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Estratégias para Conservação de Espécies e Habitats

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Publicado em 27/03/2026 11h02 Atualizado em 01/04/2026 13h31

OBJETIVO ESTRATÉGICO: Promover a conservação e o manejo de espécies com base em iniciativas que prezem os diversos usos sustentáveis da biodiversidade nacional

Indicador Estratégico: Número de espécies avaliadas no período 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

1.500 

2.078 

 

A Avaliação do Risco de Extinção das Espécies da Fauna Brasileira, é o processo técnico-científico que subsidia a atualização da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), além de apoiar diversas outras Políticas Públicas voltadas à conservação. Este processo é conduzido pela Coordenação de Avaliação do Risco de Extinção de Espécies da Fauna – COFAU e executado pelos Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação (CNPC) do ICMBio. Dispomos ainda do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade - SALVE, desenvolvido pelo ICMBio, cujos objetivos centrais são: organizar as informações da fauna avaliada, controlar e monitorar a execução do processo e apoiar a divulgação de dados e informações sobre a nossa fauna para a sociedade brasileira. 

Neste contexto, 2025 foi um ano bastante profícuo para a avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, com diversos avanços conquistados pelo ICMBio, dos quais destaca-se:  

  • A avaliação de mais de 2.000 espécies da fauna brasileira. A meta inicialmente estipulada foi superada, dentre outros fatores, pela ampliação da dotação de recursos orçamentários destinados à Coordenação Geral de Estratégias de Conservação - CGCON/DIBIO ao longo de 2025. Com isso, foi possível realizar 16 oficinas de avaliação, as quais contaram com a participação de 400 especialistas nos grupos avaliados: invertebrados terrestres e aquáticos, anfíbios, peixes continentais, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. 

  • Validação dos resultados de 2.824 avaliações realizadas em 2024 e 2025, por meio de duas oficinas de validação; 

  • Esses resultados possibilitaram o envio de proposta de atualização da Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção ao MMA. Nessa proposta foram apresentadas 1.280 espécies em categorias de risco de extinção (Vulnerável - VU; Em Perigo – EN ou Criticamente em Perigo - CR), além de outras 10 espécies em categorias de extinção (Regionalmente Extinta - RE; Extinta na Natureza - EW ou Extinta - EX). Esse novo conjunto de dados propôs a inclusão de 282 novas espécies na Lista Oficial e a exclusão de outras 255 espécies, que já poderiam sair da lista de espécies ameaçadas frente à conquista de novas informações e/ou do sucesso dos esforços de conservação em torno delas; 

  • Alcance de 14.000 fichas divulgadas na interface pública do Sistema SALVE, disponíveis em https://salve.icmbio.gov.br/. Esse número foi atingido por meio da publicação de mais de 4.700 fichas de espécies ao longo de 2025; 

  • Crescente reconhecimento e incremento do apoio internacional, frente ao fortalecimento da parceria com a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN). Esse reconhecimento se manifestou na importante participação do ICMBio no Congresso Internacional da IUCN, ocorrido em outubro de 2025 e na realização de avaliações conjuntas entre o ICMBio e diferentes grupos de especialistas para aproximação das avaliações globais e brasileiras; 

  • Publicação de análises comparativas do estado de conservação da fauna brasileira após dois ciclos de avaliação (2009-2014 e 2015-2023). Esse documento apresenta análises sobre tendências e fluxos de categorias entre ciclos, identifica principais ameaças à fauna brasileira e aponta algumas estratégias de conservação, como presença em Unidades de Conservação e Planos de Ação Nacional - PANs (Figura 1). 

Figura 1. documento elaborado “Panorama do Estado de Conservação da Fauna Brasileira - Análises a partir de dois ciclos de avaliação do risco de extinção”.
Figura 1. documento elaborado “Panorama do Estado de Conservação da Fauna Brasileira - Análises a partir de dois ciclos de avaliação do risco de extinção”.

Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção – PANs 

Indicador Estratégico: Percentual de espécies da fauna ameaçadas de extinção com Planos de Ação Nacional – PAN 

Meta 2025 

Previsto 

Realizado 

81% 

82% 

*Considerando as 1254 espécies da fauna ameaçadas de extinção, conforme Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022, e MMA Nº 354, de janeiro de 2023. 

 

Contextualização e cenário atual dos Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - PANs 

Os Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PANs) constituem instrumentos estratégicos de gestão e formulação de políticas públicas voltados à reversão ou redução do risco de extinção de espécies da fauna brasileira. Elaborados de forma participativa e pactuada com a sociedade, os PANs identificam ameaças prioritárias e definem objetivos, ações e responsabilidades para a conservação das espécies e de seus habitats. Atualmente, das 1.254 espécies da fauna ameaçadas de extinção constantes na Lista Nacional (Portaria MMA N° 148/2022), 1.031 espécies (82,2%) encontram-se contempladas em 41 PANs, superando a meta estabelecida para 2025. 

Destaca-se que, atualmente, 11 dos 14 Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação (CNPCs) coordenam os PANs e constituem pilares estratégicos para a conservação da biodiversidade, atuando de forma integrada na produção de conhecimento científico, na gestão ambiental e na articulação intra e interinstitucional. 

Em 2025, foram publicados doze novos ciclos de PAN (Albatrozes e Petréis - 4º ciclo, Aves dos Campos Sulinos - 3º ciclo, Canídeos - 2º ciclo, CERPAM- 2º ciclo, Corais - 2º ciclo, Grandes Felinos - 2º ciclo, Iguaçu - 2º ciclo, Primatas Amazônicos - 2º ciclo, Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-Coleira - 2° ciclo, Primatas do Nordeste - 3º ciclo, Sauim-de-coleira - 3º ciclo, Tubarões 

- 2º ciclo). Adicionalmente, foram realizadas 42 oficinas presenciais e virtuais, voltadas à elaboração, implementação e monitoramento dos PANs de fauna, fortalecendo o alinhamento técnico, o engajamento dos atores envolvidos e o alcance dos resultados observados no período. A rede de parceiros associada aos PANs reúne mais de 400 instituições, refletindo o caráter colaborativo e descentralizado da estratégia brasileira de conservação de espécies ameaçadas. 

Em 2025, a Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade - DIBIO realizou chamada interna com o objetivo, entre outros, de promover a implementação de ações dos PANs, onde a COPAN avaliou e aprovou 102 propostas de projetos dos Centros Nacionais de Pesquisa e de Unidades de Conservação do Instituto, das quais 76 foram implementadas parcial ou integralmente, totalizando investimentos superiores a R$ 2,5 milhões. Esse esforço foi potencializado pelo apoio de iniciativas externas como GEF-Terrestre, GEF Pró-Espécies e GEF- Mar, que permitiram ampliar o alcance territorial e temático das ações garantindo intervenções em múltiplos biomas e contextos ecológicos (terrestres, dulcícolas e costeiro-marinhos) e assegurando representatividade nacional no atendimento às diferentes regiões. 

Destaca-se, ainda, a elaboração e implementação, em 2025, do Projeto Emergências do Rio Grande do Sul, que promove sustentabilidade financeira ao integrar ações dos Centros Nacionais de Pesquisa e otimizar o uso de recursos para o monitoramento contínuo da fauna ameaçada, em plena sinergia com os PANs. A iniciativa evita sobreposição de esforços, fortalece a resposta técnica aos desastres climáticos e assegura que metas de conservação e restauração da biodiversidade gaúcha avancem com eficiência e viabilidade de longo prazo. Como resultado desse conjunto de ações articuladas, centenas de espécies da fauna ameaçadas de extinção foram diretamente beneficiadas, refletindo o compromisso coletivo de gestores públicos, pesquisadores e instituições parceiras na implementação e no acompanhamento dos Planos de Ação. 

