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Ibama reforça preparação para temporada de incêndios e amplia estrutura com novas bases móveis
Ministra Marina Silva em coletiva de imprensa sobre ações para o combate aos incêndios florestais em 2026 - Foto: Paula Rafiza/Ascom/Ibama
Brasília/DF (04/03/2026) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) intensifica o planejamento para o enfrentamento aos incêndios florestais em 2026 com reforço de brigadas, ampliação da infraestrutura operacional e incorporação de novas bases móveis que fortalecerão a atuação em emergências de risco de incêndios florestais no país.
Durante coletiva de imprensa, realizada no prédio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), em Brasília, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou o planejamento nacional de prevenção e combate ao fogo. A ministra Marina Silva destacou que as ações são resultado de um processo estruturado desde 2023, após um cenário crítico de incêndios. Em 2025 o país registrou redução de 39% nos focos de calor, com quedas expressivas na Amazônia e no Pantanal, de acordo com registros do ministério.

- Presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, apresenta dados da redução dos incêndios nos biomas brasileiro - Foto: Paula Rafiza/Ascom/Ibama
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, ressaltou que a publicação da portaria de emergência ambiental é instrumento essencial para a contratação de brigadistas e para o estabelecimento dos períodos críticos em cada região. O documento é elaborado com base em critérios científicos, considerando déficit hídrico, histórico de temperaturas elevadas, previsões climáticas e características das mesorregiões brasileiras.
Para 2026, a atuação no combate aos incêndios florestais contará com 131 brigadas do Ibama e 115 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), totalizando 246 brigadas e 4.660 brigadistas, um aumento de 25% em relação a 2024. Parte significativa das equipes é formada por indígenas e quilombolas, que contribuem com conhecimento territorial estratégico para as ações em campo.
Para o combate aos incêndios deste ano, Ibama e ICMBio contam com 18 helicópteros, 12 aviões para lançamento de água, dois aviões de transporte, 973 caminhonetes operacionais, 408 veículos especializados e 89 embarcações.
Durante a coletiva, o secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, apresentou a média do combate às áreas queimadas nos biomas brasieliros nos últimos oito anos. O Pantanal teve redução de 91% de área queimada. Como mostra a tabela abaixo.
De acordo com o presidente do Ibama, a partir de junho deste ano, deve começar a transição do fenômeno El Niño, o que irá, provavelmente, acentuar a seca e os incêndios no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Novas bases móveis do Ibama ampliam capacidade de resposta

- Ibama apresenta os novos caminhões que funcionarão como sala de situação em operações do instituto - Foto: Paula Rafiza/Ascom/Ibama
Antes de dar início à coletiva, a ministra Marina Silva conheceu os novos veículos incorporados pelo Ibama para dar suporte às operações de fiscalização e de combate aos incêndios. Os caminhões, modelo Volvo FMX MAX 6x6, foram configurados como bases móveis autossuficientes para atuação em áreas remotas e de difícil acesso.
Ao todo, nove caminhões especializados foram organizados em três comboios operacionais, cada um composto por unidades de alojamento, apoio com cozinha e refeitório e sala de situação para planejamento e coordenação das ações. Seis veículos já foram entregues ao Instituto e três estão em fase final de fabricação.
As bases móveis permitem que a estrutura de trabalho seja instalada diretamente no local da operação, ampliando a presença institucional e a permanência das equipes em regiões sem infraestrutura. Cada unidade possui autonomia de energia, água e comunicação via satélite.
Além disso, os comboios podem transportar minitrator utilizados na abertura de aceiros e linhas de contenção, bem como equipamentos como sopradores, motosserras, motobombas e kits completos de ferramentas.
Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, a incorporação das bases móveis consolida um novo padrão logístico para a fiscalização ambiental federal. “A estrutura integrada de mobilização e permanência em campo amplia a eficiência das operações e garante maior autonomia às equipes, especialmente em áreas remotas, fortalecendo a capacidade de resposta do Ibama diante de infrações e emergências ambientais”, afirmou.
A modernização amplia a autonomia logística das equipes do Ibama e consolida um novo padrão operacional para a fiscalização ambiental federal, fortalecendo a capacidade de resposta do Instituto em todo o território nacional.
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