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ADEUS
Nota de pesar: Juarez Machado
Foto: Reprodução
O Ministério da Cultura (MinC) lamenta a morte do artista Juarez Machado, aos 85 anos, nesta terça-feira (6), no interior do Rio de Janeiro. Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, caricaturista, cenógrafo e mímico, o catarinense construiu uma carreira de mais de seis décadas, transitando entre diferentes linguagens e levando sua produção artística a públicos no Brasil e no exterior.
Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville (SC), Juarez demonstrou interesse pelas artes ainda jovem. No início da década de 1960, mudou-se para Curitiba, onde estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Em 1966, seguiu para o Rio de Janeiro, cidade onde viveu por cerca de duas décadas e ampliou sua atuação como desenhista, ilustrador, cartunista e cenógrafo.
Foi também no Rio que seu trabalho chegou a um público ainda maior. Na década de 1970, Juarez ganhou projeção nacional na televisão ao unir desenho e mímica. Sem dizer uma palavra, interagia com os próprios traços e transformava o ato de desenhar em cena, aproximando as artes visuais do humor e da linguagem televisiva.
A partir do fim daquela década, passou a se dedicar especialmente à pintura. Em 1986, estabeleceu-se em Paris, onde manteve ateliê no bairro de Montmartre e consolidou sua presença no circuito internacional. Ao longo dos anos, suas obras foram apresentadas em exposições no Brasil e em diferentes países, reunindo pinturas, desenhos, esculturas, gravuras e outras formas de expressão.
Mesmo com a carreira internacional, Juarez manteve uma relação próxima com Joinville. Em 2014, foi inaugurado na cidade o Instituto Internacional Juarez Machado, concebido pelo próprio artista como espaço de difusão das artes. Instalado no terreno onde viveu sua família, o Instituto preserva e apresenta parte de sua produção e também recebe exposições, atividades educativas e outras manifestações culturais.
Sua obra permanece ligada às muitas linguagens que experimentou ao longo da vida e a uma forma particular de observar o cotidiano, combinando imaginação, movimento e humor. Entre Joinville, Rio de Janeiro e Paris, Juarez Machado construiu uma produção que ultrapassou fronteiras e passou a integrar a história das artes visuais brasileiras.
O Ministério da Cultura manifesta solidariedade aos familiares, amigos, artistas, admiradores e a toda a comunidade cultural neste momento de despedida.