A seguir, destaca-se alguns dos resultados alcançados pelos PANs, decorrentes das ações apoiadas pela Chamada DIBIO - 2025, com expressiva relevância biológica e científica para o manejo e a tomada de decisão em conservação da biodiversidade: 

  1. PAN Insetos Polinizadores - Realização da 1ª Oficina de Integração, em Salvador/BA, reunindo ICMBio e órgãos estaduais para alinhamento de políticas públicas, definição de ações prioritárias, estruturação de planos operacionais estaduais e fortalecimento de rede cooperativa interestadual, com avanços práticos para a implementação do PAN. (https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/icmbio-e-orgaos- estaduais-de-meio-ambiente-realizam-a-1a-oficina-de-integracao-com-foco-na- conservacao-de-insetos-polinizadores) 

  1. PAN Tubarões - Expedição científica embarcada no Navio de Pesquisa Soloncy Moura (CEPSUL/ICMBio), nas regiões do Albardão/RS e da REBIO Marinha do Arvoredo, com coleta de tubarões e raias, amostras de água, uso de filmagens subaquáticas, DNA ambiental e início de monitoramento acústico, gerando subsídios técnicos para a conservação e a gestão marinha. (https://www.gov.br/icmbio/pt- br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/navio-de-pesquisa-soloncy-moura-do-icmbio- realiza-expedicao-cientifica-sobre-tubaroes-e-raias-no-litoral-catarinense) 

  1. PAN Ariranha - Oficina para a construção de estratégias de mitigação das ameaças à ariranha no Pantanal, baseada na Teoria da Mudança. 

  1. PAN Canídeos - Promoção do Festival do Lobo-Guará e do evento Corredor do Lobo: Conectando UCs na Serra do Espinhaço (MG), fortalecendo a agenda positiva de conservação, o engajamento social, a educação ambiental e a articulação entre ciência, gestores e comunidades locais. 

  1. PAN Grandes Felinos: Oficina técnica para elaboração de protocolo de captura de grandes felinos, qualificando procedimentos de manejo e resposta a conflitos. 

  1. PAN Pequenos Mamíferos de áreas abertas - Implementação do projeto de monitoramento de Trinomys yonenagae e Rhipidomys cariri, com recursos do GEF Terrestre, resultando em novos registros de ocorrência e geração de dados relevantes para estratégias de conservação, especialmente considerando o baixo índice de capturabilidade das espécies. 

  1. PAN Cavernas do Brasil – elaboração de mapa de áreas prioritárias para realização de inventários de morcegos, peixes e invertebrados restritos aos ambientes cavernícolas, associado a estudos que identificam regiões com potencial para descoberta de novas cavernas. Avaliado pela primeira vez no Brasil e construído para promover a conservação de morcegos, pesquisadores instalaram um portão (bat gate), que serve para regular ou impedir a entrada de humanos em cavernas, mas que permite a entrada e saída de morcegos. O experimento precursor está sendo testado na Gruta das Fadas, em Bodoquena (MS). Adicionalmente, foram publicadas Diretrizes para atividades formativas em espeleoturismo, voltadas à capacitação de guias e condutores, fortalecendo práticas alinhadas à conservação do patrimônio espeleológico. 

  1. PAN Herpetofauna do Sudeste - Conclusão do sequenciamento do genoma de Xenohyla truncata no âmbito do Projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), ampliando a base científica para análises populacionais, definição de áreas prioritárias e tomada de decisão no PAN. 

  1. PAN Herpetofauna do Sul - Avanço na descrição do genoma de Pithecopus rusticus (Projeto GBB), com aplicação direta no programa de conservação ex situ do Parque das Aves, subsidiando manejo genético, reprodução e integração com populações naturais. 

