Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira
As atribuições do ICMBio vão além das fronteiras das unidades de conservação. Um exemplo disto, é sua atuação na conservação da fauna brasileira.
O ICMBio, por meio de seus Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação, coordena e executa a Avaliação do Risco de Extinção das Espécies da Fauna Brasileira, com a participação ativa da nossa sociedade além da comunidade científica do Brasil e do exterior. Trata-se de um diagnóstico técnico-científico, realizado por meio do método de categoria e critérios da IUCN e que identifica quais espécies estão em risco de extinção, localizando as principais ameaças e áreas importantes para manutenção das espécies.
Dessa forma, o Brasil (um país megadiverso) realiza uma das maiores avaliações do risco de extinção de suas espécies em todo o mundo. Atualmente, são avaliadas aproximadamente 15.000 espécies da nossa fauna. O ICMBio tem por diretriz avaliar todas as espécies formalmente descritas dos animais vertebrados, além de outras selecionadas de invertebrados.
Os resultados deste processo auxiliam a implementação de diversas políticas públicas como atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, cuja atribuição é do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA); os Planos de Redução de Impactos sobre a Biodiversidade (PRIM); os Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN); o Mapeamento de Áreas Prioritárias, entre outros.
Com a publicação da Portaria MMA nº 1.667 de 27 de abril de 2026, que divulga a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção- Peixes e Invertebrados Aquáticos, atualmente, o Brasil reconhece 490 espécies e subespécies como ameaçadas de extinção. Sendo desse total, 378 peixes (continentais e marinhos) e 112 invertebrados aquáticos.
Para saber mais detalhes sobre toda da fauna avaliada, conheça o sistema SALVE.
Conheça mais sobre o Processo de Avaliação do Risco de Extinção da Fauna Brasileira
O Instituto Chico Mendes conduz o processo de avaliação desde 2009, atualmente normatizado pela Instrução Normativa ICMBio n° 17/2026, que define suas diretrizes gerais, a metodologia utilizada, os atores envolvidos e suas funções, as etapas e os prazos.
Inicialmente é feita uma compilação e organização de informações e registros de ocorrência em fichas individuais para cada espécie pela equipe técnica dos Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação. Em seguida, ocorre a abertura de consulta pública, ampla à sociedade brasileira e aos especialistas da comunidade científica, para inclusão de novas informações.
Depois de incorporadas as contribuições da etapa de consulta, o risco de extinção das espécies é avaliado seguindo o método de categorias e critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em oficinas de avaliação com a participação de especialistas da comunidade científica. Posteriormente, é realizada uma validação dos resultados para checagem da consistência da aplicação do método e das informações que subsidiam a avaliação. Por fim, há a revisão das fichas e a publicação dos seus resultados no sistema SALVE.
O método utilizado para avaliação da fauna brasileira foi desenvolvido pela IUCN, é amplamente utilizado em avaliações de espécies em nível global e adotado por diversos países. Produto de amplas discussões entre a IUCN e a comunidade científica, o método utiliza categorias e critérios para identificar o risco de extinção e é constantemente revisado. Para a identificação da categoria de risco de extinção de uma espécie são analisadas e combinadas informações sobre tamanho, fragmentação, flutuações ou declínio da população, extensão da distribuição geográfica, ameaças que afetam a espécie e medidas de conservação já existentes.
Uma espécie pode ser classificada em dez categorias distintas, conforme o grau de risco de extinção a que está submetida. É importante destacar que, entre essas dez categorias, apenas três são consideradas diretamente ameaçadas: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).
Confira, a seguir, as dez categorias da Lista Vermelha da IUCN, organizadas de acordo com o grau de risco de extinção.

- Categoria IUCN