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Ibama e Conaf formalizam agenda conjunta para prevenção de incêndios florestais
Prevfogo visita sede da Conaf, no Chile, para conhecer instalações e como funciona o monitoramento feito - Foto: Divulgação/Ibama
Brasília/DF (24/02/26) — O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Corporação Nacional Florestal (Conaf) do Chile formalizaram, em dezembro de 2025, um Memorando de Entendimento (MdE) voltado à cooperação em prevenção, preparação e gestão de incêndios florestais. A iniciativa estabelece um marco de apoio recíproco para o fortalecimento das capacidades técnicas, operacionais e institucionais dos dois órgãos.
Os incêndios florestais representam uma ameaça crescente aos ecossistemas, à biodiversidade, à saúde humana e à vida em geral na América Latina, cenário intensificado pelos efeitos das mudanças climáticas e pela ação humana. Nesse contexto, a cooperação internacional entre instituições ambientais é apresentada como instrumento estratégico para ampliar a prevenção, a padronização terminológica e de procedimentos, bem como o fortalecimento das capacidades institucionais diante de eventos extremos.
O MdE prevê cooperação em diferentes frentes, incluindo o intercâmbio de informações e experiências por meio de visitas técnicas, estágios, seminários e simpósios; o compartilhamento de documentação científica, técnica e educativa; a capacitação e formação técnica; o intercâmbio de técnicos e especialistas com permanência de curta ou longa duração; o desenvolvimento conjunto de programas e projetos; e o apoio técnico mediante solicitação entre as instituições.
As ações conjuntas estarão voltadas ao aprimoramento da atuação em prevenção, mitigação, monitoramento, pesquisa aplicada e logística. A cooperação também contempla o compartilhamento de conhecimentos e tecnologias, conforme as legislações nacionais de cada país.
Segundo o diretor executivo da Conaf, Rodrigo Illesca Rojas, o convênio “oferece várias vantagens para o nosso país. Por exemplo, padroniza os mecanismos de resposta diante de possíveis apoios de brigadistas ou de outros recursos quando enfrentarmos incêndios de grande magnitude. Além disso, estabelece protocolos claros para o intercâmbio de recursos técnicos e humanos e fortalece o combate aos incêndios por meio do aprendizado das táticas desenvolvidas no Brasil”.
Por sua vez, o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, afirmou que “essa aliança fortalece a cooperação já existente entre o Ibama e a Conaf diante dos desafios ambientais intensificados pelas mudanças climáticas e pelos grandes incêndios florestais enfrentados por ambos os países. O acordo constitui um marco institucional para o intercâmbio de conhecimentos técnicos, o desenvolvimento de capacidades e a construção de estratégias conjuntas voltadas à prevenção de incêndios florestais”.
A parceria entre o Ibama e a Conaf foi formalizada recentemente, mas a cooperação entre as instituições já ocorre há alguns anos por vias diplomáticas e técnicas. Em 2017, o Ibama enviou servidores ao Chile para apoiar a gestão dos incêndios florestais que atingiam o país naquele período, reforçando a colaboração bilateral em contextos de emergência. Além disso, ambas as instituições integram o Grupo de Especialistas em Incêndios Florestais da América Latina e do Caribe (GEFF-LAC), espaço regional de articulação técnica voltado ao intercâmbio de experiências, ao fortalecimento de capacidades e à promoção de padronização entre os países. O histórico conjunto evidencia um estágio consolidado de cooperação técnica.
A implementação da cooperação será organizada por meio de um plano de trabalho bienal conjunto, que definirá temas prioritários, modalidades de execução e necessidades de financiamento, de comum acordo entre as instituições. A coordenação das ações ficará a cargo das áreas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais em cada órgão.
O memorando estabelece ainda que as atividades previstas estarão condicionadas à disponibilidade orçamentária das partes e poderão envolver, de comum acordo, a participação de outras instituições. O instrumento tem natureza de cooperação institucional e não cria obrigações jurídicas internacionais.
A iniciativa reforça o compromisso de fortalecimento de redes internacionais de cooperação voltadas à preparação e à coordenação técnica em gestão de incêndios florestais na região.
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