 

Comunicação e divulgação dos PANs: 

Como estratégia de transparência e acesso à informação, os PANs contam com dados disponibilizados no Portal Brasileiro de Dados Abertos, painéis interativos em PowerBI, páginas atualizadas no portal do ICMBio e dados geoespaciais integrados à Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE). 

Destaca-se a publicação e divulgação do Sumário Executivo Planejamento e Gestão de Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção: a Estratégia Brasileira (Figura 2), disponibilizado nas versões em português e em inglês. 

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Figura 2: Capas das versões em português e em inglês do Sumário Executivo Planejamento e Gestão de Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção: a Estratégia Brasileira.
Figura 2: Capas das versões em português e em inglês do Sumário Executivo Planejamento e Gestão de Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção: a Estratégia Brasileira.

Por fim, a COPAN participou do XVI Seminário de Pesquisa e XVII Encontro de Iniciação Científica do ICMBio - 2025, cujo tema central desta edição foi Ciência, Tecnologia e Conhecimento Tradicional na Gestão da Biodiversidade, realizado de 14 a 16 de outubro de 2025, com a apresentação de dois posteres sobre PANs: No 150 - PANs em Ação: Como estratégias direcionadas podem reverter declínios populacionais e o risco de extinção de espécies ameaçadas; No 193 -Trilhando Caminhos Integrados: Conectando Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas e Unidades de Conservação na Região Sul (Figura 3 -A e B). Os resumos podem ser acessados em https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/pesquisa/seminarios-de- pesquisa/Sessodeepsteres2025_distribuiodostrabalhos.pdf. 

 

Figura 3. Resumos apresentados no Seminário de Pesquisa ICMBio/2025. (A) PANs em Ação: Como estratégias direcionadas podem reverter declínios populacionais e o risco de extinção de espécies ameaçadas; (B) Trilhando Caminhos Integrados: Conectando Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas e Unidades de Conservação na Região Sul.
Figura 3. Resumos apresentados no Seminário de Pesquisa ICMBio/2025. (A) PANs em Ação: Como estratégias direcionadas podem reverter declínios populacionais e o risco de extinção de espécies ameaçadas; (B) Trilhando Caminhos Integrados: Conectando Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas e Unidades de Conservação na Região Sul.

Outros resultados associados ao Objetivo Estratégico: Promover a conservação e o manejo de espécies com base em iniciativas que prezem os diversos usos sustentáveis da biodiversidade nacional. 

 

Programas de Manejo Populacional 

No início de 2025, a ferramenta Programa de Manejo Populacional ganhou maior relevância com a criação da Divisão de apoio à implementação de ações de conservação - DICON, vinculada à Coordenação de Planejamento de Ações para Conservação de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção - COPAN. 

Esse arranjo institucional representa um avanço significativo ao consolidar, em uma unidade, esforços que anteriormente se encontravam dispersos entre diferentes Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação (CNPCs) do instituto. A convergência do tema na Coordenação Geral de Estratégias para Conservação - CGCON fortalece a ferramenta, promovendo maior articulação interna, além de contribuir para o alinhamento estratégico das ações de manejo para as espécies da fauna ameaçadas de extinção. 

 

Programas de Manejo Populacional para espécies da fauna ameaçadas de extinção 

Em 2025, foram publicados três Programas de Manejo Populacional voltados à conservação de espécies da fauna ameaçadas de extinção: Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia); Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) e perereca-pintada-do-rio-pomba (Nyctimantis pomba). 

Sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres - CEMAVE foram realizadas oficinas para a elaboração dos Programas de Manejo Populacional da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), vinculada ao PAN Aves da Caatinga, e da arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), contemplada no PAN Aves do Cerrado e Pantanal, além da oficina de revisão do Programa de Manejo Populacional da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), também vinculada ao PAN Aves da Caatinga. 

Pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas e Xenartros - CPB, foram realizadas oficinas de elaboração dos Programas de Manejo Populacional do sagui-da-serra- escuro (Callithrix aurita), do muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e do mico-leão-de-cara- dourada (Leontopithecus chrysomelas), espécies ameaçadas de extinção vinculadas ao PAN dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira (PAN PPMA). 

