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ADEUS
Nota de pesar: Aracy Amaral
Foto: Divulgação André Seiti/ Itaú Cultural
O Ministério da Cultura (MinC) manifesta pesar pela morte da crítica de arte, curadora, arquiteta, jornalista e historiadora Aracy Amaral, nesta terça-feira (15), aos 96 anos, em São Paulo. Ela foi uma das principais estudiosas do modernismo brasileiro e era considerada a maior especialista na obra de Tarsila do Amaral.
Nascida em 1930, na capital paulista, Aracy dedicou décadas à pesquisa sobre a artista modernista, de quem era sobrinha-neta, exercendo papel importante na preservação de sua produção artística.
Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ela fez mestrado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo com um trabalho sobre o modernismo: As Artes Plásticas na Semana de 22.
Por sua vez, o doutorado na Escola de Comunicação da instituição deu origem ao livro Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, uma de suas obras mais importantes. Aracy também realizou o primeiro levantamento sistemático da obra da pintora. Tempos depois, a historiadora supervisionou a criação do catálogo raisonée da modernista, que se tornou uma importante referência para os estudos sobre a artista plástica.
Entre seus livros mais célebres estão ainda Arte e Sociedade no Brasil (2005), Arte Para Quê? A Preocupação Social na Arte Brasileira (2003), A Hispanidade em São Paulo (1981) e Blaise Cendrars no Brasil e os Modernistas (1970).
Ela também atuou como professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/ USP), contribuindo para a formação de gerações de artistas e pesquisadores.
Na área da museologia, Aracy assumiu a direção técnica da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1975 e 1979. Em 1982, exerceu o mesmo cargo no Museu de Arte Contemporânea, o MAC USP.
Sua trajetória como curadora começou em 1961, quando integrou o júri da 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, realizada na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Ao longo da carreira, esteve à frente de importantes exposições dedicadas à arte moderna e contemporânea brasileira.
Entre suas exposições de destaques estão Tarsila – 50 Anos de Pintura (1969) e Alfredo Volpi: Pinturas 1914-1972 (1972), ambas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ); ExpoProjeção 73 (1973); e Ismael Nery – 50 Anos Depois (1984), no MAC-USP. Também realizou curadorias dedicadas a artistas como Alfredo Volpi e Mário de Andrade.
Como jornalista e pesquisadora colaborou com diversos jornais paulistanos e chegou a apresentar um programa diário sobre artes plásticas no rádio.
O MinC se solidariza com os familiares de Aracy Amaral e destaca a relevância da historiadora e crítica de arte para a cultura brasileira.