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Manutenção ilegal de animais silvestres resulta em destinação e resgate de primata em MS
Manutenção ilegal de fauna silvestre resulta em destinação de animais em Mato Grosso do Sul - Foto: Ibama/MS
Campo Grande/MS (24/03/2026) - A atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) garantiu a destinação adequada de animais silvestres mantidos ilegalmente em uma propriedade rural no município de Cassilândia (MS), em um caso que teve desfecho recente após tramitação judicial.
O Instituto acompanhou o processo e foi responsável pelas medidas relacionadas à destinação da fauna, incluindo o resgate de um macaco-prego autorizado pela Justiça para retorno ao ambiente natural.
O caso teve início em 2021, quando a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul identificou, durante fiscalização, a existência de um espaço irregular que funcionava como um “mini zoológico”. No local, foram encontrados 29 animais silvestres mantidos sem autorização, entre aves, quelônios e um casal de primatas.
A partir da constatação das irregularidades, o Ibama passou a atuar no caso, adotando as medidas administrativas cabíveis e acompanhando a destinação dos animais, conforme previsto na legislação ambiental. Durante as ações, foram verificadas condições inadequadas de cativeiro e ausência de documentação legal dos espécimes, resultando na autuação do responsável.
Com o andamento do processo, a Justiça Federal determinou, em decisão definitiva proferida neste mês, a devolução dos macacos-prego à natureza, reforçando a prioridade da reintegração de animais silvestres ao seu habitat sempre que possível.
Para cumprimento da decisão, equipe do Ibama se deslocou até a propriedade para realizar o resgate. No entanto, ao chegar ao local, os agentes foram informados de que a fêmea, chamada Catarina, havia morrido antes da execução da medida.
O macho, conhecido como Chiquinho, foi recolhido e encaminhado a um centro de reabilitação de fauna silvestre, onde passará por avaliação clínica e comportamental. Após esse processo, o animal poderá ser reintroduzido na natureza, de acordo com critérios técnicos.
Os demais animais envolvidos na ocorrência já haviam recebido destinação adequada ao longo do processo, incluindo soltura ou encaminhamento a instituições autorizadas.
Assessoria de Comunicação do Ibama
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