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental - CEPTA realizou uma oficina para a avaliação dos Papéis de Conservação para as espécies surubim-letra (Steindachneridion scriptum), surubim-do-Paraíba (Steindachneridion parahybae), surubim-do-Iguaçu (Steindachneridion melanodermatum) e o rivulídeo Ophthalmolebias constanciae, no contexto dos PANs Paraíba do Sul, Iguaçu, Alto Paraná e Rivulídeos. 

 

Rede Brasileira de Translocação para a Conservação (RBTC) 

Em 2025, representantes da DICON passaram a integrar as discussões da Rede Brasileira de Translocação para Conservação (RBTC). A RBTC é um grupo colaborativo voltado ao intercâmbio de experiências, padronização de procedimentos e fortalecimento de boas práticas relacionadas a translocação de fauna para conservação. A atuação da equipe concentrou-se no apoio às discussões da rede, participação em reuniões e elaboração de documentos técnicos 

A participação na RBTC possibilita alinhamento e integração entre as instituições de fauna sobre temas estratégicos como protocolos de captura, manejo pré e pós soltura, monitoramento e avaliação de riscos da translocação de fauna. A participação da divisão na rede tem contribuído com o aperfeiçoamento das análises das estratégias. 

 

Eventos de conservação da Biodiversidade 

Representante da DICON integrou a delegação brasileira na 20ª Reunião das Partes da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (COP-20), realizada de 24 de novembro a 5 de dezembro de 2025, em Samarcanda, Uzbequistão, composta por MRE, MMA, IBAMA e ICMBio. 

A Conferência resultou em avanços relevantes, com destaque para propostas brasileiras de emenda aos Apêndices I e II da CITES, especialmente para tubarões, raias, aves do gênero Sporophila e duas espécies de preguiça, além da proposição de recomendação para consulta obrigatória ao país de endemismo em casos de movimentação de espécies endêmicas. 

Além disso, a equipe DICON apoiou na moderação da oficina de elaboração do Plano de Ação Territorial para a conservação da fauna ameaçada de extinção dos Sertões do Ceará. O PAT Sertões foi publicado ainda em dezembro de 2025, consolidando essa parceria e contribuindo para o fortalecimento de ações de conservação na região. 

Para mais informações, o Relatório de Atividades da DICON encontra-se disponível no Processo SEI nº 02070.001313/2026-24, onde constam os detalhamentos das ações desenvolvidas e dos resultados alcançados no período. 

 

Manejo de espécies exóticas invasoras (EEI) em UC federais 

A crescente preocupação com os impactos das espécies exóticas invasoras (EEI) nas Unidades de Conservação (UC) federais reforça a necessidade de ações efetivas para mitigar esses efeitos. O ICMBio, responsável pela gestão dessas espécies nas UC e suas zonas de amortecimento, obteve avanços importantes nessa área com a criação da Divisão de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras - DIMEEI em 2022, posteriormente elevada à Coordenação e consolidada como CMEEI ao final de 2024, ampliando as responsabilidades da gestão. Em 2025, dando continuidade ao trabalho iniciado pela Divisão, a CMEEI completou três anos de atuação no enfrentamento de uma das maiores ameaças à biodiversidade global. Este período foi marcado por avanços consistentes em normatização, articulação institucional e suporte técnico às UC federais. 

O ano de 2025 foi marcado pela publicação da Portaria ICMBio nº 510/2025, que reconhece a Lista de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais e estabelece instrumentos de suporte técnico, como o Roteiro para Atualização da Lista. A Lista constitui uma importante ferramenta de diagnóstico para as UC federais, ao sistematizar informações sobre a ocorrência de EEI e subsidiar o planejamento, monitoramento e a definição de estratégias de manejo. Para apoiar as equipes gestoras, a Portaria também prevê a utilização da Ferramenta de Priorização de EEI pela UC, disponibilizada pela CMEEI com seu respectivo manual. Essa ferramenta foi concebida como um instrumento orientador para subsidiar o direcionamento das ações de manejo em cada UC, oferecendo base para a tomada de decisão pelos gestores quanto às EEI prioritárias, permitindo otimizar o uso de recursos. 

