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MinC destaca importância de Festival de Brasília para Cultura Nacional durante abertura de mostra
Foto: Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Teve início na última sexta-feira (11) o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na última sexta-feira (11). O Festival de Brasília tem o apoio do Governo Federal por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras. O Ministério da Cultura (MinC) foi representado pela secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga. Em sua fala durante a abertura do evento, a dirigente ressaltou a importância do festival para a cultura nacional.
O Festival segue até sábado (19) e tem programação no Cine Brasília e em Taguatinga, Ceilândia, Planaltina e Samambaia, além de oficinas e rodadas de negócios.
Homenagens
A homenageada desta edição com o troféu Candango de Conjunto da Obra é a atriz Julia Lemmertz. Ela também ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival em 1986, com o filme A Cor do Seu Destino, dirigido por Jorge Durán.
Além da atriz, a Medalha Paulo Emílio Salles Gomes, que reconhece trajetórias profissionais significativas do audiovisual no Brasil, foi concedida a Fernanda Coelho, profissional que tem mais de 40 anos de trabalho na área da preservação audiovisual, dos quais 36 deles exercidos como parte do corpo técnico da Cinemateca Brasileira. Ela é membro-fundadora da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), além de professora na área de Museologia, e uma das principais referências na sua especialidade no país.
O reconhecimento é concedido pela ABPA, Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE).
Já o Prêmio Leila Diniz, que celebra trajetórias profissionais significativas de mulheres que atuam em distintas funções na realização cinematográfica no Brasil, é entregue à cineasta paulista Tata Amaral. Este ano completam 30 anos da exibição no Festival de Brasília do longa de estreia na direção, Um Céu de Estrelas, pelo qual Tata ganhou o Candango de Melhor Direção, prêmio que também ganhou em 1991 pelo curta Viver a Vida.
Abertura e Encerramento
A cerimônia teve a exibição de abertura do longa-metragem A Pele Morta (2026), dos irmãos Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, e do curta Brasília: Planejamento Urbano, de 1964, de Fernando Cony Campos.
A Pele Morta é um road movie que começa no Mato Grosso do Sul e segue por estradas até o Paraguai. A história acompanha a relação entre um caminhoneiro uruguaio (Cesar Troncoso) e um jovem de origem indígena (Luan Iturve), que trabalha como ajudante dele ao longo da viagem. O longa é dirigido pela dupla de irmãos, após o falecimento do pai, o cineasta Geraldo Moraes, referência do cinema do DF. Ele realizaria o projeto, mas faleceu antes do início das gravações.
O filme de encerramento será O Verão da Lata (2026), de Santiago Dellape, uma comédia policial que conta quando, em 1987, cerca de 15 mil latas de maconha lançadas ao mar de um navio procurado pelas autoridades por 11 dias. A tripulação deixou o Brasil pelo Aeroporto do Galeão. O filme é estrelado por Samantha Schmütz e Babu Santana.