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Ibama coleta amostras de óleo no litoral da Bahia e Sergipe para identificar origem do material
Servidor do Ibama coleta amostras - Foto: Douglas Paschoaleti
Salvador/BA (05/03/2026) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, entre 22 e 28 de fevereiro, operação de monitoramento e coleta de resíduos oleosos ao longo de aproximadamente 200 quilômetros do litoral nordestino, na divisa entre Bahia e Sergipe. Ao todo, foram registradas 176 ocorrências com indícios de óleo, das quais 49 amostras foram selecionadas para análise laboratorial.
A ação foi conduzida por equipes do Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac) e das Equipes Técnicas de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais da Bahia e de Sergipe (Nupaem-BA e Nupaem-SE) do Ibama, com apoio da Marinha do Brasil, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Fundação Projeto Tamar e do Instituto Mamíferos Aquáticos.
Os fragmentos coletados serão encaminhados para laboratórios da Marinha, incluindo o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), e para o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é identificar se o material é remanescente do grande derramamento registrado em 2019 (link abaixo) ou se pode estar associado a novos episódios, como vazamentos em plataformas marítimas ou descartes irregulares por embarcações.
A operação foi motivada pelo aumento significativo de registros de resíduos oleosos desde outubro de 2025. Dados do Projeto de Monitoramento de Praias, executado pela Petrobras como condicionante do licenciamento ambiental offshore do Ibama, indicam que entre 2020 e 2023 eram registradas até 50 ocorrências anuais. Em 2024 e 2025, o número ultrapassou 200 registros por ano.
Durante a ação, as equipes percorreram a pé praias, ilhotas e bancos de areia considerados mais suscetíveis ao acúmulo de resíduos. Cada ocorrência foi fotografada, georreferenciada e submetida a coleta criteriosa, com acondicionamento em embalagens de alumínio, sem contato com plástico ou derivados de petróleo, para evitar contaminação.
Além das amostras com valor analítico, foram recolhidos aproximadamente 50 quilos de resíduos, que terão destinação ambientalmente adequada por empresa do setor petrolífero na Bahia.
Os trabalhos abrangeram trechos do litoral norte da Bahia, como Barra do Itariri e Siribinha (Conde), Costa Azul, Coqueiro e Mangue Seco (Jandaíra), além de áreas em Sergipe, como Ilha da Sogra (Itaporanga d’Ajuda), Abaís e Caueira (São Cristóvão), Ilha dos Namorados (Aracaju), Barra dos Coqueiros e Pirambu. As regiões concentram atividades de exploração e produção de petróleo, tanto em águas rasas quanto profundas.
O Ibama destacou a importância da cooperação interinstitucional e agradeceu aos parceiros e laboratórios envolvidos nas análises, fundamentais para esclarecer a origem do material e subsidiar eventuais medidas de responsabilização.
Saiba mais sobre o vazamento de 2019:
Assessoria de Comunicação Social do Ibama
imprensa@ibama.gov.br
61 3316-1015