Em 2025, também foi publicada a Instrução Normativa ICMBio nº 19/2025, que estabelece diretrizes e procedimentos gerais para a execução de medidas de prevenção da introdução, bem como para o controle ou a erradicação de EEI em UC federais e suas Zonas de Amortecimento. A IN nº 19/2025 institui o Guia de Orientação para o Manejo de EEI em UC Federais como o documento orientador para a elaboração do projeto de manejo, reunindo métodos já aprovados pelo Instituto, e trazendo conceitos e detalhamentos do processo de autorização de manejo. 

Além disso, a IN nº 19/2025 atribui ao ICMBio a responsabilidade pela publicação periódica da Lista de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação federais, orienta os procedimentos para ações de detecção precoce e resposta rápida e institui ferramentas orientativas para a elaboração de Planos Específicos de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais, bem como para a prevenção da invasão biológica associada a atividades de empreendimentos licenciáveis. 

O enfrentamento às EEI nas UC federais é baseado em um fluxo que considera as seguintes frentes: 

  • O diagnóstico da situação da invasão de EEI nas UC federais; 

  • Capacitação e suporte técnico às equipes gestoras das UC; 

  • Planejamento e respaldo institucional para implementação de estratégias de combate às EEI nas UC; e 

  • Mobilização de recursos humanos e financeiros, que permeia todos os processos. 

A integração dessas atividades promove uma abordagem sistêmica para a gestão das EEI nas UC federais. 

  1. Diagnóstico da situação da invasão de EEI nas UC federais 

A situação das invasões biológicas nas UC federais é monitorada por meio do registro de EEI nessas áreas protegidas. Em 2025, foi finalizado o segundo ciclo de atualização da Lista de EEI em UC federais. A Lista, como dito anteriormente, é reconhecida pela Portaria ICMBio nº 510/2025, o que a torna um instrumento essencial para o enfrentamento a esta ameaça a sociobiodiversidade das UC federais. Esse processo envolveu um levantamento abrangente de registros de EEI, realizado por meio de consultas internas e externas, além de pesquisas em bases de dados do ICMBio e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). 

Durante este ciclo de atualização, foram recebidos 1.193 dados brutos e triados mais de 700 novos registros. Além disso, algumas espécies já presentes na Lista anterior passaram por reavaliação de classificação e atualização de sua nomenclatura taxonômica. O número total de EEI registradas aumentou de 290 para 316 espécies, representando um acréscimo de 26 espécies em relação ao ciclo anterior. Esses dados oferecem um panorama atualizado das invasões biológicas nessas áreas protegidas, evidenciando um aumento expressivo em relação à última atualização. Esse aumento, contudo, não reflete necessariamente uma ampliação das invasões biológicas nas UC, mas é reflexo do monitoramento e maior conhecimento sobre a biodiversidade nestas áreas. 

No total, foram listadas 134 espécies de fauna e 182 espécies de flora exótica invasora, em 235 e 175 UC, respectivamente. O número de UC com registro de, pelo menos, uma EEI também aumentou para 258 UC (representando 75% das UC geridas pelo ICMBio). A CMEEI reforça que a lista indica apenas a presença das espécies, não o grau de invasão nem a magnitude dos impactos.  

  1. Capacitação e suporte técnico às equipes gestoras das UC 

Em 2025, foi realizada mais uma temporada do evento Invadindo Seu Dia: Manejo de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais, o qual é dedicado ao intercâmbio de experiências em relação ao manejo de EEI. Ao longo do ano, foram realizados 10 encontros, que reuniram, ao todo, 31 palestrantes e uma média de 52 participantes por encontro. Já os vídeos do Invadindo no YouTube registraram uma média de cerca de 154 visualizações. 

