Ética e paz, indispensáveis para construir um mundo melhor
Vivemos tempos nos quais a paz, tão almejada, esbarra em conflitos de grande magnitude e em feridas históricas profundas. O recente acordo de paz em Gaza, embora ainda frágil e sujeito a desafios, representa uma esperança concreta de que o diálogo, a diplomacia e o respeito aos direitos humanos podem triunfar sobre a violência e a destruição. Esse momento nos convida a refletir: para que a paz se sustente, faz-se necessária uma cultura ética efetiva, interiorizada e capaz de orientar atitudes, decisões e políticas.
A ética, em seu cerne, nos impele a ir além da mera legalidade ou conveniência: exige que escolhamos — sempre — o correto em face do incorreto, o honesto frente ao desonesto. No serviço público, esse compromisso ganha relevo especial. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto 1.171/94) estabelece que dignidade, decoro, zelo, eficácia e consciência de princípios morais devem orientar a conduta funcional.
Ao olharmos para a cena internacional, percebemos que a paz só floresce onde a ética é cultivada. Nelson Mandela, ao conduzir a transição democrática na África do Sul, após décadas de segregação e violência, demonstrou que a verdadeira paz nasce do perdão, da justiça e da capacidade de colocar o bem comum acima de ressentimentos individuais. Sua trajetória nos ensina que ética e paz são irmãs inseparáveis: uma alimenta a outra, ambas sustentam a convivência humana.
A ética, quando vivida de forma autêntica, é força transformadora — tanto nas relações pessoais quanto nas instituições. E a paz, quando guiada por valores éticos, torna-se mais do que a ausência de conflito: converte-se em presença ativa de respeito, empatia e solidariedade.
Que o acordo em Gaza nos inspire a acreditar que, mesmo diante da adversidade, o diálogo é sempre o caminho possível. Que o exemplo de Nelson Mandela nos recorde que a paz verdadeira se constrói com coragem moral e compromisso com o outro. E que cada servidor público encontre, em sua rotina de trabalho, a oportunidade de semear esses valores no dia a dia, fazendo da ética e da paz não apenas ideais, mas práticas vivas de transformação coletiva.
Conte com a Comissão de Ética da CVM nessa jornada cotidiana em busca de um serviço público em que a ética e a paz caminhem lado a lado, orientando decisões, fortalecendo relações e promovendo um ambiente institucional mais justo, humano e comprometido com o bem comum.

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Texto adaptado do Boletim Informativo da CEP nº 87 – Outubro de 2025