, declara.
Segundo ele, a onça tem apresentado comportamento selvagem, com grandes chances de soltura posterior na natureza. Até lá, ela continuará em processo de reabilitação no Instituto Nex, em Corumbá de Goiás (GO), a 80 quilômetros da capital federal.
Reabilitação especializada
O processo de reabilitação conduzido na Rede Cetas é iniciado com um período de quarentena, no qual o animal fica em observação nos aspectos clínico e comportamental. Em seguida, começam as atividades de enriquecimento ambiental, para que o animal seja estimulado a se movimentar com o uso de seus instintos, para um desenvolvimento físico profícuo.
“Hoje, a onça está bem maior e mais pesada, com cerca de 40 quilos. Com comportamento selvagem, ela já caça presas. Ela também evita o contato humano, o que está dentro do esperado”, relata o chefe do Cetas de Brasília.
Com a mudança para o Instituto Nex, ela entra em uma nova fase da reabilitação, em um recinto maior e mais isolado, dentro da mata. A previsão é que ela fique por lá de seis a oito meses. “Esse isolamento é importante porque a presença humana acaba afetando o processo”, explica Júlio.
Segundo ele, com essa migração para um ambiente mais amplo, será possível avaliar com profundidade os comportamentos naturais que o animal ainda precisa desenvolver, para que possa ter a autonomia necessária para uma futura soltura em seu habitat, no bioma amazônico.
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