A fim de otimizar o suporte técnico oferecido às gestões das UC, a página de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras na Rede ICMBio foi totalmente atualizada e está com novo layout, mais acessível, organizado e voltado à difusão de materiais técnicos, legislações e orientações sobre manejo de EEI. 

Somado a essas ações, outra estratégia de capacitação e suporte técnico oferecido às UC e CNPC é a confecção dos materiais de divulgação e orientação. Em 2025, foi desenvolvido e distribuído o Calendário de Espécies Exóticas Invasoras (Figura 4), com informações sobre espécies invasoras representativas e amplamente distribuídas nas UC federais. Foram distribuídos 600 exemplares a diferentes UC, CNPC e órgãos ambientais parceiros, com o objetivo de informar e sensibilizar servidores e parceiros do ICMBio quanto aos impactos da invasão biológica. 

 

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Figura 4. Amostra do Calendário de Espécies Exóticas Invasoras 2026
Figura 4. Amostra do Calendário de Espécies Exóticas Invasoras 2026

  1. Planejamento e respaldo institucional para implementação de estratégias de combate às EEI nas UC 

O enfrentamento às EEI pode demandar soluções específicas. Por esse motivo, e conforme necessidade temática indicada no Plano de Manejo, as equipes gestoras de UC federais que demandam atenção e esforços direcionados às invasões biológicas e podem elaborar Planos Específicos de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais (Planos de EEI). Esses documentos técnicos de planejamento contemplam estratégias e ações que orientam a gestão e o manejo de EEI nas UC federais, a fim de mitigar essa ameaça à biodiversidade. O ICMBio desempenhou papel essencial na orientação para a elaboração, monitoramento e implementação desses Planos. 

No acumulado, dois Planos de EEI foram concluídos, após 5 anos de implementação: o Plano de Ação para o Controle de Gatos em Fernando de Noronha e o Plano de Monitoramento e Controle de Javalis (Sus scrofa) nas Florestas Nacionais de Ipanema e de Capão Bonito. Outros três Planos de EEI encontram-se vigentes, tendo suas implementações acompanhadas e avaliadas através de Oficinas de Monitoria e Avaliação, realizadas pelos Grupos de Avaliação e Monitoria (GAMs) responsáveis por cada Plano, com apoio da CMEEI. Foram esses: o Plano de Prevenção, Controle e Monitoramento de Fauna Exótica Invasora do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, o Plano de Controle e Monitoramento do Javali no Parque Nacional de São Joaquim e o Plano de Prevenção, Controle, Erradicação e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras do Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras. Outros dois Planos de EEI estiveram em fase de planejamento e elaboração durante o ano de 2025: o segundo ciclo do Plano Específico de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Javali na Floresta Nacional de Silvânia e o Plano de Prevenção, Erradicação, Controle, e Monitoramento do Javali do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Mantiqueira. Iniciou-se, ainda, o planejamento da elaboração do Plano específico de prevenção, erradicação, controle e monitoramento de Búfalos na Reserva Biológica do Lago Piratuba, com perspectiva de elaboração para o ano de 2026. 

Adicionalmente, destaca-se a publicação do Roteiro para Elaboração, Monitoramento e Avaliação de Planos Específicos de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais (Figura 5) e sua instituição como material orientador pela IN ICMBio 19/2025. 

