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COP15, realizada este mês em Campo Grande, conta com Ibama na delegação brasileira
Equipes da Sede e das Superintendências do Ibama em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul durante COP15, em Campo Grande - Foto: divulgação/Ibama
Campo Grande/MS (30/03/2026) – A 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), que ocorreu em Campo Grande entre 23 e 29 de março deste ano, contou com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na delegação brasileira, representado por servidores da Diretoria de Biodiversidade e Florestas (DBFlo), na sede em Brasília (DF), e por servidores das Superintendências do Ibama em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul.
O evento reuniu especialistas, representantes de governos, cientistas e organizações da sociedade civil para estabelecerem acordos sobre a conservação das espécies que atravessam fronteiras internacionais. A equipe técnica da DBFlo apresentou arcabouço técnico-científico que orientou as discussões.
Para Lívia Karina, diretora da DBFlo, a presença do Ibama na COP15 foi importante para a discussão científica com os países parceiros e ampliação da rede de colaboração para a conservação das espécies migratórias. “A equipe esteve presente para fortalecer a cooperação internacional para fins de proteção das espécies”, enfatiza.
Entre as espécies migratórias, as aves estão entre as principais que realizam movimentos sazonais. “Existem mais de 200 espécies que se reproduzem fora do Brasil e visitam todos os anos nosso território. Essa é uma oportunidade única para o Brasil, e o Ibama trouxe propostas e foi representado por uma delegação de pessoas que trabalham diariamente com assuntos ligados à conservação”, afirma Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama.
O que é a COP?
A Conferência das Partes (COP) é a principal instância decisória da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) em que 133 países se reúnem, a cada três anos, para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias.
É nesse espaço que as nações participantes decidem o orçamento da CMS, aprovam planos de ação, atualizam as listas de espécies protegidas e adotam resoluções que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.
O que foi decidido na COP15?
A conferência teve 40 espécies, subespécies e populações incluídas ou reclassificadas nos Apêndices I e II – listas que reúnem, respectivamente, espécies migratórias ameaçadas de extinção e espécies migratórias que demandam cooperação internacional para sua conservação. Das 40, 16 ocorrem no Brasil.
Confira os resultados liderados e coliderados pelo Brasil na COP15:
Apêndice I
- Inclusão do maçarico-de-bico-torto (Numenius phaeopus hudsonicus)
- Inclusão do maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica)
- Inclusão de petréis/grazinas (Pterodroma, Pseudobulweria) (também no Apêndice II)
Apêndice II
- Inclusão do surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans)
- Inclusão do cação-cola-fina (Mustelus schmitti)
- Inclusão do caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis)
- Inclusão de petréis/grazinas (Pterodroma, Pseudobulweria) (também no Apêndice I)
Ações Concertadas
Mamíferos aquáticos
- Relatório e renovação da ação concertada para a toninha ou franciscana (Pontoporia blainvillei)
- Ação concertada para o boto-de-Lahille (Tursiops truncatus gephyreus)
Tubarões e raias
- Ação concertada para o tubarão-mangona (Carcharias taurus)
- Ação concertada do tubarão-peregrino (Cetorhinus maximus)
- Ação concertada para as raias-manta e raias-diabo (Mobulidae)
Ao todo, a convenção reuniu mais de 2.400 participantes. O Brasil segue na presidência da conferência pelos próximos três anos e, a partir de agora, vai atuar na implementação das propostas aprovadas até a realização da próxima edição.
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