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Figura 5. Capas das três partes do Roteiro para Elaboração, Monitoramento e Avaliação de Planos Específicos de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais
Figura 5. Capas das três partes do Roteiro para Elaboração, Monitoramento e Avaliação de Planos Específicos de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação Federais

A análise dos projetos de manejo de EEI nas UC federais fornece subsídios para a emissão das autorizações de manejo, conforme disposto pela IN ICMBio 19/2025. Essas autorizações garantem respaldo técnico, legal e institucional necessário para a execução das ações de manejo, contribuindo para aumentar as chances de sucesso na gestão das EEI nas UC. Em 2025, foram emitidas 27 autorizações de manejo, incluindo nove renovações de autorizações anteriores. Outros 24 projetos permaneceram em alguma fase de análise ao final do ano, seja com parecer emitido e aguardando autorização pela Diretoria, devolvidos para correção ou complementação, ou ainda aguardando manifestação complementar de algum CNPC ou Coordenação. Os projetos abrangem tanto espécies vegetais (como braquiária, acácia e pinus) quanto animais (como javali e caramujo- gigante-africano), incluindo espécies aquáticas (como peixe-leão, coral-sol e pirarucu). 

Todos esses números expressam a crescente demanda pelo manejo de EEI e o compromisso das UC com ações de prevenção, erradicação, controle e monitoramento dessas espécies.  

  1. Mobilização de recursos humanos e financeiros 

Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes gestoras das UC no combate às EEI é a limitação de pessoal e recursos. O manejo dessas espécies é, geralmente, complexo, exigindo ações frequentes e sistemáticas, além de recursos financeiros para aquisição de equipamentos e materiais necessários. Reconhecendo essa fragilidade e a elevada demanda, a CMEEI adota como estratégia fundamental a prospecção e mobilização de recursos humanos e financeiros. 

Em resposta à chamada para o Banco de Projetos do Programa de Conversão de Multas Ambientais (quadriênio 2025–2029), em 2025, foi submetido e aprovado o projeto “Controle e Monitoramento Populacional de Javalis (Sus scrofa) em Unidades de Conservação Federais”, o qual prevê a aquisição de seis armadilhas fotográficas e duas armadilhas de captura de javalis por UC. 

Além disso, foram dados encaminhamentos para a iniciativa estruturante de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras a ser executada com recursos de Compensação Ambiental para o ciclo de 2025 a 2027. Dentre os encaminhamentos, a CMEEI recebeu a proposta de 52 UC a serem contempladas com o recurso de cerca de R$30.587.230,54. Ainda, foi aprovada a execução de propostas por intermédio de Fundações de Apoio, contemplando 37 UC com um total de R$ 12.842.967,85, sendo prevista sua implementação no segundo semestre de 2026. 

Por meio da articulação da CMEEI iniciada em 2024 e continuada em 2025, foi possível a publicação e ampla divulgação, em 2025, da Chamada Pública BNDES Biodiversidade: Ilhas do Futuro, Ninhos Protegidos. A chamada contempla 13 UC insulares federais com um total de R$80.000.000,00 em recursos para o controle de EEI terrestre nessas áreas a fim de promover a melhoria da qualidade de habitat de aves marinhas ameaçadas e/ou migradoras em ilhas marinhas contempladas em UC federais. 

Anualmente a CMEEI apoia o desenvolvimento de ações de manejo das UC por meio da Chamada DIBIO: Linha de apoio I - Propostas de implementação de ações previstas em PAN, de ações de manejo de Espécies Exóticas Invasoras em UC federais e de Pesquisas e Linha de apoio II - Planejamento de Oficinas e eventos. 

Por intermédio de fundações de apoio, a CMEEI contou com a contratação de recursos humanos para otimizar suas entregas e garantir agilidade no suporte às UC. Com o apoio da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) e do CNPq, foi possível contar com quatro bolsistas, que atuaram no segundo ciclo de atualização da Lista de EEI em UC federais, na atualização de materiais orientadores, no apoio da gestão dos Planos Específicos de EEI, na produção de material de comunicação, na organização de eventos de capacitação e na análise de projetos de manejo de EEI, além de realizarem a sistematização e análise de dados para o aprimoramento do planejamento e das ações de manejo de EEI. 

 

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